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Região está perto de quebrar tabu eleitoral


Raphael Rocha

06/11/2020 | 00:01


A rodada de pesquisa Diário/Ibope apresentou uma possibilidade que não acontece há duas décadas no Grande ABC. Em 2000, duas cidades que poderiam ter segundo turno decidiram seus prefeitos já na etapa inicial. Celso Daniel (PT) foi reeleito em Santo André e Mauricio Soares (então no PPS), reconduzido à Prefeitura de São Bernardo naquele pleito. Entre 2004 e 2016, três ou mais cidades escolheram os gestores no segundo turno. Em 2004, só William Dib (São Bernardo) venceu na etapa inicial. Em 2008, foi a vez de Mário Reali (Diadema). Em 2012, de Luiz Marinho (São Bernardo). Quatro anos atrás foi a primeira vez, desde a instituição dos dois turnos, que nenhuma cidade da região encerrou a corrida eleitoral de bate-pronto. O segundo turno agora é realidade em Diadema e Mauá.


BASTIDORES

Visita
Luciano Macaferri Rodrigues, diretor-geral da Thales no Brasil, empresa que produz radares e sonares e está localizada em São Bernardo, visitou ontem o Diário. Foi recepcionado pelo diretor superintendente do jornal, Marcos Bassi. A conversa girou sobre a atuação da companhia no País.

PSL
Um detalhe interessante na pesquisa Diário/Ibope é com relação aos candidatos do PSL no Grande ABC. O partido deixou de ser nanico em 2018, quando acolheu o projeto bem-sucedido de Jair Bolsonaro rumo à Presidência da República – formou forte bancada, tanto no Congresso quanto na Assembleia Legislativa. Porém, Bolsonaro brigou com a direção da sigla e saiu do partido. Na região, o PSL lançou nomes em seis das sete cidades. O melhor desempenho é o do vereador Rafael Demarchi (PSL), em São Bernardo, com 4% das intenções de voto estimulado. Os demais variam de 1% a 3%.

PT
A leitura feita por dirigentes do PT antes de a corrida eleitoral no Grande ABC começar está desenhada na pesquisa Diário/Ibope: o partido teria condições de disputar bem somente em três cidades, casos de São Bernardo, Diadema e Mauá. O cenário em Diadema é o mais favorável, com o ex-prefeito José de Filippi Júnior liderando a concorrência e vislumbrando vencer no primeiro turno. Em São Bernardo, Luiz Marinho está na segunda colocação. Em Mauá, Marcelo Oliveira também é o vice-líder. Nas demais cidades, o petismo patina.

Infração
Com exceção de Claudinho da Geladeira (Podemos), em Rio Grande da Serra, todos os candidatos que aparecem liderando a pesquisa Diário/Ibope para as prefeituras do Grande ABC exploraram ontem a vantagem em suas redes sociais. Três deles, Orlando Morando (PSDB-São Bernardo), José de Filippi Júnior (PT-Diadema) e Atila Jacomussi (PSB-Mauá), desobedeceram determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que obriga a informar o nome da empresa que contratou a consulta, no caso o Diário do Grande ABC. O lapso pode render aos políticos multa que varia de R$ 53.205 a R$ 106.410.

Reclamação
Apoiadores do prefeito de Ribeirão Pires e candidato à reeleição, Adler Kiko Teixeira (PSDB), que aparece em segundo lugar na pesquisa Diário/Ibope, tentaram desqualificar o instituto. Alguns deles compartilharam mensagens nas quais questionam os critérios da empresa, dizendo que ninguém conhece alguém entrevistado – a despeito de haver método científico – e falam em vitória do tucano. A secretária de Educação da gestão Kiko, Flávia Banwart, acusou o Ibope de manipular os dados – sem comprovar a acusação, aliás. 



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Região está perto de quebrar tabu eleitoral

Raphael Rocha

06/11/2020 | 00:01


A rodada de pesquisa Diário/Ibope apresentou uma possibilidade que não acontece há duas décadas no Grande ABC. Em 2000, duas cidades que poderiam ter segundo turno decidiram seus prefeitos já na etapa inicial. Celso Daniel (PT) foi reeleito em Santo André e Mauricio Soares (então no PPS), reconduzido à Prefeitura de São Bernardo naquele pleito. Entre 2004 e 2016, três ou mais cidades escolheram os gestores no segundo turno. Em 2004, só William Dib (São Bernardo) venceu na etapa inicial. Em 2008, foi a vez de Mário Reali (Diadema). Em 2012, de Luiz Marinho (São Bernardo). Quatro anos atrás foi a primeira vez, desde a instituição dos dois turnos, que nenhuma cidade da região encerrou a corrida eleitoral de bate-pronto. O segundo turno agora é realidade em Diadema e Mauá.


BASTIDORES

Visita
Luciano Macaferri Rodrigues, diretor-geral da Thales no Brasil, empresa que produz radares e sonares e está localizada em São Bernardo, visitou ontem o Diário. Foi recepcionado pelo diretor superintendente do jornal, Marcos Bassi. A conversa girou sobre a atuação da companhia no País.

PSL
Um detalhe interessante na pesquisa Diário/Ibope é com relação aos candidatos do PSL no Grande ABC. O partido deixou de ser nanico em 2018, quando acolheu o projeto bem-sucedido de Jair Bolsonaro rumo à Presidência da República – formou forte bancada, tanto no Congresso quanto na Assembleia Legislativa. Porém, Bolsonaro brigou com a direção da sigla e saiu do partido. Na região, o PSL lançou nomes em seis das sete cidades. O melhor desempenho é o do vereador Rafael Demarchi (PSL), em São Bernardo, com 4% das intenções de voto estimulado. Os demais variam de 1% a 3%.

PT
A leitura feita por dirigentes do PT antes de a corrida eleitoral no Grande ABC começar está desenhada na pesquisa Diário/Ibope: o partido teria condições de disputar bem somente em três cidades, casos de São Bernardo, Diadema e Mauá. O cenário em Diadema é o mais favorável, com o ex-prefeito José de Filippi Júnior liderando a concorrência e vislumbrando vencer no primeiro turno. Em São Bernardo, Luiz Marinho está na segunda colocação. Em Mauá, Marcelo Oliveira também é o vice-líder. Nas demais cidades, o petismo patina.

Infração
Com exceção de Claudinho da Geladeira (Podemos), em Rio Grande da Serra, todos os candidatos que aparecem liderando a pesquisa Diário/Ibope para as prefeituras do Grande ABC exploraram ontem a vantagem em suas redes sociais. Três deles, Orlando Morando (PSDB-São Bernardo), José de Filippi Júnior (PT-Diadema) e Atila Jacomussi (PSB-Mauá), desobedeceram determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que obriga a informar o nome da empresa que contratou a consulta, no caso o Diário do Grande ABC. O lapso pode render aos políticos multa que varia de R$ 53.205 a R$ 106.410.

Reclamação
Apoiadores do prefeito de Ribeirão Pires e candidato à reeleição, Adler Kiko Teixeira (PSDB), que aparece em segundo lugar na pesquisa Diário/Ibope, tentaram desqualificar o instituto. Alguns deles compartilharam mensagens nas quais questionam os critérios da empresa, dizendo que ninguém conhece alguém entrevistado – a despeito de haver método científico – e falam em vitória do tucano. A secretária de Educação da gestão Kiko, Flávia Banwart, acusou o Ibope de manipular os dados – sem comprovar a acusação, aliás. 

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