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MPF denuncia Argello, Odebrecht, Delúbio e Ronan

Gisele Pimenta/Estadão Conteúdo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

07/05/2016 | 07:00


O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu ontem denúncia contra 20 pessoas investigadas pela Operação Lava Jato, entre elas o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, o ex-senador Gim Argello (PTB), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o publicitário Marcos Valério e o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário. A ação envolve as 27ª e 28ª fases da Lava Jato e será analisada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

No caso específico de Ronan, a acusação do MPF foi pelo crime de lavagem de dinheiro. Promotores afirmaram que ele recebeu R$ 6 milhões em suposto empréstimo fraudulento do Banco Schahin em 2004 intermediado pelo pecuarista José Carlos Bumlai, recurso que seria utilizado para compra do Diário – em depoimento, o empresário disse que utilizou o dinheiro para renovar sua frota de ônibus.

Essa transferência, de acordo com o MPF, só foi considerada quitada quando o grupo Schahin foi contratado pela Petrobras para operar navio-sonda Vitória 10.000 com valor de R$ 1,6 bilhão. Na acusação, o MPF não apontou crime de extorsão a Ronan (veja mais abaixo). O empresário segue detido, no complexo médico penal em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná.

Na denúncia envolvendo Ronan estão Marcos Valério (condenado no Mensalão e que teria também intermediado o empréstimo do Banco Schahin), Delúbio Soares (pelo papel de tesoureiro do PT na época do crime), Sandro Tordin (ex-presidente do Banco Schahin), Enivaldo Quadrado (empresário), Luiz Carlos Casante (empresário), Breno Altmann (jornalista ligado ao PT), Natalino Bertin (empresário) e Oswaldo Rodrigues Vieira Filho (dono da Remar).

Em outra vertente da acusação, a força-tarefa da Lava Jato mirou para Gim Argello, Marcelo Odrebrecht, Ricardo Pessoa (dono do grupo UTC) e Léo Pinheiro (presidente da OAS). Segundo a Procuradoria da República, o ex-senador “solicitou e recebeu pagamentos indevidos para interferir nos trabalhos de CPIs no ano de 2014”.

“Ficou comprovado que o ex-senador e pessoas próximas, em conluio com dirigentes de empreiteiras envolvidas no megaesquema criminoso instalado na Petrobras acertaram e promoveram o pagamento de vantagens indevidas entre os meses de abril e dezembro de 2014 com o objetivo de obstruir os trabalhos da CPI instaurada no Senado e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Senado e na Câmara dos Deputados”, diz nota da força-tarefa.

As CPIs haviam sido abertas para investigar supostos crimes contra a Petrobras. A Procuradoria informou que constatou que houve acerto de pagamento de propina para evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento. Gim Argello era integrante da CPI do Senado e vice-presidente da CPMI. “A ideia era cobrar o montante de R$ 5 milhões de cada uma das empreiteiras envolvidas”, afirma o Ministério Público Federal.

Promotor não aponta extorsão de Ronan

Fernando José da Costa, advogado de defesa do empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário, disse estar satisfeito com o fato de o MPF (Ministério Público Federal) ter excluído o crime de extorsão da denúncia formulada ontem.

“A defesa do empresário Ronan Maria Pinto declara-se muito satisfeita já inicialmente com a justa exclusão do descabido crime de extorsão, feita desde a propositura da ação penal, e que chegou a ser aventado no início da operação que o levou à prisão. A acusação criminal formalmente apresentada hoje (ontem), de crime financeiro, será devida e documentalmente afastada assim que a defesa puder apresentar e comprovar a prática de atos totalmente lícitos da parte do empresário em todas as operações financeiras enumeradas no processo, e realizadas sem a utilização de recursos públicos”, relatou.

Ronan foi acusado de chantagear petistas em troca de recursos para supostamente comprar o Diário. O publicitário Marcos Valério disse, em depoimento, que Ronan ameaçou caciques do PT de envolvimento na morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, em 2002. O empresário sempre negou as acusações. 



