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USCS adota medidas para melhorar relação com aluno

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

O reitor, Marcos Sidnei Bassi, faz balanço do primeiro ano de seu mandato


Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

01/06/2014 | 07:00


Há pouco mais de uma ano, quando assumiu a reitoria da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marcos Sidnei Bassi elegeu como prioridade tornar a relação da instituição com os alunos mais democrática. Superar os métodos autoritários, herdados de um sistema de educação tradicional, e abrir o diálogo franco com os estudantes não era apenas uma questão de princípios. Estimular a participação deles era fundamental para melhorar a qualidade do ensino e dos serviços ofertados.

Notivado por essas questões, em março de 2013, Bassi criou a Ouvidoria do Aluno, que atende a todos os tipos de reclamações, desde as burocracias que as secretarias não conseguem resolver, até as pedagógicas, relacionadas aos conteúdos ministrados em sala de aula e a didática dos professores.

O reitor se diz satisfeito com os primeiros resultados, mas afirma que há muito trabalho pela frente. Em entrevista ao Diário, o reitor fala sobre a abertura de cursos de graduação na área da Saúde – Biomedicina, Ciências Biológicas, Psicologia e Odontologia –, impulsionada pela Medicina, que tem registrado grande procura. Ele destaca ainda o programa de bolsas de estudos, do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e da associação criada para representar as instituições municipais de Ensino Superior.

Bassi é bacharel em Ciências Sociais e em Direito e pós-graduado em Administração pela USCS. É mestre em Administração pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Antes de assumir a reitoria, foi pró-reitor Administrativo e Financeiro da instituição entre 2008 e 2012.

O senhor assumiu o cargo de reitor em março do ano passado. Como avalia a atuação à frente da USCS nesse período?

Um dos grandes desafios era financeiro, orçamentário. A universidade vinha de uma crise que teve seu ápice em 2009, quando registrou o menor número de alunos matriculados. Desde então, a USCS vinha tentando recuperar essa receita. Alguns ajustes estão sendo feitos, e já vemos progresso. A folha de pagamento, que chegou a consumir 82% da receita há cinco anos, hoje, está em cerca de 70%. Esse era um desafio grande, equacionar melhor as despesas e a receita. Por conta disso, nossa capacidade de investimentos diminuiu, e problemas de infraestrutura foram se acumulando. Fizemos neste último ano esforços nessa área, manutenção de caixa d’água, banheiros, e instalação de wi-fi em todos os campi.

Em relação aos funcionários e alunos, quais ações foram implementadas?

Fizemos um plano e 49 funcionários conseguiram evoluir na carreira. É preciso reconhecer a importância deles na qualidade da escola, porque são eles que se relacionam diretamente com os alunos. Hoje temos cerca de 8.000 estudantes, pelo menos 6.000 na graduação. E nossa principal meta, que consideramos algo essencial, é mudar essa relação da USCS com o aluno, que hoje ainda é autoritária, torná-la mais democrática e transparente.

E quais são as estratégias para tornar a relação da universidade com o aluno melhor?

A criação da Ouvidoria do Aluno foi uma das minhas primeiras ações. O ouvidor, Paulo Mendes, é ex-aluno da USCS, foi presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), muito atuante. Brinco que ele reivindica mais que os próprios alunos. Esse canal de comunicação tem sido muito interessante. Além disso, nós estamos construindo uma relação com os representantes de classe. Começamos no ano passado, fizemos uma série de reuniões para discutir todos os tipos de problemas, desde desentendimentos com professores até questões mais amplas, como a grade curricular dos cursos, planos de disciplinas e calendário de provas. A gente tem percebido que esse grupo, o dos representantes de classe, é diferenciado, e nós contribuímos para a atuação deles, dando cursos de negociação e liderança aos fins de semana. Estamos melhorando a participação dos alunos. Costumo dizer que a podemos ter ótima infraestrutura, professores qualificados e todos os recursos, mas se o aluno não se envolver no processo, perdemos o jogo. Se eles não forem agentes participativos na melhoria da qualidade da educação ofertada, fica difícil avançar.

Como funciona a ouvidoria? Qual tem sido o retorno dos alunos sobre esse recurso?

