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Conflito religioso deixa 8 mortos na Indonésia


Do Diário do Grande ABC

01/04/1999 | 12:03


O total de mortos no mais recente conflito entre muçulmanos e cristaos no leste da Indonésia subiu, nesta quinta, para oito, segundo versoes da imprensa.

Pelo menos 27 outros ficaram feridos, alguns com gravidade, no confronto que começou nesta quarta em Tual, província de Maluku, onde tumultos religiosos mataram este ano mais de 200 pessoas. A maioria das vítimas é de Ambon, a capital provincial. Pouco antes, o coronel Simon Monte, chefe de polícia em Tual, dissera que havia sete mortos e 10 feridos graves.

A agência de notícias oficial Antara informou que duas companhias de tropas foram enviadas para Tual, mas ainda nao conseguiram acalmar os combatentes, que lutam com lanças, flechas e bombas artesanais.

Muitas regioes do país de 210 milhoes de habitantes têm sido palco de conflitos desde a renúncia no ano passado do presidente Suharto, depois de 32 anos de governo autoritário. Os motivos para a violência incluem dificuldades econômicas, tensoes étnicas e divergências sobre o ritmo das reformas políticas. A maioria esmagadora da populaçao da Indonésia é muçulmana, mas em Maluku há um grande número de cristaos.

Monte disse que pelo menos 50 casas foram incendiadas na mais recente violência. Tual fica 2.800 quilômetros a leste de Jacarta, a capital indonésia. A agência Antara, citando Notanubun, chefe de um hospital público, disse que três pessoas foram mortas ontem e cinco outras hoje. Muitos indonésios usam apenas um nome.

Três das vítimas desta quinta foram mortas a flechadas, uma recebeu um golpe de lança e outra um tiro. Nao ficou claro se entre os feridos está um militar que foi ferido com uma flecha e hospitalizado.

Monte disse que entre os mortos desta quarta estao Buce Hehanusa, um pregador cristao, e seu filho Henson. Um oficial da sede militar da capital provincial disse que seus corpos serao enviados de aviao para Ambon, sua cidade natal. "A situaçao em Tual ainda é tensa", disse o oficial, que nao quis ter sua identidade revelada. Os tumultos obrigaram milhares de moradores da cidade a buscar refúgio em instalaçoes militares e policiais.



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Conflito religioso deixa 8 mortos na Indonésia

Do Diário do Grande ABC

01/04/1999 | 12:03


O total de mortos no mais recente conflito entre muçulmanos e cristaos no leste da Indonésia subiu, nesta quinta, para oito, segundo versoes da imprensa.

Pelo menos 27 outros ficaram feridos, alguns com gravidade, no confronto que começou nesta quarta em Tual, província de Maluku, onde tumultos religiosos mataram este ano mais de 200 pessoas. A maioria das vítimas é de Ambon, a capital provincial. Pouco antes, o coronel Simon Monte, chefe de polícia em Tual, dissera que havia sete mortos e 10 feridos graves.

A agência de notícias oficial Antara informou que duas companhias de tropas foram enviadas para Tual, mas ainda nao conseguiram acalmar os combatentes, que lutam com lanças, flechas e bombas artesanais.

Muitas regioes do país de 210 milhoes de habitantes têm sido palco de conflitos desde a renúncia no ano passado do presidente Suharto, depois de 32 anos de governo autoritário. Os motivos para a violência incluem dificuldades econômicas, tensoes étnicas e divergências sobre o ritmo das reformas políticas. A maioria esmagadora da populaçao da Indonésia é muçulmana, mas em Maluku há um grande número de cristaos.

Monte disse que pelo menos 50 casas foram incendiadas na mais recente violência. Tual fica 2.800 quilômetros a leste de Jacarta, a capital indonésia. A agência Antara, citando Notanubun, chefe de um hospital público, disse que três pessoas foram mortas ontem e cinco outras hoje. Muitos indonésios usam apenas um nome.

Três das vítimas desta quinta foram mortas a flechadas, uma recebeu um golpe de lança e outra um tiro. Nao ficou claro se entre os feridos está um militar que foi ferido com uma flecha e hospitalizado.

Monte disse que entre os mortos desta quarta estao Buce Hehanusa, um pregador cristao, e seu filho Henson. Um oficial da sede militar da capital provincial disse que seus corpos serao enviados de aviao para Ambon, sua cidade natal. "A situaçao em Tual ainda é tensa", disse o oficial, que nao quis ter sua identidade revelada. Os tumultos obrigaram milhares de moradores da cidade a buscar refúgio em instalaçoes militares e policiais.

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