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Futebol também é cultura


Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

13/03/2006 | 08:16


A definição do Dicionário Aurélio classifica o futebol como "um jogo esportivo disputado por dois times, com uma bola de couro, num campo com um gol em cada uma das extremidades, e cujo objetivo é fazer a entrar a bola dentro do gol defendido pelo adversário". Mas não é exagero dizer que o futebol também é Cultura, principalmente depois que os grandes clubes de São Paulo passaram a valorizar e divulgar suas memórias.

A visitação a salas de troféus e memoriais de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo é considerada mais do que um passeio na história dessas agremiações. Nesses espaços estão o presente, o passado e o futuro dos clubes e, conseqüentemente, da sociedade brasileira, expostos em documentos, fotos, uniformes, vídeos e, lógico, taças.

"A história do futebol é a história de nossas vidas. Não podemos pensar o país, sem pensar o futebol. O futebol está na alma do brasileiro", destaca Luciano Ubirajara Nassar, historiador da Federação Paulista de Futebol (FPF), que também possui um museu com biblioteca em sua sede.

O pioneiro na construção de memoriais foi o São Paulo. Em 1994, o então presidente José Eduardo Mesquita Pimenta resolveu construir um espaço onde o torcedor pudesse ter acesso às conquistas do passado e também aos títulos mais recentes, como a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes.

"Nossa intenção não era fazer um museu, queríamos uma coisa mais dinâmica, por isso surgiu a idéia de disponibilizar equipamentos multimídia. Eu já tinha ido à Espanha e visitado o Real Madrid, que era muito bonito, mas fiquei impressionado com o que vi no Barcelona. Era moderno, com espaço para um cafezinho e uma loja para vender souvenirs. Foi então que resolvemos fazer algo parecido", disse o ex-dirigente.

No Morumbi, o destaque do acervo são as taças do Mundial e da Libertadores, conquistadas ano passado. Mas ambas não permanecerão muito tempo no clube, pois terão de ser devolvidas para a Fifa e a Conmebol, respectivamente, e substituídas por réplicas.

No entanto, foi 12 anos depois do lançamento do memorial tricolor que a cidade de São Paulo recebeu seu maior incremento no setor. O Corinthians lançou em janeiro deste ano um memorial que consumiu aproximadamente R$ 5 milhões e ocupa uma área de 1,5 mil metros quadrados no Parque São Jorge. "Asseguro que temos o maior e mais completo memorial do mundo. Nossa intenção não é só resgatar a história do clube, mas possibilitar que o torcedor acompanhe o que acontece nos bastidores de um jogo, por exemplo", disse o vice-presidente social do Corinthians, José Roberto Siman.

Os recursos tecnológicos do memorial do Timão chegaram a impressionar até o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que após uma visita no dia da inauguração, soltou a seguinte frase: "saio daqui mais corintiano do que entrei". No local, existem ambientes que simulam vestiários, arquibancadas, além de um túnel do tempo pela história do clube.

O Palmeiras é o único grande do Estado que não possui um memorial. O Verdão tem uma sala de troféus no Palestra Itália, onde o visitante tem acesso a documentos e painéis que contam a trajetória do clube. O local foi ampliado há aproximadamente três meses e ganhou um novo pavimento.



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Futebol também é cultura

Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

13/03/2006 | 08:16


A definição do Dicionário Aurélio classifica o futebol como "um jogo esportivo disputado por dois times, com uma bola de couro, num campo com um gol em cada uma das extremidades, e cujo objetivo é fazer a entrar a bola dentro do gol defendido pelo adversário". Mas não é exagero dizer que o futebol também é Cultura, principalmente depois que os grandes clubes de São Paulo passaram a valorizar e divulgar suas memórias.

A visitação a salas de troféus e memoriais de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo é considerada mais do que um passeio na história dessas agremiações. Nesses espaços estão o presente, o passado e o futuro dos clubes e, conseqüentemente, da sociedade brasileira, expostos em documentos, fotos, uniformes, vídeos e, lógico, taças.

"A história do futebol é a história de nossas vidas. Não podemos pensar o país, sem pensar o futebol. O futebol está na alma do brasileiro", destaca Luciano Ubirajara Nassar, historiador da Federação Paulista de Futebol (FPF), que também possui um museu com biblioteca em sua sede.

O pioneiro na construção de memoriais foi o São Paulo. Em 1994, o então presidente José Eduardo Mesquita Pimenta resolveu construir um espaço onde o torcedor pudesse ter acesso às conquistas do passado e também aos títulos mais recentes, como a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes.

"Nossa intenção não era fazer um museu, queríamos uma coisa mais dinâmica, por isso surgiu a idéia de disponibilizar equipamentos multimídia. Eu já tinha ido à Espanha e visitado o Real Madrid, que era muito bonito, mas fiquei impressionado com o que vi no Barcelona. Era moderno, com espaço para um cafezinho e uma loja para vender souvenirs. Foi então que resolvemos fazer algo parecido", disse o ex-dirigente.

No Morumbi, o destaque do acervo são as taças do Mundial e da Libertadores, conquistadas ano passado. Mas ambas não permanecerão muito tempo no clube, pois terão de ser devolvidas para a Fifa e a Conmebol, respectivamente, e substituídas por réplicas.

No entanto, foi 12 anos depois do lançamento do memorial tricolor que a cidade de São Paulo recebeu seu maior incremento no setor. O Corinthians lançou em janeiro deste ano um memorial que consumiu aproximadamente R$ 5 milhões e ocupa uma área de 1,5 mil metros quadrados no Parque São Jorge. "Asseguro que temos o maior e mais completo memorial do mundo. Nossa intenção não é só resgatar a história do clube, mas possibilitar que o torcedor acompanhe o que acontece nos bastidores de um jogo, por exemplo", disse o vice-presidente social do Corinthians, José Roberto Siman.

Os recursos tecnológicos do memorial do Timão chegaram a impressionar até o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que após uma visita no dia da inauguração, soltou a seguinte frase: "saio daqui mais corintiano do que entrei". No local, existem ambientes que simulam vestiários, arquibancadas, além de um túnel do tempo pela história do clube.

O Palmeiras é o único grande do Estado que não possui um memorial. O Verdão tem uma sala de troféus no Palestra Itália, onde o visitante tem acesso a documentos e painéis que contam a trajetória do clube. O local foi ampliado há aproximadamente três meses e ganhou um novo pavimento.

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