A ouvidoria responde diretamente para o reitor. Funciona assim: o estudante tenta resolver seus problemas pelas vias normais, com a secretaria, com o professor. Se não conseguir, ele recorre ao ouvidor. O retorno é muito positivo. Os alunos têm apontado aspectos importantes, como por exemplo quando o curso não está de acordo com as exigências de mercado, ou quando têm dificuldades de aprender os conteúdos porque os professores são extremamente autoritários. Muitos docentes não mudaram seu modo de dar aula nos últimos dez anos, e hoje não dá para lidar dessa maneira. Com os que ainda tinham esse comportamento nós conversamos, tentamos reverter. Os que não reviram sua prática, infelizmente, foram afastados. Essas respostas têm sido satisfatórias. Medimos isso nas redes sociais. O número de reclamações de alunos diminuiu, o que nos aponta que estamos no caminho certo. Eles sabem que agora têm um espaço onde serão ouvidos em suas reivindicações, porque nosso objetivo é aumentar o comprometimento do aluno com o processo de ensino-aprendizagem. Outras instituições da região já nos procuraram para implementar a ouvidoria.

O curso de Medicina foi uma das grandes apostas da USCS neste ano. Como tem sido a experiência? Quais as expectativas para o próximo vestibular?

Avaliamos de maneira muito positiva. Acreditávamos que a procura pelo curso no vestibular de meio de ano (o processo seletivo será realizado no dia 15) seria menor. E nos surpreendemos com o aumento de 19% no número de inscritos. Os próprios alunos que já estão cursando fizeram propaganda. Ao todo, teremos 2.394 candidatos para 60 vagas. Quase metade deles, 1.104, são do interior de São Paulo e 270 são do Grande ABC. Outros 295 são de outros Estados e 725 declararam ser moradores da Capital. Os alunos estão bastante motivados. É um curso voltado para a Saúde pública, esse é o diferencial. Eles já têm aulas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), estão vendo como se trabalha, olhando no olhos dos pacientes do sistema público. Estão aprendendo a lidar com gente. É importante que tenham essa referência desde cedo. Em seis anos, teremos 720 alunos em Medicina na USCS, e, com a parceria com a Prefeitura, vamos usar os hospitais e os médicos da rede que atuam como tutores. Além da nossa rede pública, é possível que sejam firmados convênios com o Estado, para uso do Hospital Heliópolis, e também com a Prefeitura de São Bernardo, que colocou sua rede à disposição.

Há previsão de abertura de cursos de graduação para 2015?

Sim, queremos ampliar a oferta na área da Saúde. Alguns cursos estavam quase fechando no ano passado, e nós tomamos medida drástica para resolver essa questão. Reduzimos o valor das mensalidades em Fisioterapia, Nutrição, Educação Física e Enfermagem. Isso aumentou a procura. E agora vamos implementar Biomedicina, Ciências Biológicas, Psicologia e Odontologia, esse último em parceria com a Prefeitura. Vamos usar equipamentos e instalações que a cidade já possui. A ideia é, a exemplo da Medicina, fazer curso voltado para o atendimento público. Estamos elaborando os projetos pedagógicos para que possamos iniciar as aulas já em 2015.

Uma das promessas de campanha do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) era dar bolsas de estudos a todos os moradores de São Caetano na USCS. Essa questão avançou?

Tivemos reuniões e vamos formatar projeto em conjunto com a Prefeitura para viabilizar essa ampliação na concessão de bolsas. Acredito que, para o ano que vem, tenhamos novidades. Apostamos na ideia de que o aluno contemplado com a bolsa integral apresente contrapartida para o município, como a prestação de serviços, por exemplo. Essa nova proposta se somaria ao que já é realizado tanto pela Prefeitura – que repassa à USCS R$ 3 milhões em bolsas concedidas a estudantes de baixa renda – quanto pela universidade, que também dá descontos. Hoje, dos 6.000 graduandos, cerca de 2.500 contam com algum tipo de desconto para estudar, seja parcial ou total.

Como a USCS tem lidado com o sistema nacional de avaliação dos cursos, como o Enade? Que influência isso tem na grade curricular?

