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Aos 76 anos, morre o ator Sérgio Rossetti


Natane Tamasauskas
Do Diário do Grande ABC

03/06/2008 | 07:00


O que seria mais uma caminhada, entre tantas outras que o ator e diretor Sérgio Rossetti costumava fazer nos arredores de sua casa, em São Bernardo, acabou por antecipar sua morte e encerrou uma carreira de mais de 44 anos dedicados ao teatro. Na manhã do último sábado, Rossetti foi atropelado por um ônibus e sofreu politraumatismo. Levado ao hospital, passou por cirurgias, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu na madrugada de domingo.

Aos 76 anos, ele atualmente dirigia o espetáculo Que História É Essa, Bernardo?, com o grupo Regina Pacis, fundado em 1962, também em São Bernardo. "A gente ainda não teve tempo de pensar, mas todos os atores querem continuar a ensaiar. Estamos com muita vontade de fazer a peça, será uma homenagem", afirma Hilda Assumpção, autora do texto e viúva de Antonino Assumpção, um dos principais fundadores da companhia. "Cada um de nós vai assumir um pouquinho do trabalho. Ele deixou as diretrizes que queria para a peça. Vamos segui-las".

CAMINHO
Hilda conta que Sérgio Rossetti também é considerado um dos fundadores do Regina Pacis, apesar de só ter ingressado no grupo em 1964. "Ele começou como contra-regra, nos bastidores mesmo. O (Antonino) Assumpção o colocou em cena e ele se revelou um grande ator", explica.

O episódio aconteceu por volta de 1968, quando um ator precisou ser substituído. Rossetti, que era tímido, acabou, a duras penas, entrando no palco. A participação rendeu a ele o Prêmio Governador do Estado de melhor ator. Na época, o vencedor recebia uma bolsa para estudar na Escola de Artes Dramáticas. "Ele partiu para ser ator profissional. É da mesma turma de formandos do Ney Latorraca e do Edson Celulari", conta Hilda.

O ator seguiu carreira nos palcos paulistanos por alguns anos, quando um problema nos olhos o fez interromper a carreira. Ele, então, dedicou-se com mais afinco à companhia de São Bernardo. "Além do trabalho profissional, ele aliava seu tempo à atividades na comunidade. Dava orientação para jovens profissionais", relembra Ana Médici, companheira de palco e amiga do diretor.

O artista participava também da série de concertos didáticos da Prefeitura da cidade, narrando a história Pedro e o Lobo, enquanto a Orquestra Filarmônica executava o tema. Outra atividade recente foi como convidado do projeto Viajando com a Literatura.

A montagem Livro Encena, na Câmara de Cultura Antonino Assumpção, durante a Virada Cultural Paulista, realizada em São Bernardo, dias 17 e 18 de maio deste ano, marcou sua última aparição pública como ator.

Segundo Hilda, Rossetti não queria fazer parte do elenco do espetáculo, mas acabou cedendo: "Ele tinha uma força no palco impressionante. Foi privilegiado quem pôde vê-lo pela última vez".



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