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Servidores rejeitam mudanças no estatuto

Em assembleia do sindicato, funcionários criticam mudanças projetadas por Lauro


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/10/2017 | 07:00


Os servidores públicos de Diadema rejeitaram ontem, em assembleia realizada em frente à Câmara, mudanças no estatuto do funcionalismo, como projeta o prefeito Lauro Michels (PV). Em votação conduzida pelo Sindema (Sindicato dos Servidores de Diadema), a categoria, de forma unânime, rechaçou adesão ao projeto.

Ontem, o Diário mostrou que, apesar de o Paço ter cedido aos pedidos de diálogo – depois de arquitetar a votação da medida sem ouvir o Sindema –, a entidade já havia decidido que não negociaria apoio à proposta por entender que as alterações “retiram direitos” e que orientaria a categoria a antecipar a rejeição à medida. O governo, por outro lado, alega que as mudanças são necessárias para equilíbrio financeiro da já comprometida folha de pagamento.

Pela segunda semana consecutiva, centenas de servidores lotaram a sessão no Legislativo e protestaram contra o projeto. Como ocorreu no dia 11, o governo novamente não enviou a medida à Casa. Já existia compromisso do Paço, fechado na terça-feira, de que não colocará a medida em votação pelos próximos 15 dias. O Sindema, porém, manteve as manifestações como forma de intensificar a pressão sobre os parlamentares.

A mobilização dos servidores novamente expôs o quanto a própria base de apoio do governo Lauro está constrangida em apoiar a medida e, por isso, tem desfalcado a contagem de votos que o governo precisa (14 dos 21) para emplacar a aprovação do projeto.

Munidos de apitos e cartazes, servidores conseguiram com que praticamente toda a bancada situacionista se retirasse do plenário e se isolasse na sala VIP durante quase toda a manifestação.

Os governistas, incluindo o líder do governo, Célio Boi (PSB), assistiram calados às críticas ferrenhas dos oposicionistas Josa Queiroz, Ronaldo Lacerda (ambos do PT) e de Cicinho (PRB).

Sobrou para o presidente do Legislativo, Marcos Michels (PSB), primo do prefeito, contornar a situação. O desfecho novamente foi o recuo no envio do texto. A oposição, por sua vez, quer que o governo encaminhe o projeto para Casa para poder rejeitá-lo no plenário – e, assim, impedir mudanças no estatuto. Segundo o líder do governo, o prefeito dará um posicionamento oficial na segunda-feira sobre o tema. "Não vejo dificuldades em qualquer um dos lados (governo e sindicato) recuarem", contemporizou Célio Boi. 



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Servidores rejeitam mudanças no estatuto

Em assembleia do sindicato, funcionários criticam mudanças projetadas por Lauro

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/10/2017 | 07:00


Os servidores públicos de Diadema rejeitaram ontem, em assembleia realizada em frente à Câmara, mudanças no estatuto do funcionalismo, como projeta o prefeito Lauro Michels (PV). Em votação conduzida pelo Sindema (Sindicato dos Servidores de Diadema), a categoria, de forma unânime, rechaçou adesão ao projeto.

Ontem, o Diário mostrou que, apesar de o Paço ter cedido aos pedidos de diálogo – depois de arquitetar a votação da medida sem ouvir o Sindema –, a entidade já havia decidido que não negociaria apoio à proposta por entender que as alterações “retiram direitos” e que orientaria a categoria a antecipar a rejeição à medida. O governo, por outro lado, alega que as mudanças são necessárias para equilíbrio financeiro da já comprometida folha de pagamento.

Pela segunda semana consecutiva, centenas de servidores lotaram a sessão no Legislativo e protestaram contra o projeto. Como ocorreu no dia 11, o governo novamente não enviou a medida à Casa. Já existia compromisso do Paço, fechado na terça-feira, de que não colocará a medida em votação pelos próximos 15 dias. O Sindema, porém, manteve as manifestações como forma de intensificar a pressão sobre os parlamentares.

A mobilização dos servidores novamente expôs o quanto a própria base de apoio do governo Lauro está constrangida em apoiar a medida e, por isso, tem desfalcado a contagem de votos que o governo precisa (14 dos 21) para emplacar a aprovação do projeto.

Munidos de apitos e cartazes, servidores conseguiram com que praticamente toda a bancada situacionista se retirasse do plenário e se isolasse na sala VIP durante quase toda a manifestação.

Os governistas, incluindo o líder do governo, Célio Boi (PSB), assistiram calados às críticas ferrenhas dos oposicionistas Josa Queiroz, Ronaldo Lacerda (ambos do PT) e de Cicinho (PRB).

Sobrou para o presidente do Legislativo, Marcos Michels (PSB), primo do prefeito, contornar a situação. O desfecho novamente foi o recuo no envio do texto. A oposição, por sua vez, quer que o governo encaminhe o projeto para Casa para poder rejeitá-lo no plenário – e, assim, impedir mudanças no estatuto. Segundo o líder do governo, o prefeito dará um posicionamento oficial na segunda-feira sobre o tema. "Não vejo dificuldades em qualquer um dos lados (governo e sindicato) recuarem", contemporizou Célio Boi. 

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