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Manoel Lopes volta a
assombrar PT em Mauá

Vereador que acionou a Justiça sobre o Túnel do Tempo
em 2004 revira o caso para tornar Hélcio Silva inelegível


Mark Ribeiro
do Diário do Grande ABC

09/06/2012 | 07:00


Opositor ferrenho ao governo do PT em Mauá, o vereador Manoel Lopes (DEM) volta a assombrar os adversários com o caso Túnel do Tempo. A exposição, organizada pela Prefeitura em 2004, foi considerada uso da máquina pública para a promoção da chapa petista da época, formada por Márcio Chaves Pires e Hélcio Silva, que acabou cassada pela Justiça Eleitoral após vencer o primeiro turno.

Foi o democrata que, há oito anos, acionou a Justiça contra a suspeita (confirmada) de irregularidade na campanha do PT. Ainda como desdobramento do caso, no dia 21 o prefeito Oswaldo Dias (que em 2004 encerrou seu segundo mandato) e Márcio (seu vice na época) foram condenados no Tribunal de Justiça e ficaram inelegíveis.

Agora, Manoel revira o Túnel do Tempo para, de novo, atrapalhar os rivais. Ele duvida que Hélcio esteja apto a disputar a eleição de outubro. Nesta semana, o ex-secretário de Obras foi sacramentado como o vice da pré-candidatura do deputado estadual Donisete Braga (PT) a prefeito.

"O Márcio está inelegível. Então, posso acreditar que o Hélcio também poderia estar. A chapa (impugnada em 2004) não era só do Márcio, era dos dois", atesta o opositor. "Por isso vou analisar friamente, para não soltar a carroça na frente dos bois."

Manoel, no entanto, dificilmente conseguirá concretizar a suspeita. Isso porque a inelegibilidade de Márcio Chaves se deu porque o então candidato era também o vice-prefeito. Por isso, foi condenado por improbidade administrativa. Já Hélcio, em 2004, não exercia cargo no governo (era vereador) e, diferentemente de Márcio e Oswaldo, não é réu no processo.

"Estou tranquilíssimo. Em nenhum momento fui sequer citado no processo", rebate Hélcio, ao comparar as situações. "Quando você indefere o registro de um (Márcio), automaticamente impugna a chapa. E eu não fazia parte do governo para ser julgado por improbidade administrativa", salienta. "Meu nome nunca constou em nenhum material de divulgação do Túnel do Tempo."

Inimigo - Apesar de Manoel Lopes tentar melar a chapa do PT para a eleição de outubro, Hélcio não considera o democrata um inimigo - ambos eram vereadores em 2004. O ex-secretário de Obras atribui a suspeita ao perfil do parlamentar. "É o estilo do Mané. Ele gosta de fazer barulho, mas, no fundo, sabe que isso não tem fundamento."

O vereador, por sua vez, rejeita o rótulo de assombração do PT. "Não fui eu que tirei ninguém (em 2004). Não fiz o julgamento (mas denunciou). A assombração do PT é a própria Justiça", considera. "É apenas um alerta para que não caiam no mesmo erro de 2004."



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Manoel Lopes volta a
assombrar PT em Mauá

Vereador que acionou a Justiça sobre o Túnel do Tempo
em 2004 revira o caso para tornar Hélcio Silva inelegível

Mark Ribeiro
do Diário do Grande ABC

09/06/2012 | 07:00


Opositor ferrenho ao governo do PT em Mauá, o vereador Manoel Lopes (DEM) volta a assombrar os adversários com o caso Túnel do Tempo. A exposição, organizada pela Prefeitura em 2004, foi considerada uso da máquina pública para a promoção da chapa petista da época, formada por Márcio Chaves Pires e Hélcio Silva, que acabou cassada pela Justiça Eleitoral após vencer o primeiro turno.

Foi o democrata que, há oito anos, acionou a Justiça contra a suspeita (confirmada) de irregularidade na campanha do PT. Ainda como desdobramento do caso, no dia 21 o prefeito Oswaldo Dias (que em 2004 encerrou seu segundo mandato) e Márcio (seu vice na época) foram condenados no Tribunal de Justiça e ficaram inelegíveis.

Agora, Manoel revira o Túnel do Tempo para, de novo, atrapalhar os rivais. Ele duvida que Hélcio esteja apto a disputar a eleição de outubro. Nesta semana, o ex-secretário de Obras foi sacramentado como o vice da pré-candidatura do deputado estadual Donisete Braga (PT) a prefeito.

"O Márcio está inelegível. Então, posso acreditar que o Hélcio também poderia estar. A chapa (impugnada em 2004) não era só do Márcio, era dos dois", atesta o opositor. "Por isso vou analisar friamente, para não soltar a carroça na frente dos bois."

Manoel, no entanto, dificilmente conseguirá concretizar a suspeita. Isso porque a inelegibilidade de Márcio Chaves se deu porque o então candidato era também o vice-prefeito. Por isso, foi condenado por improbidade administrativa. Já Hélcio, em 2004, não exercia cargo no governo (era vereador) e, diferentemente de Márcio e Oswaldo, não é réu no processo.

"Estou tranquilíssimo. Em nenhum momento fui sequer citado no processo", rebate Hélcio, ao comparar as situações. "Quando você indefere o registro de um (Márcio), automaticamente impugna a chapa. E eu não fazia parte do governo para ser julgado por improbidade administrativa", salienta. "Meu nome nunca constou em nenhum material de divulgação do Túnel do Tempo."

Inimigo - Apesar de Manoel Lopes tentar melar a chapa do PT para a eleição de outubro, Hélcio não considera o democrata um inimigo - ambos eram vereadores em 2004. O ex-secretário de Obras atribui a suspeita ao perfil do parlamentar. "É o estilo do Mané. Ele gosta de fazer barulho, mas, no fundo, sabe que isso não tem fundamento."

O vereador, por sua vez, rejeita o rótulo de assombração do PT. "Não fui eu que tirei ninguém (em 2004). Não fiz o julgamento (mas denunciou). A assombração do PT é a própria Justiça", considera. "É apenas um alerta para que não caiam no mesmo erro de 2004."

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