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Saddam Hussein começa a responder por acusações de genocídio curdo


Da AFP

20/08/2006 | 15:43


O ex-presidente do Iraque Saddam Hussein, que pode ser condenado à pena de morte em um processo já em curso, começa a ser julgado nesta segunda-feira por acusações de genocídio contra os curdos durante a campanha Anfal (1987-1988), que terminou com pelo menos 100 mil mortos.

A Procuradoria tentará provar que, ao ordenar a campanha Anfal, Saddam se tornou culpado pelo genocídio.

Menos de um ano após a abertura do primeiro processo pelo massacre de 148 xiitas de Dujail, cujo veredicto deve ser anunciado em 16 de outubro, Saddam será submetido a uma segunda ação desde a queda de seu regime em 2003. Ele pode ser condenado à pena capital nos dois casos.

O processo que se desenrolará no Alto Tribunal Penal, na Zona Verde, setor de segurança de Bagdá, pode levar vários meses, dizem especialistas.

O nome do juiz que presidirá as sessões, o xiita Abdallah al-Ameri, foi mantido durante muito tempo em segredo por razões de segurança, já que o primeiro magistrado do primeiro processo abandonou o caso ao longo dos procedimentos, e três advogados da defesa foram mortos.

Uma equipe de 40 advogados representará as partes civis curdas. Já Saddam Hussein e seus sete co-acusados, entre eles o general Ali Hassan al-Majid, conhecido como "Ali, o Químico", serão defendidos por uma equipe de 12 advogados.

A acusação também tentará provar a existência de campos de concentração e execuções em massa.

Em 1986, Saddam Hussein, cujo regime estava fragilizado, entre outros fatores pela guerra contra o Irã travada em 1980, teria ordenado a "Ali, o Químico" que reprimisse os curdos.

Entre 1987 e 1988, pelo menos oito ofensivas foram lançadas contra o Curdistão. Neste período, várias regiões foram esvaziadas e populações deslocadas nas zonas proibidas.



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Saddam Hussein começa a responder por acusações de genocídio curdo

Da AFP

20/08/2006 | 15:43


O ex-presidente do Iraque Saddam Hussein, que pode ser condenado à pena de morte em um processo já em curso, começa a ser julgado nesta segunda-feira por acusações de genocídio contra os curdos durante a campanha Anfal (1987-1988), que terminou com pelo menos 100 mil mortos.

A Procuradoria tentará provar que, ao ordenar a campanha Anfal, Saddam se tornou culpado pelo genocídio.

Menos de um ano após a abertura do primeiro processo pelo massacre de 148 xiitas de Dujail, cujo veredicto deve ser anunciado em 16 de outubro, Saddam será submetido a uma segunda ação desde a queda de seu regime em 2003. Ele pode ser condenado à pena capital nos dois casos.

O processo que se desenrolará no Alto Tribunal Penal, na Zona Verde, setor de segurança de Bagdá, pode levar vários meses, dizem especialistas.

O nome do juiz que presidirá as sessões, o xiita Abdallah al-Ameri, foi mantido durante muito tempo em segredo por razões de segurança, já que o primeiro magistrado do primeiro processo abandonou o caso ao longo dos procedimentos, e três advogados da defesa foram mortos.

Uma equipe de 40 advogados representará as partes civis curdas. Já Saddam Hussein e seus sete co-acusados, entre eles o general Ali Hassan al-Majid, conhecido como "Ali, o Químico", serão defendidos por uma equipe de 12 advogados.

A acusação também tentará provar a existência de campos de concentração e execuções em massa.

Em 1986, Saddam Hussein, cujo regime estava fragilizado, entre outros fatores pela guerra contra o Irã travada em 1980, teria ordenado a "Ali, o Químico" que reprimisse os curdos.

Entre 1987 e 1988, pelo menos oito ofensivas foram lançadas contra o Curdistão. Neste período, várias regiões foram esvaziadas e populações deslocadas nas zonas proibidas.

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