Estamos mal nessas avaliações, nossas notas no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) são baixas. Não estamos adequados ao que estão pedindo. O Enade pode, sim, ser melhorado, mas é uma prova importante. Quantificar é fundamentar para saber se estamos melhorando ou não. A participação da USCS não é obrigatória, porque somos uma instituição municipal. Mas temos que aprender a ser avaliados. E por isso estamos fazendo ajustes na grade e fazendo pesquisas qualitativas com os alunos. Há quem boicote esse exame, e isso também é algo relevante para nós. Se o estudante boicota é porque está insatisfeito com a escola, e temos que mudar isso.

Como é a relação das USCS com as outras instituições que têm o mesmo perfil – constituídas pelo poder público municipal, mas que sobrevivem das mensalidades?

Fundamos a Associação dos Institutos Municipais de Ensino Superior do Estado de São Paulo, com cerca de 40 integrantes de todo o Estado, incluindo a FSA (Fundação Santo André), a Unitau (Universidade de Taubaté). Nossa ideia é cobrar mais incentivo por parte do governo estadual, no sentindo de nos tornarmos parceiros na ampliação do Ensino Superior gratuito. Podemos ser uma alternativa, oferecer vagas gratuitas em parceria com o Estado, por exemplo. Essa associação é importante porque queremos ser mais ouvidos. Muitas dessas instituições municipais estão à míngua por falta de recursos e queremos reverter esse quadro.



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USCS adota medidas para melhorar relação com aluno

O reitor, Marcos Sidnei Bassi, faz balanço do primeiro ano de seu mandato

Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

01/06/2014 | 07:00


Há pouco mais de uma ano, quando assumiu a reitoria da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marcos Sidnei Bassi elegeu como prioridade tornar a relação da instituição com os alunos mais democrática. Superar os métodos autoritários, herdados de um sistema de educação tradicional, e abrir o diálogo franco com os estudantes não era apenas uma questão de princípios. Estimular a participação deles era fundamental para melhorar a qualidade do ensino e dos serviços ofertados.

Notivado por essas questões, em março de 2013, Bassi criou a Ouvidoria do Aluno, que atende a todos os tipos de reclamações, desde as burocracias que as secretarias não conseguem resolver, até as pedagógicas, relacionadas aos conteúdos ministrados em sala de aula e a didática dos professores.

O reitor se diz satisfeito com os primeiros resultados, mas afirma que há muito trabalho pela frente. Em entrevista ao Diário, o reitor fala sobre a abertura de cursos de graduação na área da Saúde – Biomedicina, Ciências Biológicas, Psicologia e Odontologia –, impulsionada pela Medicina, que tem registrado grande procura. Ele destaca ainda o programa de bolsas de estudos, do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e da associação criada para representar as instituições municipais de Ensino Superior.

Bassi é bacharel em Ciências Sociais e em Direito e pós-graduado em Administração pela USCS. É mestre em Administração pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Antes de assumir a reitoria, foi pró-reitor Administrativo e Financeiro da instituição entre 2008 e 2012.

O senhor assumiu o cargo de reitor em março do ano passado. Como avalia a atuação à frente da USCS nesse período?

Um dos grandes desafios era financeiro, orçamentário. A universidade vinha de uma crise que teve seu ápice em 2009, quando registrou o menor número de alunos matriculados. Desde então, a USCS vinha tentando recuperar essa receita. Alguns ajustes estão sendo feitos, e já vemos progresso. A folha de pagamento, que chegou a consumir 82% da receita há cinco anos, hoje, está em cerca de 70%. Esse era um desafio grande, equacionar melhor as despesas e a receita. Por conta disso, nossa capacidade de investimentos diminuiu, e problemas de infraestrutura foram se acumulando. Fizemos neste último ano esforços nessa área, manutenção de caixa d’água, banheiros, e instalação de wi-fi em todos os campi.

Em relação aos funcionários e alunos, quais ações foram implementadas?

Fizemos um plano e 49 funcionários conseguiram evoluir na carreira. É preciso reconhecer a importância deles na qualidade da escola, porque são eles que se relacionam diretamente com os alunos. Hoje temos cerca de 8.000 estudantes, pelo menos 6.000 na graduação. E nossa principal meta, que consideramos algo essencial, é mudar essa relação da USCS com o aluno, que hoje ainda é autoritária, torná-la mais democrática e transparente.

