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‘Belíssima’ tem receita aprovada


Mariana Trigo
Da TV Press

29/06/2006 | 08:43


Belíssima chega ao final confirmando a exótica mistura chanchada-policial que já se tornou a marca do autor Silvio de Abreu. Com um pé na comédia escrachada e o indisfarçável deslumbramento pelas tramas de suspense, o autor costurou uma colcha de retalhos bem distintos na trama das oito da Globo. Seu jogo de montar segue sempre a mesma lógica. As tramas têm um núcleo pastelão, nessa representada pela “família Trapo" dos gregos & turcos e por personagens que representam estereótipos paulistanos, como japoneses e um mecânico com o sotaque arrastado da periferia.

Além desses, as novelas de Silvio sempre trazem muitos personagens enigmáticos. Em Belíssima, essa função coube ao aprendiz de vilão André, de Marcello Anthony, que não conseguiu convencer ninguém desde o início da trama. Em contrapartida, outro belo exemplar da espécie humana surpreendeu na produção, que termina com a satisfatória média de 57 pontos com share de 76%. Reynaldo Gianecchini agarrou com unhas sujas de graxa e dentes imaculadamente brancos seu bronco mecânico Pascoal. E mostrou que seu empenho em se tornar ator rendeu frutos.

O mesmo se pode falar de outras boas promessas, como Paola Oliveira, a determinada aprendiz de modelo Giovana. A atriz, que segurou bem diversos bate-bolas com Cláudia Raia e Alexandre Borges, já garantiu até seu posto de protagonista na próxima novela das seis da emissora, O Profeta. Já o ciclotímico Jamanta foi um dos tiros no pé de Silvio, que desperdiçou mais uma vez o talento de Cacá Carvalho. Isso sem falar no furo n'água do autor, que há alguns meses garantiu que a Bia Falcão de Fernanda Montenegro havia morrido. Tempos depois, ressuscitou a megera com parcas e inconsistentes explicações. Mas a urgente necessidade de reposição de talento dramatúrgico já justificaria a volta de Fernanda Montenegro à novela.

Nesse mosaico de erros e acertos, Glória Pires e Tony Ramos chegaram a surpreender em seus papéis de Nikos, um grego atrapalhado, e Júlia, a milionária insossa. Apesar do inegável talento da dupla, eles ficaram apagados ao longo da trama inteira, principalmente Nikos, com um sotaque cansativo, apesar de necessário. Já Glória foi ficando mais bonita ao longo da novela, mas não chegou a mostrar a força que tem como atriz e parece ter sido desperdiçada no papel.

O pior é que se tem a impressão de que, após tantos meses esperando um mirabolante desfecho, os finais de suspense nas tramas de Sílvio de Abreu – para esta estão previstas cinco opções – sempre trazem frustrações, com desenlaces absolutamente casuísticos, sem lógica e sem graça. A boa notícia é que em poucos dias todos já estarão envolvidos com histórias fresquinhas. Principalmente quando se trata de Manoel Carlos, que traz a brisa fresca do mar do Leblon com Páginas da Vida.



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‘Belíssima’ tem receita aprovada

Mariana Trigo
Da TV Press

29/06/2006 | 08:43


Belíssima chega ao final confirmando a exótica mistura chanchada-policial que já se tornou a marca do autor Silvio de Abreu. Com um pé na comédia escrachada e o indisfarçável deslumbramento pelas tramas de suspense, o autor costurou uma colcha de retalhos bem distintos na trama das oito da Globo. Seu jogo de montar segue sempre a mesma lógica. As tramas têm um núcleo pastelão, nessa representada pela “família Trapo" dos gregos & turcos e por personagens que representam estereótipos paulistanos, como japoneses e um mecânico com o sotaque arrastado da periferia.

Além desses, as novelas de Silvio sempre trazem muitos personagens enigmáticos. Em Belíssima, essa função coube ao aprendiz de vilão André, de Marcello Anthony, que não conseguiu convencer ninguém desde o início da trama. Em contrapartida, outro belo exemplar da espécie humana surpreendeu na produção, que termina com a satisfatória média de 57 pontos com share de 76%. Reynaldo Gianecchini agarrou com unhas sujas de graxa e dentes imaculadamente brancos seu bronco mecânico Pascoal. E mostrou que seu empenho em se tornar ator rendeu frutos.

O mesmo se pode falar de outras boas promessas, como Paola Oliveira, a determinada aprendiz de modelo Giovana. A atriz, que segurou bem diversos bate-bolas com Cláudia Raia e Alexandre Borges, já garantiu até seu posto de protagonista na próxima novela das seis da emissora, O Profeta. Já o ciclotímico Jamanta foi um dos tiros no pé de Silvio, que desperdiçou mais uma vez o talento de Cacá Carvalho. Isso sem falar no furo n'água do autor, que há alguns meses garantiu que a Bia Falcão de Fernanda Montenegro havia morrido. Tempos depois, ressuscitou a megera com parcas e inconsistentes explicações. Mas a urgente necessidade de reposição de talento dramatúrgico já justificaria a volta de Fernanda Montenegro à novela.

Nesse mosaico de erros e acertos, Glória Pires e Tony Ramos chegaram a surpreender em seus papéis de Nikos, um grego atrapalhado, e Júlia, a milionária insossa. Apesar do inegável talento da dupla, eles ficaram apagados ao longo da trama inteira, principalmente Nikos, com um sotaque cansativo, apesar de necessário. Já Glória foi ficando mais bonita ao longo da novela, mas não chegou a mostrar a força que tem como atriz e parece ter sido desperdiçada no papel.

O pior é que se tem a impressão de que, após tantos meses esperando um mirabolante desfecho, os finais de suspense nas tramas de Sílvio de Abreu – para esta estão previstas cinco opções – sempre trazem frustrações, com desenlaces absolutamente casuísticos, sem lógica e sem graça. A boa notícia é que em poucos dias todos já estarão envolvidos com histórias fresquinhas. Principalmente quando se trata de Manoel Carlos, que traz a brisa fresca do mar do Leblon com Páginas da Vida.

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