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Teco, a origem deste apelido

Os Oliveira Lima têm raízes históricas no Grande ABC e um bisneto do coronel Oliveira Lima descobre por que sua família era chamada de Teco


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

04/01/2020 | 07:00


“A memória cria laços coletivos, especialmente quando nasce do coração do povo.” 

Professor Luiz Roberto Alves, em artigo publicado no Diário em 4 de janeiro de 1990, citando Albert Camus, Samuel Beckett e Cacilda Becker.

“É interessante observar, à medida que se estudem e comparem documentos de nascimento, batismo, casamento e outros, variações tais como Pires, Oliveira, Brasílio, Baptista, Batista, via de regra antecedendo o nome comum Lima, e, ainda, em casos menos frequentes, o abandono desse nome, como ocorreu com Felício Antonio de Oliveira.”

Cf. Antonio Russo Neto, o advogado Russinho, o primeiro a pesquisar documentalmente a genealogia dos Oliveira Lima do Grande ABC. 

------

Quirino de Lima, filho do ex-prefeito Hygino Baptista de Lima, neto de Quirino de Lima, bisneto do coronel João Baptista de Oliveira Lima, que foi presidente da Câmara Municipal de São Bernardo e que denomina a antiga Rua da Estação, em Santo André.

O amigo Quirino é um pesquisador nato, sempre presente às reuniões mensais da Seção de Pesquisa e Memória de São Bernardo. Pois bem, no fim de 2019, Quirino de Lima entra em contato com esta página Memória, oferece uma informação e indaga:

– Creio que o mistério do apelido da família Oliveira Lima foi desvendado. Interessa?

Diante da nossa resposta positiva, Quirino enviou documentação em que se baseou para lembrar Sebastião Pires, o Teco mais antigo conhecido, antecessor daquela que pode ser chamada de uma das primeiras famílias radicadas no Grande ABC.

Segue-se o relato de “Quirininho Teco Neto”, como o nosso interlocutor era chamado por Rita Angela Zincaglia, a Secretaria Eterna de São Bernardo.

Fontes de pesquisa

Texto: Quirino de Lima 

Sobre o apelido “Teco” comum à família Oliveira Lima, expressão registrada até mesmo em documentos oficiais, inicialmente só existiam relatos transmitidos de geração em geração.

A primeira pesquisa documental foi realizada por Antonio Russo Neto e publicada no Álbum das Famílias Ilustres de São Bernardo. Pesquisa de grande valia, pois as datas de óbitos e casamentos nela contida facilitaram a obtenção das certidões comprobatórias.

Também é de importância o diálogo da memória oral. O meu “primo” Honorinho, filho de Honório de Lima, me relatou que seu pai falava de Margarida Branco do Espírito Santo, sua bisavó e minha trisavó.</CW>

Dona Margarida era casada com João Antonio Pires, pais do coronel Oliveira Lima, Felício Antonio e Joaquim Antonio. Ela era filha de um portuguesinho apelidado de “Teco” (Bento Francisco de Oliveira).

Honório de Lima era conhecedor de relatos interessantíssimos a respeito do antigo Rio Grande, hoje distrito de Riacho Grande, berço dos Teco, que são os Oliveira Lima da história. 

Creio que o mistério só não foi resolvido antes por falta de diálogo entre os mais antigos da família.

Quem me induziu a pesquisar foi o Gilmar Guiesser, funcionário aposentado do Cerimonial da Prefeitura de São Bernardo e descendente do Felício Antonio.

Imagine que o primeiro Sebastião Pires, morador de São Vicente, foi enviado a Santo André da Borda do Campo para fazer parte do governo de João Ramalho, conforme registro na Genealogia Paulistana, de Silva Leme (nove volumes escritos no início do século XX).

Um exemplar desta coleção foi adquirido pela Biblioteca Monteiro Lobato, em São Bernardo, por indicação do pesquisador Antonio Russo Neto que o localizou em um sebo na Avenida Santo Amaro, em São Paulo.

Muitos detalhes são observados nos documentos pesquisados, entre os quais:

- Havia a exigência de apresentação de testemunhas provando a não consanguinidade entre os noivos. 

