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Uma vitrine chamada Brasil


Carlos Boschetti

12/06/2014 | 07:05


Estamos iniciando a maior festa esportiva do planeta. Estima-se que acima de 3,5 bilhões de pessoas assistirão às partidas da Copa do Mundo no Brasil. Nunca o País teve uma exposição global com tamanha dimensão. Todas as atenções estarão voltadas a tudo que for notícia por aqui, em todos segmentos: social, econômico, político, segurança, clima, mobilidade e opinião pública sobre o que estará acontecendo simultaneamente às partidas de futebol.

Nunca a mídia teve tanto interesse sobre o Brasil como nos últimos meses, somos o foco de toda atenção mundial. Vários chefes de Estado e presidentes confirmaram a participação. Todavia, será que conseguiremos ampliar a imagem de um país de belas praias, mulheres bonitas, clima tropical e do futebol?

Jamais vimos preocupação com segurança como nesse período das partidas e com as delegações e convidados para a abertura em São Paulo bem como com todas as cidades que sediarão os jogos.

Um plano estratégico foi desenvolvido e está sendo implantado envolvendo todas as forças armadas, Polícia Federal, polícias civil, militar e municipal utilizando alta tecnologia e trabalhando em parceria com a ONU, Interpol e polícia de todos os países que participaram do evento.

As escoltas dos ônibus das delegações parecem mais um comboio militar com um aparato não tão conhecido da população. As cenas na televisão da mobilidade dos atletas são prioritárias sobre os interesses da população, tornando o trânsito nas cidades já caótico ainda mais complicado e travado.

As ruas e avenidas que levam aos estádios foram todas recapeadas, pintadas e limpas para darem uma boa impressão aos turistas e visitantes.

O grande palco, a Arena Corinthians, localizado em Itaquera, será o centro de atenção de todo o planeta. Todas as câmeras, estarão voltadas para o show de abertura bem como a partida de abertura dos jogos.

Neste mesmo tempo, nossas fragilidades também estarão à vista de todos, como a carência urbana e social em torno de todas as arenas.

A primeira grande exposição foi a greve dos metroviários em São Paulo. Cenas percorreram todo o planeta demonstrando a fragilidade de nosso sistema de transporte de massa. Toda a sociedade foi afetada pela paralisação, gerando o caos no transito com recorde de congestionamento para o horário.

Toda essa mobilização e aprendizado para a segurança da Copa deveria ser também aplicada permanentemente após o evento, em benefício da população. Esperamos que o exército permaneça nas grandes cidades protegendo a população, os bens públicos e privados, orientando e selando pelo bem de todos.

Esperamos que os trinta dias da Copa sejam repletos de experiências positivas. Que o time do Brasil seja campeão dentro das quatro linhas dos gramados das arenas. Porque fora do gramado, o povo brasileiro já foi derrotado! 



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Uma vitrine chamada Brasil

Carlos Boschetti

12/06/2014 | 07:05


Estamos iniciando a maior festa esportiva do planeta. Estima-se que acima de 3,5 bilhões de pessoas assistirão às partidas da Copa do Mundo no Brasil. Nunca o País teve uma exposição global com tamanha dimensão. Todas as atenções estarão voltadas a tudo que for notícia por aqui, em todos segmentos: social, econômico, político, segurança, clima, mobilidade e opinião pública sobre o que estará acontecendo simultaneamente às partidas de futebol.

Nunca a mídia teve tanto interesse sobre o Brasil como nos últimos meses, somos o foco de toda atenção mundial. Vários chefes de Estado e presidentes confirmaram a participação. Todavia, será que conseguiremos ampliar a imagem de um país de belas praias, mulheres bonitas, clima tropical e do futebol?

Jamais vimos preocupação com segurança como nesse período das partidas e com as delegações e convidados para a abertura em São Paulo bem como com todas as cidades que sediarão os jogos.

Um plano estratégico foi desenvolvido e está sendo implantado envolvendo todas as forças armadas, Polícia Federal, polícias civil, militar e municipal utilizando alta tecnologia e trabalhando em parceria com a ONU, Interpol e polícia de todos os países que participaram do evento.

As escoltas dos ônibus das delegações parecem mais um comboio militar com um aparato não tão conhecido da população. As cenas na televisão da mobilidade dos atletas são prioritárias sobre os interesses da população, tornando o trânsito nas cidades já caótico ainda mais complicado e travado.

As ruas e avenidas que levam aos estádios foram todas recapeadas, pintadas e limpas para darem uma boa impressão aos turistas e visitantes.

O grande palco, a Arena Corinthians, localizado em Itaquera, será o centro de atenção de todo o planeta. Todas as câmeras, estarão voltadas para o show de abertura bem como a partida de abertura dos jogos.

Neste mesmo tempo, nossas fragilidades também estarão à vista de todos, como a carência urbana e social em torno de todas as arenas.

A primeira grande exposição foi a greve dos metroviários em São Paulo. Cenas percorreram todo o planeta demonstrando a fragilidade de nosso sistema de transporte de massa. Toda a sociedade foi afetada pela paralisação, gerando o caos no transito com recorde de congestionamento para o horário.

Toda essa mobilização e aprendizado para a segurança da Copa deveria ser também aplicada permanentemente após o evento, em benefício da população. Esperamos que o exército permaneça nas grandes cidades protegendo a população, os bens públicos e privados, orientando e selando pelo bem de todos.

Esperamos que os trinta dias da Copa sejam repletos de experiências positivas. Que o time do Brasil seja campeão dentro das quatro linhas dos gramados das arenas. Porque fora do gramado, o povo brasileiro já foi derrotado! 

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