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Japão mistura sushi com feijoada no futebol da J-League


Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

14/05/2006 | 08:02


A seleção japonesa que disputará a Copa do Mundo da Alemanha tem sotaque brasileiro não só pelas presença do técnico Zico no banco de reservas ou do paranaense naturalizado japonês Alessandro Santos na defesa. Mas sim porque a J-League, principal torneio do país, é recheada de jogadores e treinadores brazucas, que se transformaram na maior fonte de inspiração dos atletas da Terra do Sol Nascente.

O Japão é o segundo destino mais procurado pelos jogadores brasileiros, atrás apenas de Portugal e, de acordo com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde 2002 foram realizadas 160 transferências para a primeira e a segunda divisões da J-League.

“Para os japoneses, os brasileiros são a melhor mão-de-obra que eles podem contratar. Além do nosso jogador ser muito talentoso, ele é pau para toda obra. Com os brasileiros não têm frio ou calor, eles topam qualquer coisa”, afirma o técnico Nelsinho Baptista, atualmente no São Caetano, mas que já trabalhou cinco anos no Japão.

Na primeira passagem na J-League, de 1994 a 96, o treinador comandou o Verdy Kawasaki (hoje Tokyo Verdy 1969) e foi bicampeão japonês, além de arrebatar os títulos das copas Nicos e Nabisco. Nelsinho retornou em 2003 ao Japão à frente do Nagoya Grampus Eight, mas não obteve o mesmo sucesso da primeira jornada e voltou ao Brasil em 2005 sem conquistar títulos. “Eles gostam muito do futebol brasileiro. A evolução da seleção japonesa depois que o Zico assumiu, por exemplo, foi muito grande e eles reconhecem isso”, afirma o treinador.

Nelsinho também destaca a admiração que os japoneses têm pelo futebol brasileiro. Durante o período em que ficou lá, colecionou vários casos em quem os atletas buscavam no Brasil a inspiração para aprimorar tanto a parte técnica quanto a tática.

“Todos os clubes possuem uma videoteca, onde há teipes de diversos jogos de todo mundo. Então, os jogadores vão lá e pegam as fitas para ver como os adversários dos outros países, principalmente o Brasil jogam”, contou. “Ano passado, aconteceu um caso curioso comigo lá no Nagoya. Um jogador nosso veio para o Brasil e o Luizão (atualmente no Flamengo) pediu para ele levar algumas chuteiras. Quando ele voltou para o Japão, deu um drible diferente no treino e eu perguntei onde ele havia aprendido aquilo. Ele me respondeu que foi no CT do São Paulo, onde ele tinha ido para buscar as chuteiras. Ele viu um jogador fazendo o drible, gravou na memória e depois treinou para conseguir executar igual aos brasileiros”.

No entanto, por mais que os japoneses tentem imitar a ginga tupiniquim, os brasileiros são soberanos na J-League. Esta semana, por exemplo, Zico fez em seu site na Internet um comentário que resume a atuação de seus compatriotas. “Como geralmente ocorre, os (times) que têm mais brazucas mantêm a liderança. Do pelotão dos primeiros, Magno Alves (Gamba), Washington (Reds), Alex Mineiro (Kashima) e Juninho (Frontale) estão na artilharia”, afirmou.



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Japão mistura sushi com feijoada no futebol da J-League

Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

14/05/2006 | 08:02


A seleção japonesa que disputará a Copa do Mundo da Alemanha tem sotaque brasileiro não só pelas presença do técnico Zico no banco de reservas ou do paranaense naturalizado japonês Alessandro Santos na defesa. Mas sim porque a J-League, principal torneio do país, é recheada de jogadores e treinadores brazucas, que se transformaram na maior fonte de inspiração dos atletas da Terra do Sol Nascente.

O Japão é o segundo destino mais procurado pelos jogadores brasileiros, atrás apenas de Portugal e, de acordo com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), desde 2002 foram realizadas 160 transferências para a primeira e a segunda divisões da J-League.

“Para os japoneses, os brasileiros são a melhor mão-de-obra que eles podem contratar. Além do nosso jogador ser muito talentoso, ele é pau para toda obra. Com os brasileiros não têm frio ou calor, eles topam qualquer coisa”, afirma o técnico Nelsinho Baptista, atualmente no São Caetano, mas que já trabalhou cinco anos no Japão.

Na primeira passagem na J-League, de 1994 a 96, o treinador comandou o Verdy Kawasaki (hoje Tokyo Verdy 1969) e foi bicampeão japonês, além de arrebatar os títulos das copas Nicos e Nabisco. Nelsinho retornou em 2003 ao Japão à frente do Nagoya Grampus Eight, mas não obteve o mesmo sucesso da primeira jornada e voltou ao Brasil em 2005 sem conquistar títulos. “Eles gostam muito do futebol brasileiro. A evolução da seleção japonesa depois que o Zico assumiu, por exemplo, foi muito grande e eles reconhecem isso”, afirma o treinador.

Nelsinho também destaca a admiração que os japoneses têm pelo futebol brasileiro. Durante o período em que ficou lá, colecionou vários casos em quem os atletas buscavam no Brasil a inspiração para aprimorar tanto a parte técnica quanto a tática.

“Todos os clubes possuem uma videoteca, onde há teipes de diversos jogos de todo mundo. Então, os jogadores vão lá e pegam as fitas para ver como os adversários dos outros países, principalmente o Brasil jogam”, contou. “Ano passado, aconteceu um caso curioso comigo lá no Nagoya. Um jogador nosso veio para o Brasil e o Luizão (atualmente no Flamengo) pediu para ele levar algumas chuteiras. Quando ele voltou para o Japão, deu um drible diferente no treino e eu perguntei onde ele havia aprendido aquilo. Ele me respondeu que foi no CT do São Paulo, onde ele tinha ido para buscar as chuteiras. Ele viu um jogador fazendo o drible, gravou na memória e depois treinou para conseguir executar igual aos brasileiros”.

No entanto, por mais que os japoneses tentem imitar a ginga tupiniquim, os brasileiros são soberanos na J-League. Esta semana, por exemplo, Zico fez em seu site na Internet um comentário que resume a atuação de seus compatriotas. “Como geralmente ocorre, os (times) que têm mais brazucas mantêm a liderança. Do pelotão dos primeiros, Magno Alves (Gamba), Washington (Reds), Alex Mineiro (Kashima) e Juninho (Frontale) estão na artilharia”, afirmou.

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