- Encontramos a assinatura do padre Thomaz Inocêncio Lustoza, cujo nome foi dado a uma das primeiras ruas da cidade, ao lado da Basílica da Boa Viagem, a Rua Padre Lustosa. 

- Sebastião Pires foi o primeiro a ser alfabetizado pelo padre Gomes Cardim.

- Nos anexos pesquisados, nas descrições dos casamentos, ora as assinaturas trazem Pires de Lima, ora Oliveira Lima, ora apenas Oliveira, era uma bagunça. 

Parabéns à Cúria Diocesana de Santo André, pelo carinho com que guarda esse verdadeiro tesouro que foi a ela confiado. 

Diário há 30 anos

Quinta-feira, 4 de janeiro de 1990 ano 32, edição 7267 

Manchete – Semasa (Serviço Municipal de Abastecimento de Santo André) erra; conta de água tem até o dobro de seu valor 

Acidente com Moto – Vereador José Vicente Guerra tem alta da UTI e passa bem.

Ribeirão Pires – Ponte precária serve de desvio para o trânsito; Ponte Seca, na Vila Ema, também pode inundar.

Em 4 de janeiro de...

1975 – Fundado o jornal A Província de São Paulo, atual Estadão.

1920 – Falece, em São Caetano, o padre Luiz Capra, primeiro vigário da Paróquia de Santo André.

Amistoso de futebol. Jogam em Santo André, Juvenil Primavera e CA Bilac.

1940 – A II Guerra. Estadão traz na primeira página a foto do cargueiro alemão "Windhuk" retido em Santos por decisão do governo brasileiro.

1960 – Incêndio atinge a indústria de tintas para cerâmicas de Geraldo Cambauva, na Avenida Goiás, 3.241, em São Caetano. A ocorrência foi atendida por bombeiros de São Paulo. Não houve vítimas.

1970 – Prefeito Newton Brandão inaugura o Viaduto Luiz Carlos Berrini, hoje Viaduto da Acisa, sobre a Avenida XV de Novembro e integrante do sistema Perimetral.

Hoje

- Dia do Hemofílico

Santos do dia

- Caio

- Hermes



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Teco, a origem deste apelido

Os Oliveira Lima têm raízes históricas no Grande ABC e um bisneto do coronel Oliveira Lima descobre por que sua família era chamada de Teco

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

04/01/2020 | 07:00


“A memória cria laços coletivos, especialmente quando nasce do coração do povo.” 

Professor Luiz Roberto Alves, em artigo publicado no Diário em 4 de janeiro de 1990, citando Albert Camus, Samuel Beckett e Cacilda Becker.

“É interessante observar, à medida que se estudem e comparem documentos de nascimento, batismo, casamento e outros, variações tais como Pires, Oliveira, Brasílio, Baptista, Batista, via de regra antecedendo o nome comum Lima, e, ainda, em casos menos frequentes, o abandono desse nome, como ocorreu com Felício Antonio de Oliveira.”

Cf. Antonio Russo Neto, o advogado Russinho, o primeiro a pesquisar documentalmente a genealogia dos Oliveira Lima do Grande ABC. 

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Quirino de Lima, filho do ex-prefeito Hygino Baptista de Lima, neto de Quirino de Lima, bisneto do coronel João Baptista de Oliveira Lima, que foi presidente da Câmara Municipal de São Bernardo e que denomina a antiga Rua da Estação, em Santo André.

O amigo Quirino é um pesquisador nato, sempre presente às reuniões mensais da Seção de Pesquisa e Memória de São Bernardo. Pois bem, no fim de 2019, Quirino de Lima entra em contato com esta página Memória, oferece uma informação e indaga:

– Creio que o mistério do apelido da família Oliveira Lima foi desvendado. Interessa?

Diante da nossa resposta positiva, Quirino enviou documentação em que se baseou para lembrar Sebastião Pires, o Teco mais antigo conhecido, antecessor daquela que pode ser chamada de uma das primeiras famílias radicadas no Grande ABC.

Segue-se o relato de “Quirininho Teco Neto”, como o nosso interlocutor era chamado por Rita Angela Zincaglia, a Secretaria Eterna de São Bernardo.

