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Moradores da Vila Guerda sofrem com falta de ônibus

Linha 27, que liga bairro ao Centro, está suspensa desde o início da pandemia


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

16/09/2020 | 00:01


Moradores da Vila Guerda, em Ribeirão Pires, estão sem transporte público. Eles reclamam que desde que houve a redução das frotas de ônibus no Grande ABC, em março, como medida para combater a evolução da Covid-19 na região, a Linha 27 parou de correr e não foi retomada.

A analista de RH Nilse Barbosa, 54 anos, moradora do bairro, vive este problema. “Aqui não têm ônibus em horário nenhum”, reclama. “Quem trabalha precisa andar muito para pegar outra linha”, explica.

A Linha 27 é a que leva os moradores da Vila Guerda ao Centro de Ribeirão Pires. Passa também pela Vila Nova. Sem essa opção, Nilse conta que, para chegar até outro ponto de ônibus, o trajeto não é dos melhores. “Tem morro, escadaria e locais escuros.”

Ela explica que sua filha, Camila, 31, que trabalha como caixa de supermercado no município, tomava a Linha 27 na Rua Virgílio Roncon, perto de sua casa, e levava cerca de oito minutos para chegar ao trabalho. Agora, gasta pelo menos uma hora no trajeto. A mãe diz que, por causa de sequela de paralisia cerebral, Camila tem mobilidade dificultada e para chegar a outro ponto precisa caminhar em torno de 20 minutos.

É justamente a volta da filha para casa que incomoda mais Nilse. “Há trecho escuro, ela chega já de noite". Para evitar que algo ruim aconteça, Camila tem voltado com carro de aplicativo. "Estamos pagando serviço de aplicativo no cartão de crédito”. 

A atendente Jane de Sousa Gomes, 38, também lamenta a falta de transporte no bairro. “Estamos há sete meses sem ônibus. Têm mulheres que saem de madrugada para pegar o ônibus. Minha filha mesmo, vai de manhã, corre risco de algo acontecer. Precisa ir longe para pegar o transporte público. Fica complicado. Ou paga serviço de aplicativo ou se arrisca, infelizmente”.

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Ribeirão Pires esclarece que tem acompanhado de forma permanente as demandas de transporte público das linhas municipais junto à concessionária Rigras, responsável também pela Linha 27. O Paço explica que a “concessionária de transporte registra média de 13 mil passageiros por dia, índice quase 50% menor do que o registrado antes da pandemia. Por essa razão, a Rigras está realizando adequações para garantir o atendimento dos usuários e manter os serviços operando”, sem dar um prazo para que o serviço na Vila Guerda seja retomado.  



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Moradores da Vila Guerda sofrem com falta de ônibus

Linha 27, que liga bairro ao Centro, está suspensa desde o início da pandemia

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

16/09/2020 | 00:01


Moradores da Vila Guerda, em Ribeirão Pires, estão sem transporte público. Eles reclamam que desde que houve a redução das frotas de ônibus no Grande ABC, em março, como medida para combater a evolução da Covid-19 na região, a Linha 27 parou de correr e não foi retomada.

A analista de RH Nilse Barbosa, 54 anos, moradora do bairro, vive este problema. “Aqui não têm ônibus em horário nenhum”, reclama. “Quem trabalha precisa andar muito para pegar outra linha”, explica.

A Linha 27 é a que leva os moradores da Vila Guerda ao Centro de Ribeirão Pires. Passa também pela Vila Nova. Sem essa opção, Nilse conta que, para chegar até outro ponto de ônibus, o trajeto não é dos melhores. “Tem morro, escadaria e locais escuros.”

Ela explica que sua filha, Camila, 31, que trabalha como caixa de supermercado no município, tomava a Linha 27 na Rua Virgílio Roncon, perto de sua casa, e levava cerca de oito minutos para chegar ao trabalho. Agora, gasta pelo menos uma hora no trajeto. A mãe diz que, por causa de sequela de paralisia cerebral, Camila tem mobilidade dificultada e para chegar a outro ponto precisa caminhar em torno de 20 minutos.

É justamente a volta da filha para casa que incomoda mais Nilse. “Há trecho escuro, ela chega já de noite". Para evitar que algo ruim aconteça, Camila tem voltado com carro de aplicativo. "Estamos pagando serviço de aplicativo no cartão de crédito”. 

A atendente Jane de Sousa Gomes, 38, também lamenta a falta de transporte no bairro. “Estamos há sete meses sem ônibus. Têm mulheres que saem de madrugada para pegar o ônibus. Minha filha mesmo, vai de manhã, corre risco de algo acontecer. Precisa ir longe para pegar o transporte público. Fica complicado. Ou paga serviço de aplicativo ou se arrisca, infelizmente”.

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Ribeirão Pires esclarece que tem acompanhado de forma permanente as demandas de transporte público das linhas municipais junto à concessionária Rigras, responsável também pela Linha 27. O Paço explica que a “concessionária de transporte registra média de 13 mil passageiros por dia, índice quase 50% menor do que o registrado antes da pandemia. Por essa razão, a Rigras está realizando adequações para garantir o atendimento dos usuários e manter os serviços operando”, sem dar um prazo para que o serviço na Vila Guerda seja retomado.  

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