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Presos fazem 11 reféns em detenção de Diadema


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

14/05/2006 | 07:47


O CDP (Centro de Detenção Provisório) de Diadema, a exemplo do que aconteceu em outras 23 unidades prisionais do Estado de São Paulo, foi sábado alvo de uma megarrebelião organizada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em represália às transferências de mais 700 presos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, entre eles Marcos William Herbas Camacho, o Marcola. É a segunda maior ocorrência de rebeliões simultâneas na história do Estado. Em fevereiro de 2001, também 24 penitenciárias participaram de motins realizados pela facção criminosa.

Desta vez, as rebeliões aconteceram simultaneamente em Diadema, Avaré (duas unidades), Iaras, Ribeirão Preto, Pirajuí, Mogi das Cruzes, Suzano, Araraquara, Lucélia, Lavínia, Marabá Paulista, Guareí, Campinas, Flórida Paulista, Paraguaçu Paulista, Riolândia, Potim, Itirapina, Franco da Rocha, Presidente Prudente, Irapuru, Osasco e Serra Azul.

Até o fechamento desta edição, apenas Avaré (Penitenciária 1), Iaras, Guareí, Presidente Prudente e Serra Azul tinham a situação controlada. Um refém em Avaré teve ferimentos leves. Nos outros presídios, a direção seguia com as negociações. Segundo levantamento da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, a megarrebelião fez pelo menos 170 reféns no Estado.

No CDP de Diadema, onde não há superlotação – são 65 presos a menos do que a capacidade máxima, de 576 –, a rebelião foi iniciada por volta do meio-dia. Apesar da aparente tranqüilidade no lado de fora da unidade, às vezes interrompida com mães chorando e pedindo informações, o clima era de tensão no interior da cadeia. Os presos mantinham 11 pessoas reféns (acredita-se que todos sejam agentes penitenciários) e 176 familiares que foram fazer visitas.

Um agente penitenciário relatou à reportagem que os rebelados aguardavam os acontecimentos nas outras prisões para agir. Segundo o funcionário do CDP, caso houvesse algum tipo de interferência da Tropa de Choque da Polícia Militar, os presos destruiriam as celas. Ele reclamou da falta de segurança dentro e fora do presídio. “Somos treinados, trabalhamos armados, só que não podemos andar com as armas porque a Secretaria de Administração Penitenciária não libera o porte para a gente. Estamos com medo, num mato sem cachorro”, relata.

Tensão – Na Penitenciária de Presidente Venceslau, para onde foram transferidos os líderes do PCC, a PM montou bloqueios em todos os acessos, inclusive em pontos da Rodovia Raposo Tavares, que liga São Paulo ao Mato Grosso do Sul. Na Penitenciária 1 de Avaré, 12 pessoas foram mantidas reféns. A rebelião terminou à tarde, quando a entrada de PMs no presídio. Os policiais tiveram uma ação ousada, chegando de helicóptero, e a Tropa de Choque invadiu por terra. Houve tiros de bala de borracha e explosões de bombas de efeito moral. (Com AE)



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Presos fazem 11 reféns em detenção de Diadema

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

14/05/2006 | 07:47


O CDP (Centro de Detenção Provisório) de Diadema, a exemplo do que aconteceu em outras 23 unidades prisionais do Estado de São Paulo, foi sábado alvo de uma megarrebelião organizada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em represália às transferências de mais 700 presos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, entre eles Marcos William Herbas Camacho, o Marcola. É a segunda maior ocorrência de rebeliões simultâneas na história do Estado. Em fevereiro de 2001, também 24 penitenciárias participaram de motins realizados pela facção criminosa.

Desta vez, as rebeliões aconteceram simultaneamente em Diadema, Avaré (duas unidades), Iaras, Ribeirão Preto, Pirajuí, Mogi das Cruzes, Suzano, Araraquara, Lucélia, Lavínia, Marabá Paulista, Guareí, Campinas, Flórida Paulista, Paraguaçu Paulista, Riolândia, Potim, Itirapina, Franco da Rocha, Presidente Prudente, Irapuru, Osasco e Serra Azul.

Até o fechamento desta edição, apenas Avaré (Penitenciária 1), Iaras, Guareí, Presidente Prudente e Serra Azul tinham a situação controlada. Um refém em Avaré teve ferimentos leves. Nos outros presídios, a direção seguia com as negociações. Segundo levantamento da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, a megarrebelião fez pelo menos 170 reféns no Estado.

No CDP de Diadema, onde não há superlotação – são 65 presos a menos do que a capacidade máxima, de 576 –, a rebelião foi iniciada por volta do meio-dia. Apesar da aparente tranqüilidade no lado de fora da unidade, às vezes interrompida com mães chorando e pedindo informações, o clima era de tensão no interior da cadeia. Os presos mantinham 11 pessoas reféns (acredita-se que todos sejam agentes penitenciários) e 176 familiares que foram fazer visitas.

Um agente penitenciário relatou à reportagem que os rebelados aguardavam os acontecimentos nas outras prisões para agir. Segundo o funcionário do CDP, caso houvesse algum tipo de interferência da Tropa de Choque da Polícia Militar, os presos destruiriam as celas. Ele reclamou da falta de segurança dentro e fora do presídio. “Somos treinados, trabalhamos armados, só que não podemos andar com as armas porque a Secretaria de Administração Penitenciária não libera o porte para a gente. Estamos com medo, num mato sem cachorro”, relata.

Tensão – Na Penitenciária de Presidente Venceslau, para onde foram transferidos os líderes do PCC, a PM montou bloqueios em todos os acessos, inclusive em pontos da Rodovia Raposo Tavares, que liga São Paulo ao Mato Grosso do Sul. Na Penitenciária 1 de Avaré, 12 pessoas foram mantidas reféns. A rebelião terminou à tarde, quando a entrada de PMs no presídio. Os policiais tiveram uma ação ousada, chegando de helicóptero, e a Tropa de Choque invadiu por terra. Houve tiros de bala de borracha e explosões de bombas de efeito moral. (Com AE)

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