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Consciência Negra leva 3.000 ao Parque Central

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Natália Fernandjes
Rafael Ribeiro

21/11/2012 | 07:00


A tarde ensolarada de ontem atraiu cerca de 3.000 pessoas ao Parque Central, em Santo André. Em virtude do feriado em que se comemora o Dia da Consciência Negra, a população teve à disposição desde shows de Quinteto em Branco e Preto e Almir Guineto, até apresentação da escola de samba Asa Branca.

As atrações tiveram início às 10h, com ato ecumênico realizado por representantes das igrejas Católica e Evangélica, além de religiões de matrizes africanas. As atividades se dividiram entre palco principal e tenda azul. Houve ainda apresentações de capoeira, dança de salão e hip hop.

Clássicos do samba de raiz embalaram crianças, jovens, adultos e idosos, que não desanimaram, apesar do sol forte. "É uma data que celebra a minha cor. A liberdade", considera a dona de casa Maria Ferreira, 41 anos, que acompanhou os shows ao lado da filha de 6 anos.

No município andreense, ontem foi o último dia do feriado prolongado que começou na quinta-feira. Quem comemorou foi a professora Claudete Artuzo, 51. "Cheguei de viagem e me deparei com esses shows maravilhosos para fechar o feriado em alto-astral."

RELIGIÃO

Em Ribeirão Pires, o Dia da Consciência Negra foi comemorado com apresentação especial da casa de candomblé Ilé Axé Omo Odé, da cidade. "Aproveitamos para mostrar o nosso culto e abrir as portas para as pessoas que querem conhecê-lo", disse o babá Nilson dos Santos.

O evento organizado pela Prefeitura e realizado na Praça Central teve ainda demonstração de capoeira e apresentações de grupos de pagode, além da escola de samba Beleza Pura. "É um dia para aproveitar e festejar tudo o que o movimento negro representa, a nossa história", disse a funcionária pública Rute Helen Santana, 49, moradora do bairro Santa Luzia.(Colaborou Rafael Ribeiro)

Paróquia realiza Missa do Quilombo

A igreja São Pedro Apóstolo, da Paróquia de Diadema, mas que possui sede no bairro Taboão, em São Bernardo, celebrou o Dia da Consciência Negra com a Missa dos Quilombos, com encenações inspiradas no trabalho teatral composto em 1981 por Milton Nascimento. É o quarto ano consecutivo em que o evento é realizado na igreja.

"A nossa paróquia sempre celebra datas importantes, principalmente relacionadas aos movimentos sociais do País. Esse tema de conscientização da raça negra é muito importante para a comunidade, porque mostra as dificuldades e discriminações que os negros sofreram ao longo dos anos no Brasil", explicou Genivaldo Inácio, 52 anos, coordenador da pastoral de comunicação da igreja.

A missa teve apresentações musicais e de dança, que foram feitas por frequentadores da paróquia. Cerca de 20 pessoas participaram das atividades artísticas. O ato religioso teve duração de aproximadamente uma hora e 15 minutos e foi celebrado pelo Frei Ivo.

"Com esse trabalho também tentamos mostrar que não há somente discriminação contra os negros. Existe também o preconceito social, contra os pobres, que é bem pior, porque se torna um problema mais amplo. É algo que independe de cor, raça ou sexo", disse Inácio.

A missa reuniu cerca de 100 pessoas, que ocuparam pouco menos da metade dos assentos da igreja. "Ainda não conseguimos encher de gente nessa celebração, mas fazemos questão de deixar a apresentação o mais bonita possível a cada ano para que as pessoas se interessem e venham participar desse nosso belo trabalho", afirmou o coordenador da Paróquia. (Cadu Proieti)



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Consciência Negra leva 3.000 ao Parque Central

Natália Fernandjes
Rafael Ribeiro

21/11/2012 | 07:00


A tarde ensolarada de ontem atraiu cerca de 3.000 pessoas ao Parque Central, em Santo André. Em virtude do feriado em que se comemora o Dia da Consciência Negra, a população teve à disposição desde shows de Quinteto em Branco e Preto e Almir Guineto, até apresentação da escola de samba Asa Branca.

As atrações tiveram início às 10h, com ato ecumênico realizado por representantes das igrejas Católica e Evangélica, além de religiões de matrizes africanas. As atividades se dividiram entre palco principal e tenda azul. Houve ainda apresentações de capoeira, dança de salão e hip hop.

Clássicos do samba de raiz embalaram crianças, jovens, adultos e idosos, que não desanimaram, apesar do sol forte. "É uma data que celebra a minha cor. A liberdade", considera a dona de casa Maria Ferreira, 41 anos, que acompanhou os shows ao lado da filha de 6 anos.

No município andreense, ontem foi o último dia do feriado prolongado que começou na quinta-feira. Quem comemorou foi a professora Claudete Artuzo, 51. "Cheguei de viagem e me deparei com esses shows maravilhosos para fechar o feriado em alto-astral."

RELIGIÃO

Em Ribeirão Pires, o Dia da Consciência Negra foi comemorado com apresentação especial da casa de candomblé Ilé Axé Omo Odé, da cidade. "Aproveitamos para mostrar o nosso culto e abrir as portas para as pessoas que querem conhecê-lo", disse o babá Nilson dos Santos.

O evento organizado pela Prefeitura e realizado na Praça Central teve ainda demonstração de capoeira e apresentações de grupos de pagode, além da escola de samba Beleza Pura. "É um dia para aproveitar e festejar tudo o que o movimento negro representa, a nossa história", disse a funcionária pública Rute Helen Santana, 49, moradora do bairro Santa Luzia.(Colaborou Rafael Ribeiro)

Paróquia realiza Missa do Quilombo

A igreja São Pedro Apóstolo, da Paróquia de Diadema, mas que possui sede no bairro Taboão, em São Bernardo, celebrou o Dia da Consciência Negra com a Missa dos Quilombos, com encenações inspiradas no trabalho teatral composto em 1981 por Milton Nascimento. É o quarto ano consecutivo em que o evento é realizado na igreja.

"A nossa paróquia sempre celebra datas importantes, principalmente relacionadas aos movimentos sociais do País. Esse tema de conscientização da raça negra é muito importante para a comunidade, porque mostra as dificuldades e discriminações que os negros sofreram ao longo dos anos no Brasil", explicou Genivaldo Inácio, 52 anos, coordenador da pastoral de comunicação da igreja.

A missa teve apresentações musicais e de dança, que foram feitas por frequentadores da paróquia. Cerca de 20 pessoas participaram das atividades artísticas. O ato religioso teve duração de aproximadamente uma hora e 15 minutos e foi celebrado pelo Frei Ivo.

"Com esse trabalho também tentamos mostrar que não há somente discriminação contra os negros. Existe também o preconceito social, contra os pobres, que é bem pior, porque se torna um problema mais amplo. É algo que independe de cor, raça ou sexo", disse Inácio.

A missa reuniu cerca de 100 pessoas, que ocuparam pouco menos da metade dos assentos da igreja. "Ainda não conseguimos encher de gente nessa celebração, mas fazemos questão de deixar a apresentação o mais bonita possível a cada ano para que as pessoas se interessem e venham participar desse nosso belo trabalho", afirmou o coordenador da Paróquia. (Cadu Proieti)

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