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Moradores pedem muro de arrimo na V.Helena


Ana Carolina Negrão
Especial para o Diário

26/06/2006 | 07:57


Há 15 anos a aposentada Juliana Cantor Ferreira, 66 anos, moradora da avenida Andrade Neves, na Vila Helena, em Santo André, convive com o medo de ter parte da casa soterrada novamente. Em março de 1991, parte da rua Rio Pardo, que faz esquina com a avenida, desmoronou no quintal da aposentada. Desde então, Juliana e os outros moradores da Rio Pardo lutam para que a Prefeitura faça um muro de arrimo no local para evitar novos acidentes.

Na ocasião, três cômodos da casa da aposentada foram soterrados. “Quando fizeram o asfalto da avenida Andrade Neves, construíram muros em todas as casas que fazem esquina com a via. Entretanto, a única casa onde a Prefeitura não fez o muro foi a minha”, conta. No deslizamento, parte do asfalto da rua Rio Pardo caiu com a terra. Para evitar que os carros caiam no barranco, a administradora improvisou uma sarjeta, diminuindo o leito trafegável da rua. Entretanto, os blocos de cimento já foram retirados pelos carros que passam pelo local.

“As pessoas jogam lixo lá em cima e quem tem que arcar com as conseqüências sou eu. Tenho mais de R$4 mil em multas por causa da falta do muro, mato e da sujeira”, afirma a aposentada. Segundo Juliana, a administração pública exige que ela faça o muro de arrimo, assim como do mato. “A Prefeitura manda tirar o mato, mas os bombeiros dizem que não posso roçar porque ainda há o risco de novos deslizamentos”, diz a moradora, que fez inúmeros abaixo-assinados pedindo para a Prefeitura realizar as obras no local.

Ratos – Na rua Rio Pardo, os moradores sentem-se incomodados com a sujeira. “Moro aqui há 10 anos e sempre teve lixo nesse local. Pessoas de outras ruas vêm de carro até aqui para jogar lixo.”, afirma o músico Valdinei da Silva, 33 anos.

Assim como Silva, a tosadora Eliane Cristina de Morais, 31 anos, convive com a presença de roedores em sua residência. “Sempre tenho que deixar um estoque de veneno em casa”, afirma.

A administração pública disse em nota que “efetua uma análise para verificar a quem cabe a realização da obra de contenção, se pelo proprietário, ou pela Prefeitura.” Se a responsabilidade for da administração, o município realizará a construção do muro de arrimo. Não foi dado prazo para que a análise seja feita. (Supervisão de Artur Rodrigues)



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Moradores pedem muro de arrimo na V.Helena

Ana Carolina Negrão
Especial para o Diário

26/06/2006 | 07:57


Há 15 anos a aposentada Juliana Cantor Ferreira, 66 anos, moradora da avenida Andrade Neves, na Vila Helena, em Santo André, convive com o medo de ter parte da casa soterrada novamente. Em março de 1991, parte da rua Rio Pardo, que faz esquina com a avenida, desmoronou no quintal da aposentada. Desde então, Juliana e os outros moradores da Rio Pardo lutam para que a Prefeitura faça um muro de arrimo no local para evitar novos acidentes.

Na ocasião, três cômodos da casa da aposentada foram soterrados. “Quando fizeram o asfalto da avenida Andrade Neves, construíram muros em todas as casas que fazem esquina com a via. Entretanto, a única casa onde a Prefeitura não fez o muro foi a minha”, conta. No deslizamento, parte do asfalto da rua Rio Pardo caiu com a terra. Para evitar que os carros caiam no barranco, a administradora improvisou uma sarjeta, diminuindo o leito trafegável da rua. Entretanto, os blocos de cimento já foram retirados pelos carros que passam pelo local.

“As pessoas jogam lixo lá em cima e quem tem que arcar com as conseqüências sou eu. Tenho mais de R$4 mil em multas por causa da falta do muro, mato e da sujeira”, afirma a aposentada. Segundo Juliana, a administração pública exige que ela faça o muro de arrimo, assim como do mato. “A Prefeitura manda tirar o mato, mas os bombeiros dizem que não posso roçar porque ainda há o risco de novos deslizamentos”, diz a moradora, que fez inúmeros abaixo-assinados pedindo para a Prefeitura realizar as obras no local.

Ratos – Na rua Rio Pardo, os moradores sentem-se incomodados com a sujeira. “Moro aqui há 10 anos e sempre teve lixo nesse local. Pessoas de outras ruas vêm de carro até aqui para jogar lixo.”, afirma o músico Valdinei da Silva, 33 anos.

Assim como Silva, a tosadora Eliane Cristina de Morais, 31 anos, convive com a presença de roedores em sua residência. “Sempre tenho que deixar um estoque de veneno em casa”, afirma.

A administração pública disse em nota que “efetua uma análise para verificar a quem cabe a realização da obra de contenção, se pelo proprietário, ou pela Prefeitura.” Se a responsabilidade for da administração, o município realizará a construção do muro de arrimo. Não foi dado prazo para que a análise seja feita. (Supervisão de Artur Rodrigues)

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