Fechar
Publicidade

Sábado, 24 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Peça fala sobre tratamento dado à mulher

João Caldas/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Obra escrita por Mário de Andrade em 1927 e dirigida por Dagoberto Feliz estreia na Capital


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

09/05/2019 | 07:43


Uma das obras mais importantes feita pelo modernista Mário de Andrade (1893-1945) foi Amar, Verbo Intransitivo, publicada em 1927. E o seu texto ganha uma adaptação teatral com dramaturgia de Luciana Carnieli e direção de Dagoberto Feliz com espetáculo homônimo, que estreia hoje, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo.

A trama narra a história da governanta Fräulein Elza (Luciana Carnieli), que é contratada por uma família tradicional paulista nos anos 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos (Pedro Daher), o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais.

A governanta criada por Mário é, de fato, múltipla: é também professora de línguas, de piano, de amor e deixa a terra onde nasceu, a Alemanha, para tornar-se sujeito de seu próprio destino em território brasileiro.

“Escolhi esse romance porque gosto muito da literatura de Mário de Andrade. Ele construiu uma personagem muito complexa, fascinante, redonda e vertical e eu tive muita curiosidade de me lançar nesse trabalho. Apesar de se passar nos anos 1920, o romance espelha muito a nossa sociedade atual, na qual a mulher é subordinada ao homem o tempo todo. Por mais que Fräulein tenha sua dignidade e seja intelectualmente e culturalmente superior àquela família, é tratada como um ser inferior – não só pelo fato de ela ser prostituta, mas por ser mulher”, analisa Luciana, que idealizou a montagem.

A encenação tem como foco central o jogo cênico entre os dois atores, que narram a história e interpretam os personagens. Assim, a linguagem cênica se alterna entre narração e dramatização, que ocorre em cenário que simula um estúdio cinematográfico.

Amar, Verbo Intransitivo – Teatro. Na Oficina Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, em São Paulo. De quinta e sexta às 20h e, sábado, às 18h. Até 29 de junho. Gratuito.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Peça fala sobre tratamento dado à mulher

Obra escrita por Mário de Andrade em 1927 e dirigida por Dagoberto Feliz estreia na Capital

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

09/05/2019 | 07:43


Uma das obras mais importantes feita pelo modernista Mário de Andrade (1893-1945) foi Amar, Verbo Intransitivo, publicada em 1927. E o seu texto ganha uma adaptação teatral com dramaturgia de Luciana Carnieli e direção de Dagoberto Feliz com espetáculo homônimo, que estreia hoje, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo.

A trama narra a história da governanta Fräulein Elza (Luciana Carnieli), que é contratada por uma família tradicional paulista nos anos 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos (Pedro Daher), o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais.

A governanta criada por Mário é, de fato, múltipla: é também professora de línguas, de piano, de amor e deixa a terra onde nasceu, a Alemanha, para tornar-se sujeito de seu próprio destino em território brasileiro.

“Escolhi esse romance porque gosto muito da literatura de Mário de Andrade. Ele construiu uma personagem muito complexa, fascinante, redonda e vertical e eu tive muita curiosidade de me lançar nesse trabalho. Apesar de se passar nos anos 1920, o romance espelha muito a nossa sociedade atual, na qual a mulher é subordinada ao homem o tempo todo. Por mais que Fräulein tenha sua dignidade e seja intelectualmente e culturalmente superior àquela família, é tratada como um ser inferior – não só pelo fato de ela ser prostituta, mas por ser mulher”, analisa Luciana, que idealizou a montagem.

A encenação tem como foco central o jogo cênico entre os dois atores, que narram a história e interpretam os personagens. Assim, a linguagem cênica se alterna entre narração e dramatização, que ocorre em cenário que simula um estúdio cinematográfico.

Amar, Verbo Intransitivo – Teatro. Na Oficina Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, em São Paulo. De quinta e sexta às 20h e, sábado, às 18h. Até 29 de junho. Gratuito.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;