Fontes de pesquisa

Texto: Quirino de Lima 

Sobre o apelido “Teco” comum à família Oliveira Lima, expressão registrada até mesmo em documentos oficiais, inicialmente só existiam relatos transmitidos de geração em geração.

A primeira pesquisa documental foi realizada por Antonio Russo Neto e publicada no Álbum das Famílias Ilustres de São Bernardo. Pesquisa de grande valia, pois as datas de óbitos e casamentos nela contida facilitaram a obtenção das certidões comprobatórias.

Também é de importância o diálogo da memória oral. O meu “primo” Honorinho, filho de Honório de Lima, me relatou que seu pai falava de Margarida Branco do Espírito Santo, sua bisavó e minha trisavó.</CW>

Dona Margarida era casada com João Antonio Pires, pais do coronel Oliveira Lima, Felício Antonio e Joaquim Antonio. Ela era filha de um portuguesinho apelidado de “Teco” (Bento Francisco de Oliveira).

Honório de Lima era conhecedor de relatos interessantíssimos a respeito do antigo Rio Grande, hoje distrito de Riacho Grande, berço dos Teco, que são os Oliveira Lima da história. 

Creio que o mistério só não foi resolvido antes por falta de diálogo entre os mais antigos da família.

Quem me induziu a pesquisar foi o Gilmar Guiesser, funcionário aposentado do Cerimonial da Prefeitura de São Bernardo e descendente do Felício Antonio.

Imagine que o primeiro Sebastião Pires, morador de São Vicente, foi enviado a Santo André da Borda do Campo para fazer parte do governo de João Ramalho, conforme registro na Genealogia Paulistana, de Silva Leme (nove volumes escritos no início do século XX).

Um exemplar desta coleção foi adquirido pela Biblioteca Monteiro Lobato, em São Bernardo, por indicação do pesquisador Antonio Russo Neto que o localizou em um sebo na Avenida Santo Amaro, em São Paulo.

Muitos detalhes são observados nos documentos pesquisados, entre os quais:

- Havia a exigência de apresentação de testemunhas provando a não consanguinidade entre os noivos. 

- Encontramos a assinatura do padre Thomaz Inocêncio Lustoza, cujo nome foi dado a uma das primeiras ruas da cidade, ao lado da Basílica da Boa Viagem, a Rua Padre Lustosa. 

- Sebastião Pires foi o primeiro a ser alfabetizado pelo padre Gomes Cardim.

- Nos anexos pesquisados, nas descrições dos casamentos, ora as assinaturas trazem Pires de Lima, ora Oliveira Lima, ora apenas Oliveira, era uma bagunça. 

Parabéns à Cúria Diocesana de Santo André, pelo carinho com que guarda esse verdadeiro tesouro que foi a ela confiado. 

Diário há 30 anos

Quinta-feira, 4 de janeiro de 1990 ano 32, edição 7267 

Manchete – Semasa (Serviço Municipal de Abastecimento de Santo André) erra; conta de água tem até o dobro de seu valor 

Acidente com Moto – Vereador José Vicente Guerra tem alta da UTI e passa bem.

Ribeirão Pires – Ponte precária serve de desvio para o trânsito; Ponte Seca, na Vila Ema, também pode inundar.

Em 4 de janeiro de...

1975 – Fundado o jornal A Província de São Paulo, atual Estadão.

1920 – Falece, em São Caetano, o padre Luiz Capra, primeiro vigário da Paróquia de Santo André.

Amistoso de futebol. Jogam em Santo André, Juvenil Primavera e CA Bilac.

1940 – A II Guerra. Estadão traz na primeira página a foto do cargueiro alemão "Windhuk" retido em Santos por decisão do governo brasileiro.

1960 – Incêndio atinge a indústria de tintas para cerâmicas de Geraldo Cambauva, na Avenida Goiás, 3.241, em São Caetano. A ocorrência foi atendida por bombeiros de São Paulo. Não houve vítimas.

1970 – Prefeito Newton Brandão inaugura o Viaduto Luiz Carlos Berrini, hoje Viaduto da Acisa, sobre a Avenida XV de Novembro e integrante do sistema Perimetral.

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