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Para garantir espaço, PSD e PPS formam bloquinho em S.Caetano


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

12/12/2012 | 07:00


As bancadas do PSD e PPS oficializaram ontem a formação de um bloquinho na Câmara de São Caetano para a próxima legislatura. Sem se declarar oposição, o grupo tem objetivo de garantir espaço para discutir e opinar em projetos de lei que venham a ser apresentados pelo prefeito eleito, Paulo Pinheiro (PMDB).

A bancada contará com uma bancada de quatro vereadores eleitos: por parte do PPS, Carlos Humberto Seraphim e Marcel Munhoz; pelo PSD, Magali Aparecida Selva Pinto e Fábio Soares. Eles fazem parte do grupo de 15 parlamentares eleitos (a Câmara abriga 19 cadeiras) pela coligação proporcional da prefeiturável derrotada Regina Maura Zetone (PTB).

Por falta de contato de Pinheiro, o bloquinho quer aguardar diálogo para definir como se posicionará: oposição ou situação. "Por enquanto somos independentes. Vamos esperar o Paulo Pinheiro montar o governo para ver como vai ser", disse Seraphim. O PPS havia se posicionado como situação, mesmo sem ter dialogado com o prefeito eleito. "Não estamos aqui para atrapalhar. Vamos votar tudo que for bom para a cidade", comentou Munhoz.

"Estamos em busca de governabilidade. Queremos espaço para discutir e opinar dentro da Câmara. Ninguém está pensando nisso, só discutem presidência do Legislativo e composição com o governo", disse Soares. De acordo com o grupo, a iniciativa de formalizar a união é também para evitar especulações. "Muitos grupos estão se articulando e dizendo que nós também fazemos parte, mas ninguém nos consultou", comentou Magali.

A possibilidade de representarem herança da gestão do prefeito José Auricchio Júnior (PTB) foi negada. "As propostas da Regina (durante a campanha) também eram nossas. Todos nós fomos fiéis a ela e temos compromisso com nossos eleitores", afirmou Magali. Soares disse que a união das bancadas já foi informada ao petebista e ao futuro prefeito. "Receberam bem a notícia", discorreu.

A influência do petebista e do coordenador regional do PPS, deputado estadual Alex Manente, também foi descartada pelo bloquinho. Até o encerramento da eleição, a dupla expunha bom relacionamento. A possibilidade de emplacarem uma dobrada de candidaturas a deputado federal (Alex) e estadual (Auricchio) chegou a ser ventilada nos bastidores.

 

Briga por cargos agita bastidor da última sessão do ano da Câmara

A queixa do vereador Cabo Dias (PV) pelo fato de ser o único entre os 12 vereadores a contar com apenas quatro assessores parlamentares, sendo que os outros gabinetes têm seis funcionários cada, esquentou o clima da última sessão ordinária do ano na Câmara de São Caetano, ontem.

Nos corredores, parlamentares disseram que o verde estava sendo "passado para trás". O presidente da Casa, Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão (PSB), foi apontado como possível responsável pela manobra. Procurado, ele não retornou aos contatos do Diário.

Apenas anteontem, o verde descobriu o fato e cogitou a possibilidade de renunciar ao cargo em protesto. Durante a sessão, os trabalhos foram suspensos e o colegiado se reuniu a portas fechadas. O prefeito eleito, Paulo Pinheiro (PMDB), disse ter colocado panos quentes no impasse. "Falei para ele não manchar o mandato com uma renúncia. Não brigar e não tratar o Sidão daquela maneira."

 



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Para garantir espaço, PSD e PPS formam bloquinho em S.Caetano

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

12/12/2012 | 07:00


As bancadas do PSD e PPS oficializaram ontem a formação de um bloquinho na Câmara de São Caetano para a próxima legislatura. Sem se declarar oposição, o grupo tem objetivo de garantir espaço para discutir e opinar em projetos de lei que venham a ser apresentados pelo prefeito eleito, Paulo Pinheiro (PMDB).

A bancada contará com uma bancada de quatro vereadores eleitos: por parte do PPS, Carlos Humberto Seraphim e Marcel Munhoz; pelo PSD, Magali Aparecida Selva Pinto e Fábio Soares. Eles fazem parte do grupo de 15 parlamentares eleitos (a Câmara abriga 19 cadeiras) pela coligação proporcional da prefeiturável derrotada Regina Maura Zetone (PTB).

Por falta de contato de Pinheiro, o bloquinho quer aguardar diálogo para definir como se posicionará: oposição ou situação. "Por enquanto somos independentes. Vamos esperar o Paulo Pinheiro montar o governo para ver como vai ser", disse Seraphim. O PPS havia se posicionado como situação, mesmo sem ter dialogado com o prefeito eleito. "Não estamos aqui para atrapalhar. Vamos votar tudo que for bom para a cidade", comentou Munhoz.

"Estamos em busca de governabilidade. Queremos espaço para discutir e opinar dentro da Câmara. Ninguém está pensando nisso, só discutem presidência do Legislativo e composição com o governo", disse Soares. De acordo com o grupo, a iniciativa de formalizar a união é também para evitar especulações. "Muitos grupos estão se articulando e dizendo que nós também fazemos parte, mas ninguém nos consultou", comentou Magali.

A possibilidade de representarem herança da gestão do prefeito José Auricchio Júnior (PTB) foi negada. "As propostas da Regina (durante a campanha) também eram nossas. Todos nós fomos fiéis a ela e temos compromisso com nossos eleitores", afirmou Magali. Soares disse que a união das bancadas já foi informada ao petebista e ao futuro prefeito. "Receberam bem a notícia", discorreu.

A influência do petebista e do coordenador regional do PPS, deputado estadual Alex Manente, também foi descartada pelo bloquinho. Até o encerramento da eleição, a dupla expunha bom relacionamento. A possibilidade de emplacarem uma dobrada de candidaturas a deputado federal (Alex) e estadual (Auricchio) chegou a ser ventilada nos bastidores.

 

Briga por cargos agita bastidor da última sessão do ano da Câmara

A queixa do vereador Cabo Dias (PV) pelo fato de ser o único entre os 12 vereadores a contar com apenas quatro assessores parlamentares, sendo que os outros gabinetes têm seis funcionários cada, esquentou o clima da última sessão ordinária do ano na Câmara de São Caetano, ontem.

Nos corredores, parlamentares disseram que o verde estava sendo "passado para trás". O presidente da Casa, Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão (PSB), foi apontado como possível responsável pela manobra. Procurado, ele não retornou aos contatos do Diário.

Apenas anteontem, o verde descobriu o fato e cogitou a possibilidade de renunciar ao cargo em protesto. Durante a sessão, os trabalhos foram suspensos e o colegiado se reuniu a portas fechadas. O prefeito eleito, Paulo Pinheiro (PMDB), disse ter colocado panos quentes no impasse. "Falei para ele não manchar o mandato com uma renúncia. Não brigar e não tratar o Sidão daquela maneira."

 

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