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MPF denuncia Argello, Odebrecht, Delúbio e Ronan

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

07/05/2016 | 07:00


O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu ontem denúncia contra 20 pessoas investigadas pela Operação Lava Jato, entre elas o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, o ex-senador Gim Argello (PTB), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o publicitário Marcos Valério e o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário. A ação envolve as 27ª e 28ª fases da Lava Jato e será analisada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

No caso específico de Ronan, a acusação do MPF foi pelo crime de lavagem de dinheiro. Promotores afirmaram que ele recebeu R$ 6 milhões em suposto empréstimo fraudulento do Banco Schahin em 2004 intermediado pelo pecuarista José Carlos Bumlai, recurso que seria utilizado para compra do Diário – em depoimento, o empresário disse que utilizou o dinheiro para renovar sua frota de ônibus.

Essa transferência, de acordo com o MPF, só foi considerada quitada quando o grupo Schahin foi contratado pela Petrobras para operar navio-sonda Vitória 10.000 com valor de R$ 1,6 bilhão. Na acusação, o MPF não apontou crime de extorsão a Ronan (veja mais abaixo). O empresário segue detido, no complexo médico penal em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná.

Na denúncia envolvendo Ronan estão Marcos Valério (condenado no Mensalão e que teria também intermediado o empréstimo do Banco Schahin), Delúbio Soares (pelo papel de tesoureiro do PT na época do crime), Sandro Tordin (ex-presidente do Banco Schahin), Enivaldo Quadrado (empresário), Luiz Carlos Casante (empresário), Breno Altmann (jornalista ligado ao PT), Natalino Bertin (empresário) e Oswaldo Rodrigues Vieira Filho (dono da Remar).

Em outra vertente da acusação, a força-tarefa da Lava Jato mirou para Gim Argello, Marcelo Odrebrecht, Ricardo Pessoa (dono do grupo UTC) e Léo Pinheiro (presidente da OAS). Segundo a Procuradoria da República, o ex-senador “solicitou e recebeu pagamentos indevidos para interferir nos trabalhos de CPIs no ano de 2014”.

“Ficou comprovado que o ex-senador e pessoas próximas, em conluio com dirigentes de empreiteiras envolvidas no megaesquema criminoso instalado na Petrobras acertaram e promoveram o pagamento de vantagens indevidas entre os meses de abril e dezembro de 2014 com o objetivo de obstruir os trabalhos da CPI instaurada no Senado e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Senado e na Câmara dos Deputados”, diz nota da força-tarefa.

As CPIs haviam sido abertas para investigar supostos crimes contra a Petrobras. A Procuradoria informou que constatou que houve acerto de pagamento de propina para evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento. Gim Argello era integrante da CPI do Senado e vice-presidente da CPMI. “A ideia era cobrar o montante de R$ 5 milhões de cada uma das empreiteiras envolvidas”, afirma o Ministério Público Federal.

Promotor não aponta extorsão de Ronan

Fernando José da Costa, advogado de defesa do empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário, disse estar satisfeito com o fato de o MPF (Ministério Público Federal) ter excluído o crime de extorsão da denúncia formulada ontem.

“A defesa do empresário Ronan Maria Pinto declara-se muito satisfeita já inicialmente com a justa exclusão do descabido crime de extorsão, feita desde a propositura da ação penal, e que chegou a ser aventado no início da operação que o levou à prisão. A acusação criminal formalmente apresentada hoje (ontem), de crime financeiro, será devida e documentalmente afastada assim que a defesa puder apresentar e comprovar a prática de atos totalmente lícitos da parte do empresário em todas as operações financeiras enumeradas no processo, e realizadas sem a utilização de recursos públicos”, relatou.

Ronan foi acusado de chantagear petistas em troca de recursos para supostamente comprar o Diário. O publicitário Marcos Valério disse, em depoimento, que Ronan ameaçou caciques do PT de envolvimento na morte de Celso Daniel, prefeito de Santo André, em 2002. O empresário sempre negou as acusações. 

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