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'Talibã Turco' afirma que foi torturado em Guantánamo


Da AFP

14/11/2006 | 10:31


Murat Kurnaz, conhecido na Turquia como 'Talibã Turco' e na Alemanha como 'Talibã de Bremen', afirmou, em entrevista a uma rede de TV turca veiculada na noite desta segunda-feira, ter sido sistematicamente torturado durante os quatro anos que passou detido em Guantánamo.

Kurnaz, 24 anos, que é originário de Bremen, no noroeste da Alemanha, disse ter sido vítima de "vários tipos de torturas", desde a aplicação de eletricidade à falta de alimentos. Ele não manifestou qualquer sinal de emoção durante toda a reportagem feita em Bremen pela rede CNN-Turk.

"Quando você responde 'não' à pergunta se pertence à Al Qaeda, eles (os americanos) te aplicam choque elétricos nos pés, um procedimento que pode durar até três horas", disse, indicando que em várias ocasiões perdeu a consciência durante as sessões prolongadas de tortura.

Também declarou que certa vez ficou preso ao teto cadeado durante cinco dias. "Pela manhã, eles fazem você descer e um médico te examina para saber se pode continuar, para que isso não te mate", relatou Kurnaz.

Uma comissão de investigação parlamentar alemã examina atualmente as acusações de Kurnaz, que afirmou também ter sido maltratado por soldados alemães quando estava no Afeganistão.

Kurnaz foi detido pelas forças americanas no Paquistão depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Suspeito de atividades terroristas, foi transferido para uma prisão americana em Kandahar e depois para a base de Guantánamo (Cuba) em 2002, antes de ser libertado em meados do ano passado.


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'Talibã Turco' afirma que foi torturado em Guantánamo

Da AFP

14/11/2006 | 10:31


Murat Kurnaz, conhecido na Turquia como 'Talibã Turco' e na Alemanha como 'Talibã de Bremen', afirmou, em entrevista a uma rede de TV turca veiculada na noite desta segunda-feira, ter sido sistematicamente torturado durante os quatro anos que passou detido em Guantánamo.

Kurnaz, 24 anos, que é originário de Bremen, no noroeste da Alemanha, disse ter sido vítima de "vários tipos de torturas", desde a aplicação de eletricidade à falta de alimentos. Ele não manifestou qualquer sinal de emoção durante toda a reportagem feita em Bremen pela rede CNN-Turk.

"Quando você responde 'não' à pergunta se pertence à Al Qaeda, eles (os americanos) te aplicam choque elétricos nos pés, um procedimento que pode durar até três horas", disse, indicando que em várias ocasiões perdeu a consciência durante as sessões prolongadas de tortura.

Também declarou que certa vez ficou preso ao teto cadeado durante cinco dias. "Pela manhã, eles fazem você descer e um médico te examina para saber se pode continuar, para que isso não te mate", relatou Kurnaz.

Uma comissão de investigação parlamentar alemã examina atualmente as acusações de Kurnaz, que afirmou também ter sido maltratado por soldados alemães quando estava no Afeganistão.

Kurnaz foi detido pelas forças americanas no Paquistão depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Suspeito de atividades terroristas, foi transferido para uma prisão americana em Kandahar e depois para a base de Guantánamo (Cuba) em 2002, antes de ser libertado em meados do ano passado.

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