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Pólipo de vesícula


Leo Kahn

18/08/2017 | 07:00


 A vesícula biliar é uma bolsa em forma de pera, com cerca de 8 cm de comprimento e 3 cm de largura, situado abaixo da parte inferior do fígado, com função de armazenamento da bile.

Sua parede é composta por uma túnica serosa, muscular e mucosa (epitélio com microvilosidades), com um único orifício de entrada e saída, através do qual se comunica com o canal cístico.

Os pólipos vesiculares são protuberâncias da mucosa que se projetam para o interior da cavidade vesicular, são classificados em:

Benignos – pseudotumores (pólipos de colesterol, pólipos inflamatórios; colesterolose e hiperplasia); tumores epiteliais (adenomas) e tumores mesenquimatosos (fibroma, lipoma, hemangioma).

Malignos – são os carcinomas da vesícula biliar.

Presentes em cerca de 5% da população e acometem mais o sexo feminino a partir da terceira década de vida

 

Fatores de risco:

Genético.

Aumento da secreção de colesterol.

Distúrbios metabólicos.

Histórico de hepatite, colecistite e cálculos biliares.

 

Sinais e Sintomas:

Maioria assintomática.

Náuseas.

Vômitos.

Icterícia obstrutiva.

Dor no hipocôndrio direito.

O diagnóstico geralmente é realizado por um exame de ultrassonografia abdominal, com sensibilidade e especificidade superior a 90%, mesmo em lesões de pequenas dimensões.

 

Saiba mais:

Pólipos inflamatórios são pouco frequentes.

Consistem numa reação inflamatória local de proliferação epitelial, associados muitas vezes a colecistite crônica.

Os pólipos de colesterol são a maioria e não apresentam potencial maligno.

Nos adenomiomas ocorre aumento da espessura da camada muscular.

O adenoma, apesar de benigno, pode ter um comportamento pré-maligno, tornando-se um adenocarcinoma.

Ele é uma lesão habitualmente solitária, pediculada e pode estar associada à litíase vesicular.

Adenocarcinoma é a neoplasia mais comum, sendo as suas dimensões proporcionais ao risco de malignidade.

É importante diferenciar entre um pólipo benigno e um pólipo maligno ou pré-maligno, devido ao mau prognóstico do carcinoma da vesícula.

O grande desafio é distinguir essas lesões.

Geralmente, pólipos menores que 1 cm e assintomáticos são seguidos por seis a 12 meses com ultrassonografias de controle.

Alguns pólipos podem se projetar pelo orifício vesicular, obstruindo o canal cístico ou os ductos biliares primários, causando colecistite aguda ou icterícia obstrutiva, mas são complicações muito raras.

Procure seu médico e faça exames de rotina.

 



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Pólipo de vesícula

Leo Kahn

18/08/2017 | 07:00


 A vesícula biliar é uma bolsa em forma de pera, com cerca de 8 cm de comprimento e 3 cm de largura, situado abaixo da parte inferior do fígado, com função de armazenamento da bile.

Sua parede é composta por uma túnica serosa, muscular e mucosa (epitélio com microvilosidades), com um único orifício de entrada e saída, através do qual se comunica com o canal cístico.

Os pólipos vesiculares são protuberâncias da mucosa que se projetam para o interior da cavidade vesicular, são classificados em:

Benignos – pseudotumores (pólipos de colesterol, pólipos inflamatórios; colesterolose e hiperplasia); tumores epiteliais (adenomas) e tumores mesenquimatosos (fibroma, lipoma, hemangioma).

Malignos – são os carcinomas da vesícula biliar.

Presentes em cerca de 5% da população e acometem mais o sexo feminino a partir da terceira década de vida

 

Fatores de risco:

Genético.

Aumento da secreção de colesterol.

Distúrbios metabólicos.

Histórico de hepatite, colecistite e cálculos biliares.

 

Sinais e Sintomas:

Maioria assintomática.

Náuseas.

Vômitos.

Icterícia obstrutiva.

Dor no hipocôndrio direito.

O diagnóstico geralmente é realizado por um exame de ultrassonografia abdominal, com sensibilidade e especificidade superior a 90%, mesmo em lesões de pequenas dimensões.

 

Saiba mais:

Pólipos inflamatórios são pouco frequentes.

Consistem numa reação inflamatória local de proliferação epitelial, associados muitas vezes a colecistite crônica.

Os pólipos de colesterol são a maioria e não apresentam potencial maligno.

Nos adenomiomas ocorre aumento da espessura da camada muscular.

O adenoma, apesar de benigno, pode ter um comportamento pré-maligno, tornando-se um adenocarcinoma.

Ele é uma lesão habitualmente solitária, pediculada e pode estar associada à litíase vesicular.

Adenocarcinoma é a neoplasia mais comum, sendo as suas dimensões proporcionais ao risco de malignidade.

É importante diferenciar entre um pólipo benigno e um pólipo maligno ou pré-maligno, devido ao mau prognóstico do carcinoma da vesícula.

O grande desafio é distinguir essas lesões.

Geralmente, pólipos menores que 1 cm e assintomáticos são seguidos por seis a 12 meses com ultrassonografias de controle.

Alguns pólipos podem se projetar pelo orifício vesicular, obstruindo o canal cístico ou os ductos biliares primários, causando colecistite aguda ou icterícia obstrutiva, mas são complicações muito raras.

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