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Banca Pamplona é referência em S.Caetano

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bianca Barbosa

27/02/2018 | 07:00


 Todos os dias, religiosamente às 5h, Pedro Lucca Rosado, 63 anos, ergue as portas da banca Pamplona e expõe os exemplares do dia. Tendo em vista a necessidade de atrair também os não leitores, jornais e revistas dividem o espaço, no bairro Fundação, com a geladeira cheia de bebidas, com doces, e até mesmo com cigarros, com eletrônicos e fones de ouvido. O jornaleiro, que já foi subgerente de banco e técnico de segurança do trabalho, adquiriu o comércio há 28 anos e se orgulha do trabalho desempenhado junto à comunidade.

Oriundo de Inhapim, Interior de Minas Gerais, Rosado veio para São Caetano em busca de oportunidades. Na companhia dos irmãos, começou nova vida no município antes mesmo de completar a maioridade. Ele terminou o Ensino Médio e iniciou faculdade de Administração, mas não conseguiu concluir o curso por falta de dinheiro. Passou por diversas profissões até ter a ideia que o levou ao caminho pelo qual nunca imaginou seguir. “Sai do emprego de técnico de segurança e quis ter uma casa lotérica. Pesquisando em jornais sobre casas lotéricas para vender, vi o anúncio de uma banca de jornal e pensei: por que não?”. Por ser empreendimento que demandava valor alto de investimento, ele contou com ajuda dos dois irmãos para comprar o local.

Tendo em vista a evolução tecnológica observada nos últimos anos, foi preciso acompanhar a atualização para manter o negócio vivo. “Quando compramos, a gente só vendia jornal e revista. Hoje, se for vender só isso fechamos as portas. Por isso temos essa geladeira e os itens eletrônicos. Temos quase uma loja de conveniência”, considera Rosado.

Inevitavelmente, a venda de jornais e de revistas teve queda durante os 28 anos em que está à frente do negócio. Hoje, os produtos mais vendidos são os refrigerantes. Em pouco tempo de conversa, dois cigarros e dois jornais foram consumidos.

A evolução do bairro também tem sido observada pela família. Sobre os velhos tempos, lembra com carinho dos clientes fiéis. “Muitos (moradores) já morreram. Há pouco tempo, um dos meus primeiros clientes veio a falecer. É complicado. Nessa profissão a gente tem de lidar com isso”, observa Rosado.

O jornaleiro diz que quando compraram o local, o bairro era muito violento. Há dez anos, a banca – que fica na altura do número 356 da Avenida Conde Francisco Matarazzo – ganhou como vizinha base da Polícia Militar. Cabo Farias, 40, que trabalha na corporação de Segurança há dois anos, destaca o bom relacionamento entre a comunidade. “É uma pessoa muito tranquila”, comenta sobre Rosado.

Atualmente, o proprietário divide a jornada de trabalho com o sócio e irmão Paulo Roberto de Carvalho, 60, ex-policial, que também deixou a profissão para cuidar da banca. “Formei meus dois filhos com essa profissão. Um é engenheiro e o outro fez Turismo”, diz, orgulhoso.

 



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