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Consumo consciente vira risco às empresas



14/05/2008 | 07:04


O consumidor atento às questões ambientais e disposto a mudar seus hábitos de consumo para alternativas mais ecológicas já pode ser considerado como um potencial risco aos negócios. É o que aponta estudo da consultoria Ernst&Young, intitulado Riscos Estratégicos aos Negócios 2008 - Os Dez Maiores Riscos às Empresas.

O estudo, com base nas análises de 70 especialistas ao redor do mundo, avaliou 12 setores da economia e apontou as dez maiores ameaças para os negócios na atualidade. Um deles é o que o estudo chama de radical greening - que pode ser traduzido como a adoção extremada de hábitos "verdes", e que aos poucos está influenciando o comportamento das empresas.

A militância dos consumidores ativistas figura lado a lado com outros riscos aos negócios, como mudanças na legislação, inflação dos custos corporativos e envelhecimento da população. O risco do radical greening aparece na nona posição na média dos maiores impactos, e seu peso varia conforme o setor em que a empresa atua.

"Setores como petróleo e gás, automobilístico, seguros, energia e saneamento têm nas questões ambientais um risco forte a ser gerenciado, principalmente por causa do aquecimento global", diz Joel Bastos, diretor de Sustentabilidade da Ernst&Young. "Mas cresce também o risco de outras empresas, pois vemos claramente um cenário em que os consumidores vão banir empresas que não considerarem responsáveis", completa.

Segundo o executivo, isso tem levado estrategistas de indústrias como a de automóveis a se empenharem no desenvolvimento de carros menos poluentes. "Há 30 anos, ninguém iria imaginar que o hábito de fumar seria tão combatido. Já existe um temor na indústria de que o automóvel se torne o novo cigarro", compara.

Em setores como alimentos, a preocupação ambiental caminha junto com a preocupação com saúde. "São tendências de consumo que andam juntas e que crescem na mesma proporção."

PERCEPÇÃO
A percepção dessas mudanças de comportamento dos consumidores já traz reflexos nos negócios de grandes multinacionais. Um exemplo é a rede varejista Wal-Mart, que desde 2006 vem tentando colocar mais produtos "sustentáveis" nas gôndolas.

A Unilever e Procter&Gamble também vêm tentando desenvolver produtos com a proposta de serem menos agressivos ao ambiente. Dona das marcas Omo e Comfort, a Unilever lança, nos próximos dias, um produto que promete ajudar na economia de água.



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Consumo consciente vira risco às empresas


14/05/2008 | 07:04


O consumidor atento às questões ambientais e disposto a mudar seus hábitos de consumo para alternativas mais ecológicas já pode ser considerado como um potencial risco aos negócios. É o que aponta estudo da consultoria Ernst&Young, intitulado Riscos Estratégicos aos Negócios 2008 - Os Dez Maiores Riscos às Empresas.

O estudo, com base nas análises de 70 especialistas ao redor do mundo, avaliou 12 setores da economia e apontou as dez maiores ameaças para os negócios na atualidade. Um deles é o que o estudo chama de radical greening - que pode ser traduzido como a adoção extremada de hábitos "verdes", e que aos poucos está influenciando o comportamento das empresas.

A militância dos consumidores ativistas figura lado a lado com outros riscos aos negócios, como mudanças na legislação, inflação dos custos corporativos e envelhecimento da população. O risco do radical greening aparece na nona posição na média dos maiores impactos, e seu peso varia conforme o setor em que a empresa atua.

"Setores como petróleo e gás, automobilístico, seguros, energia e saneamento têm nas questões ambientais um risco forte a ser gerenciado, principalmente por causa do aquecimento global", diz Joel Bastos, diretor de Sustentabilidade da Ernst&Young. "Mas cresce também o risco de outras empresas, pois vemos claramente um cenário em que os consumidores vão banir empresas que não considerarem responsáveis", completa.

Segundo o executivo, isso tem levado estrategistas de indústrias como a de automóveis a se empenharem no desenvolvimento de carros menos poluentes. "Há 30 anos, ninguém iria imaginar que o hábito de fumar seria tão combatido. Já existe um temor na indústria de que o automóvel se torne o novo cigarro", compara.

Em setores como alimentos, a preocupação ambiental caminha junto com a preocupação com saúde. "São tendências de consumo que andam juntas e que crescem na mesma proporção."

PERCEPÇÃO
A percepção dessas mudanças de comportamento dos consumidores já traz reflexos nos negócios de grandes multinacionais. Um exemplo é a rede varejista Wal-Mart, que desde 2006 vem tentando colocar mais produtos "sustentáveis" nas gôndolas.

A Unilever e Procter&Gamble também vêm tentando desenvolver produtos com a proposta de serem menos agressivos ao ambiente. Dona das marcas Omo e Comfort, a Unilever lança, nos próximos dias, um produto que promete ajudar na economia de água.

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