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Cresce venda de colete à prova de bala


Damiel Trielli
Do Diário do Grande ABC

17/05/2006 | 08:32


O medo da população fez crescer a venda de coletes à prova de balas, destacam comerciantes do setor de armamentos da região. Na loja Isa, em São Caetano, o aumento foi de 50% na demanda pelo equipamento de proteção.

"De sábado para cá (terça-feira), trinta pessoas ligaram procurando exclusivamente por coletes à prova de balas", conta o proprietário da loja, Clóvis Cesar de Aguiar. "Em um mês normal, vendemos cerca de 10 coletes. Em maio, baseado nessa procura, acho que vamos vender entre 15 e 20 coletes", diz. Na loja, o equipamento custa entre R$ 800 e R$ 1,5 mil, de acordo com o nível de proteção exigido pelo cliente.

Porém, Aguiar reclama da burocracia para vender esse equipamento de proteção. "Assim como as armas, os coletes precisam de registro", explica. Para comprar o equipamento é preciso apresentar CPF, RG e comprovante de residência. "Também é preciso de declaração de antecedentes criminais, mas nós levantamos isso. Depois encaminhamos para a delegacia seccional que faz o registro do colete." O processo demora até 15 dias.

Armamentos – Quanto às armas e munições, os comerciantes não viram tanta diferença. "A procura do público em geral ainda não aumentou. O que a gente vê é que aparecem mais policiais para comprar munição", diz Itamar Souza, da Armamec, em Santo André.

Segundo os empresários do setor, a movimentação não cresceu porque o mercado de armas já é bastante reduzido. Souza diz que o Estatuto do Desarmamento, embora não tenha proibido o comércio, atrapalhou bastante o movimento. "Desde o plebiscito, diminuímos a quantidade de armas e munições à venda, para não correr riscos. Desde então a venda caiu bastante. No caso das munições, de 2 mil para 300 balas por ano", diz. Souza diz que a regulamentação mais apertada foi a causa da derrocada do setor. "Antes, cada portador de arma podia comprar 300 munições por ano. Hoje esse número é de 50 balas", conta.



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Cresce venda de colete à prova de bala

Damiel Trielli
Do Diário do Grande ABC

17/05/2006 | 08:32


O medo da população fez crescer a venda de coletes à prova de balas, destacam comerciantes do setor de armamentos da região. Na loja Isa, em São Caetano, o aumento foi de 50% na demanda pelo equipamento de proteção.

"De sábado para cá (terça-feira), trinta pessoas ligaram procurando exclusivamente por coletes à prova de balas", conta o proprietário da loja, Clóvis Cesar de Aguiar. "Em um mês normal, vendemos cerca de 10 coletes. Em maio, baseado nessa procura, acho que vamos vender entre 15 e 20 coletes", diz. Na loja, o equipamento custa entre R$ 800 e R$ 1,5 mil, de acordo com o nível de proteção exigido pelo cliente.

Porém, Aguiar reclama da burocracia para vender esse equipamento de proteção. "Assim como as armas, os coletes precisam de registro", explica. Para comprar o equipamento é preciso apresentar CPF, RG e comprovante de residência. "Também é preciso de declaração de antecedentes criminais, mas nós levantamos isso. Depois encaminhamos para a delegacia seccional que faz o registro do colete." O processo demora até 15 dias.

Armamentos – Quanto às armas e munições, os comerciantes não viram tanta diferença. "A procura do público em geral ainda não aumentou. O que a gente vê é que aparecem mais policiais para comprar munição", diz Itamar Souza, da Armamec, em Santo André.

Segundo os empresários do setor, a movimentação não cresceu porque o mercado de armas já é bastante reduzido. Souza diz que o Estatuto do Desarmamento, embora não tenha proibido o comércio, atrapalhou bastante o movimento. "Desde o plebiscito, diminuímos a quantidade de armas e munições à venda, para não correr riscos. Desde então a venda caiu bastante. No caso das munições, de 2 mil para 300 balas por ano", diz. Souza diz que a regulamentação mais apertada foi a causa da derrocada do setor. "Antes, cada portador de arma podia comprar 300 munições por ano. Hoje esse número é de 50 balas", conta.

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