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Explique-se, sr. Kiko


Do Diário do Grande ABC

22/11/2019 | 16:19


A Câmara de Ribeirão Pires precisa convocar o prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB) para que ele explique a inacreditável história do tomógrafo que se encontrava trancado e abandonado em sala do Complexo Hospitalar Santa Luzia. É inadmissível que aparelho essencial na detecção de problemas de saúde tenha ficado ‘perdido’, ao menos desde o início da atual gestão, enquanto dezenas de pacientes aguardam na fila para passar pelo exame. O episódio dá ideia de como o chefe do Executivo zela pelo patrimônio público municipal, tarefa que lhe é imposta pelo ordenamento jurídico brasileiro.

O inusitado encontro do aparelho foi obra do vereador de oposição Humberto D’Orto Neto, o Amigão (PTC), que recebeu denúncias de munícipes e decidiu passar a história a limpo – não sem esbarrar em funcionários da Prefeitura que queriam impedir que o parlamentar exercesse a obrigação constitucional de fiscalizar os atos do Executivo. A tentativa de chamar à Câmara para esclarecimentos a secretária de Saúde, Patricia Aparecida de Freitas, foi sufocada pela atuação orquestrada da bancada governista. Que, então, convoque-se o próprio prefeito, responsável maior por cuidar dos equipamentos públicos.

Alguém precisa explicar à sociedade ribeirão-pirense, detalhadamente, por que aparelho valioso – pode custar mais de meio milhão de reais – e essencial na detecção de traumas cranianos, acidentes vasculares cerebrais e até tumores ficou tanto tempo abandonado, o que certamente provocou sua deterioração a ponto de inviabilizar sua utilização. Quem vai arcar com o prejuízo material? E quem será responsabilizado pelas vidas que o uso do aparelho poderia ter preservado desde que foi doado a Ribeirão pela Prefeitura de São Caetano, em 2009?

Kiko Teixeira tem a obrigação moral de vir a público para falar sobre o episódio. E já! O assunto exige ação imediata. O prefeito de Ribeirão Pires se encontra muito arredio, talvez muito ocupado em viabilizar sua candidatura à reeleição, esquecendo-se, todavia, que ainda tem mais de um ano do atual mandato para cumprir.



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Explique-se, sr. Kiko

Do Diário do Grande ABC

22/11/2019 | 16:19


A Câmara de Ribeirão Pires precisa convocar o prefeito Adler Kiko Teixeira (PSB) para que ele explique a inacreditável história do tomógrafo que se encontrava trancado e abandonado em sala do Complexo Hospitalar Santa Luzia. É inadmissível que aparelho essencial na detecção de problemas de saúde tenha ficado ‘perdido’, ao menos desde o início da atual gestão, enquanto dezenas de pacientes aguardam na fila para passar pelo exame. O episódio dá ideia de como o chefe do Executivo zela pelo patrimônio público municipal, tarefa que lhe é imposta pelo ordenamento jurídico brasileiro.

O inusitado encontro do aparelho foi obra do vereador de oposição Humberto D’Orto Neto, o Amigão (PTC), que recebeu denúncias de munícipes e decidiu passar a história a limpo – não sem esbarrar em funcionários da Prefeitura que queriam impedir que o parlamentar exercesse a obrigação constitucional de fiscalizar os atos do Executivo. A tentativa de chamar à Câmara para esclarecimentos a secretária de Saúde, Patricia Aparecida de Freitas, foi sufocada pela atuação orquestrada da bancada governista. Que, então, convoque-se o próprio prefeito, responsável maior por cuidar dos equipamentos públicos.

Alguém precisa explicar à sociedade ribeirão-pirense, detalhadamente, por que aparelho valioso – pode custar mais de meio milhão de reais – e essencial na detecção de traumas cranianos, acidentes vasculares cerebrais e até tumores ficou tanto tempo abandonado, o que certamente provocou sua deterioração a ponto de inviabilizar sua utilização. Quem vai arcar com o prejuízo material? E quem será responsabilizado pelas vidas que o uso do aparelho poderia ter preservado desde que foi doado a Ribeirão pela Prefeitura de São Caetano, em 2009?

Kiko Teixeira tem a obrigação moral de vir a público para falar sobre o episódio. E já! O assunto exige ação imediata. O prefeito de Ribeirão Pires se encontra muito arredio, talvez muito ocupado em viabilizar sua candidatura à reeleição, esquecendo-se, todavia, que ainda tem mais de um ano do atual mandato para cumprir.

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