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Endometriose

O endométrio é a camada interna do útero que se renova mensalmente pela menstruação e a endometriose se caracteriza pelo crescimento desse tecido fora


Leo Kahn

15/07/2010 | 00:00


O endométrio é a camada interna do útero que se renova mensalmente pela menstruação e a endometriose se caracteriza pelo crescimento desse tecido fora do útero.

Geralmente acomete só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais, mas algumas vezes se desenvolve sobre ovários, ligamentos suspensórios do útero e com menor frequência na superfície externa dos intestinos delgado e grosso, bexiga, vagina, cicatrizes cirúrgicas presentes no abdômen ou no revestimento interno da parede torácica.

O tecido endometrial fora da cavidade uterina pode sofrer hemorragias durante a menstruação e muitas vezes provoca dores abdominais, irritação e a formação de tecido cicatricial. À medida que a doença avança surgem aderências que podem obstruir ou interferir no funcionamento dos órgãos.

A hereditariedade, origem caucasiana, útero anormal e primeira gestação a partir dos 30 anos são fatores de risco.

Cerca de 15% das mulheres entre 15 e 5 anos possuem a doença e esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica. Apresenta prevalência de ,5% a 33,3% em mulheres submetidas a tratamento de esterilidade; ,5% a 21,2% entre as pacientes atendidas com dor pélvica e zero a 7,1% nas portadoras de tumores pélvicos, podendo ainda provocar infertilidade ao bloquear a passagem do óvulo desde o ovário até ao útero.

SINAIS E SINTOMAS

Cólica menstrual intensa;

Aumento progressivo da dor;

Dor durante a relação sexual;

Quando parte do tecido se instala na bexiga, a mulher pode ter dificuldade para urinar;

Pode surgir forte cólica.

O diagnóstico é realizado pelo médico ginecologista após a história clínica e ao toque ginecológico, podendo ainda usar exames complementares de: dosagem do Ca-125 sanguíneo, ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética da pelve, retosigmoidoscopia ou colonoscopia, urotomografia ou uroressonância e até mesmo uma laparoscopia.

DICAS

A endometriose não é câncer;

Algumas mulheres com endometriose grave não apresentam sintomas, enquanto outras com uma doença de grau mínimo sofrem uma dor invalidante;

 A doença pode ocorrer quando as células de defesa do organismo não conseguem destruir o tecido que se instalou em outros locais do corpo;

 Em 79% dos casos, o tecido se instala nos ovários;

 Cerca de 0% das mulheres com o problema são inférteis;

 Mulheres brancas acima dos 20 anos têm maiores chances de sofrer da doença;

 Vinte e cinco por cento das mulheres acima de 35 anos estão acometidas;

 A base do tratamento geralmente é cirúrgica e pode ser complementada por medicações hormonais;

 Não é garantida a cura definitiva da doença mesmo com o tratamento adequado;

 É de grande utilidade o acompanhamento psicológico das portadoras de endometriose, cujos resultados são sentidos na prática clínica.

PRINCIPAIS METAS DO TRATAMENTO

 Aliviar ou reduzir a dor;

 Diminuir o tamanho dos implantes;

 Reverter ou limitar a progressão da doença;

 Preservar ou restaurar a fertilidade;

 Evitar ou adiar a recorrência da doença.

 É uma afecção que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas, cujo objetivo é cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres.

 Nas mulheres que já tenham o diagnóstico de endometriose é importante o conceito da prevenção secundária, ou seja, impedir ou dificultar o avanço da doença.



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Endometriose

O endométrio é a camada interna do útero que se renova mensalmente pela menstruação e a endometriose se caracteriza pelo crescimento desse tecido fora

Leo Kahn

15/07/2010 | 00:00


O endométrio é a camada interna do útero que se renova mensalmente pela menstruação e a endometriose se caracteriza pelo crescimento desse tecido fora do útero.

Geralmente acomete só o revestimento da cavidade abdominal ou a superfície dos órgãos abdominais, mas algumas vezes se desenvolve sobre ovários, ligamentos suspensórios do útero e com menor frequência na superfície externa dos intestinos delgado e grosso, bexiga, vagina, cicatrizes cirúrgicas presentes no abdômen ou no revestimento interno da parede torácica.

O tecido endometrial fora da cavidade uterina pode sofrer hemorragias durante a menstruação e muitas vezes provoca dores abdominais, irritação e a formação de tecido cicatricial. À medida que a doença avança surgem aderências que podem obstruir ou interferir no funcionamento dos órgãos.

A hereditariedade, origem caucasiana, útero anormal e primeira gestação a partir dos 30 anos são fatores de risco.

Cerca de 15% das mulheres entre 15 e 5 anos possuem a doença e esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica. Apresenta prevalência de ,5% a 33,3% em mulheres submetidas a tratamento de esterilidade; ,5% a 21,2% entre as pacientes atendidas com dor pélvica e zero a 7,1% nas portadoras de tumores pélvicos, podendo ainda provocar infertilidade ao bloquear a passagem do óvulo desde o ovário até ao útero.

SINAIS E SINTOMAS

Cólica menstrual intensa;

Aumento progressivo da dor;

Dor durante a relação sexual;

Quando parte do tecido se instala na bexiga, a mulher pode ter dificuldade para urinar;

Pode surgir forte cólica.

O diagnóstico é realizado pelo médico ginecologista após a história clínica e ao toque ginecológico, podendo ainda usar exames complementares de: dosagem do Ca-125 sanguíneo, ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética da pelve, retosigmoidoscopia ou colonoscopia, urotomografia ou uroressonância e até mesmo uma laparoscopia.

DICAS

A endometriose não é câncer;

Algumas mulheres com endometriose grave não apresentam sintomas, enquanto outras com uma doença de grau mínimo sofrem uma dor invalidante;

 A doença pode ocorrer quando as células de defesa do organismo não conseguem destruir o tecido que se instalou em outros locais do corpo;

 Em 79% dos casos, o tecido se instala nos ovários;

 Cerca de 0% das mulheres com o problema são inférteis;

 Mulheres brancas acima dos 20 anos têm maiores chances de sofrer da doença;

 Vinte e cinco por cento das mulheres acima de 35 anos estão acometidas;

 A base do tratamento geralmente é cirúrgica e pode ser complementada por medicações hormonais;

 Não é garantida a cura definitiva da doença mesmo com o tratamento adequado;

 É de grande utilidade o acompanhamento psicológico das portadoras de endometriose, cujos resultados são sentidos na prática clínica.

PRINCIPAIS METAS DO TRATAMENTO

 Aliviar ou reduzir a dor;

 Diminuir o tamanho dos implantes;

 Reverter ou limitar a progressão da doença;

 Preservar ou restaurar a fertilidade;

 Evitar ou adiar a recorrência da doença.

 É uma afecção que merece toda a atenção por parte dos médicos clínicos e ginecologistas, cujo objetivo é cuidar da saúde e oferecer qualidade de vida às mulheres.

 Nas mulheres que já tenham o diagnóstico de endometriose é importante o conceito da prevenção secundária, ou seja, impedir ou dificultar o avanço da doença.

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