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Assassino se entrega, mas é libertado

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Evandro De Marco
Do Diário do Grande ABC

03/07/2008 | 07:01


Réu confesso do assassinato de seu padrasto em Campinas, interior do Estado, Bruno Roberto Fermino Souza, 19 anos, está livre. Em 20 de junho passado, ele ligou para a polícia de Santo André e se entregou espontaneamente. No 1º Distrito Policial contou que teria matado Arnaldo Checatto, 35, foi indiciado e, apesar da confissão, saiu pela porta da frente do distrito no mesmo dia.

Na madrugada do dia 20, Souza se entregou à Polícia Militar dizendo ser autor do homicídio do padrasto que aconteceu no dia 1º de junho. Levado ao distrito policial, ele não demonstrou nenhum sinal de arrependimento e descreveu com frieza e riqueza de detalhes a forma violenta como teria matado o padrasto. Souza justificou o assassinato: "As pessoas estavam dando mais atenção pra ele do que pra mim", disse à época.

Na delegacia, ele disse ainda ter participado de um atentado à casa de um Guarda Civil Municipal em Hortolândia, cidade vizinha a Campinas onde moraria. Em depoimento, assumiu também ser traficante de drogas e ter sido interno de instituições para recuperação de menores por roubos.

O relato contundente de Souza chamou a atenção do delegado-assistente do 1º DP de Santo André, Márcio Macedo, que pediu sua prisão temporária por 30 dias. O Ministério Público aprovou o pedido, que foi indeferido pelo juiz corregedor da Polícia Judiciária de Santo André, José Carlos de França Carvalho Neto, que se baseou na lei para alegar que não poderia dar parecer de um crime que não aconteceu sob sua jurisdição.

Os policiais de Santo André entraram em contato com o 11º Distrito Policial de Campinas, responsável pela investigação do homicídio de Arnaldo Checatto. A delegada-assistente Maria Helena Taranto Jóia pediu que fosse tomado o depoimento de Souza por Santo André. "Eles confirmaram o caso como de autoria desconhecida. Então, pediram para fazermos o indiciamento", relata Macedo.

Como não tinha mandado de prisão anterior e não houve flagrante pelo assassinato, a polícia de Campinas alegou que não poderia vir buscá-lo, mas também não demonstrou a intenção de tentar a prisão temporária, que autorizaria a remoção do rapaz para ser ouvido no Interior.

Sem qualquer justificativa para manter Souza detido, os policiais de Santo André tiveram de liberá-lo menos de 24 horas depois de ter se entregado e assumido o crime. O endereço passado por Souza como sua referência na região - a casa de uma tia no Condomínio Maracanã, em Santo André -, está incompleto. Em Hortolândia, a equipe do Diário esteve no Jardim Amanda II, periferia da cidade na casa onde Souza morava com a família e o padrasto, único endereço completo que a polícia tem para encontrá-lo, mas o imóvel está vazio e sendo parcialmente demolido por um suposto novo proprietário. Os vizinhos dizem que a família se mudou há um mês.

Vítima teria suplicado por sobrevivência - Durante seu depoimento à polícia de Santo André, Bruno Fermino Souza deu detalhes de como assassinou o padrasto Arnaldo Checatto, encontrado morto na Estrada do Fogueteiro, bairro Floresta 4, que liga Campinas a Indaiatuba.

Segundo Souza, o padrasto foi morto porque teria ido ao local onde ele e alguns amigos traficavam drogas procurando a carteira que suspeitava que o enteado tivesse roubado.

No local, Checatto foi agredido com pauladas e pedradas por Souza e dois amigos, identificados apenas como Ricardo e Inseto.

Os três teriam colocado a vítima no banco traseiro de um Corsa cinza-claro e seguiram até a Estrada do Fogueteiro. Checatto foi tirado do carro pelos cabelos e teria suplicado para não ser morto.

Ainda segundo o depoimento de Souza, ele teria dito ao padrasto: "Sua hora já chegou". Instantes depois, com um revólver calibre 38, que disse ter recebido das mãos de Ricardo, o enteado atirou contra Checatto.

Souza disse que morava com o padrasto há dois anos e que nunca tiveram um bom relacionamento porque, segundo ele, Checatto o denunciava para a mãe, que chegou várias vezes a chamar a polícia para prender o filho envolvido em roubos e tráfico de drogas.



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