E quais são as estratégias para tornar a relação da universidade com o aluno melhor?

A criação da Ouvidoria do Aluno foi uma das minhas primeiras ações. O ouvidor, Paulo Mendes, é ex-aluno da USCS, foi presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), muito atuante. Brinco que ele reivindica mais que os próprios alunos. Esse canal de comunicação tem sido muito interessante. Além disso, nós estamos construindo uma relação com os representantes de classe. Começamos no ano passado, fizemos uma série de reuniões para discutir todos os tipos de problemas, desde desentendimentos com professores até questões mais amplas, como a grade curricular dos cursos, planos de disciplinas e calendário de provas. A gente tem percebido que esse grupo, o dos representantes de classe, é diferenciado, e nós contribuímos para a atuação deles, dando cursos de negociação e liderança aos fins de semana. Estamos melhorando a participação dos alunos. Costumo dizer que a podemos ter ótima infraestrutura, professores qualificados e todos os recursos, mas se o aluno não se envolver no processo, perdemos o jogo. Se eles não forem agentes participativos na melhoria da qualidade da educação ofertada, fica difícil avançar.

Como funciona a ouvidoria? Qual tem sido o retorno dos alunos sobre esse recurso?

A ouvidoria responde diretamente para o reitor. Funciona assim: o estudante tenta resolver seus problemas pelas vias normais, com a secretaria, com o professor. Se não conseguir, ele recorre ao ouvidor. O retorno é muito positivo. Os alunos têm apontado aspectos importantes, como por exemplo quando o curso não está de acordo com as exigências de mercado, ou quando têm dificuldades de aprender os conteúdos porque os professores são extremamente autoritários. Muitos docentes não mudaram seu modo de dar aula nos últimos dez anos, e hoje não dá para lidar dessa maneira. Com os que ainda tinham esse comportamento nós conversamos, tentamos reverter. Os que não reviram sua prática, infelizmente, foram afastados. Essas respostas têm sido satisfatórias. Medimos isso nas redes sociais. O número de reclamações de alunos diminuiu, o que nos aponta que estamos no caminho certo. Eles sabem que agora têm um espaço onde serão ouvidos em suas reivindicações, porque nosso objetivo é aumentar o comprometimento do aluno com o processo de ensino-aprendizagem. Outras instituições da região já nos procuraram para implementar a ouvidoria.

O curso de Medicina foi uma das grandes apostas da USCS neste ano. Como tem sido a experiência? Quais as expectativas para o próximo vestibular?

Avaliamos de maneira muito positiva. Acreditávamos que a procura pelo curso no vestibular de meio de ano (o processo seletivo será realizado no dia 15) seria menor. E nos surpreendemos com o aumento de 19% no número de inscritos. Os próprios alunos que já estão cursando fizeram propaganda. Ao todo, teremos 2.394 candidatos para 60 vagas. Quase metade deles, 1.104, são do interior de São Paulo e 270 são do Grande ABC. Outros 295 são de outros Estados e 725 declararam ser moradores da Capital. Os alunos estão bastante motivados. É um curso voltado para a Saúde pública, esse é o diferencial. Eles já têm aulas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), estão vendo como se trabalha, olhando no olhos dos pacientes do sistema público. Estão aprendendo a lidar com gente. É importante que tenham essa referência desde cedo. Em seis anos, teremos 720 alunos em Medicina na USCS, e, com a parceria com a Prefeitura, vamos usar os hospitais e os médicos da rede que atuam como tutores. Além da nossa rede pública, é possível que sejam firmados convênios com o Estado, para uso do Hospital Heliópolis, e também com a Prefeitura de São Bernardo, que colocou sua rede à disposição.

Há previsão de abertura de cursos de graduação para 2015?

Sim, queremos ampliar a oferta na área da Saúde. Alguns cursos estavam quase fechando no ano passado, e nós tomamos medida drástica para resolver essa questão. Reduzimos o valor das mensalidades em Fisioterapia, Nutrição, Educação Física e Enfermagem. Isso aumentou a procura. E agora vamos implementar Biomedicina, Ciências Biológicas, Psicologia e Odontologia, esse último em parceria com a Prefeitura. Vamos usar equipamentos e instalações que a cidade já possui. A ideia é, a exemplo da Medicina, fazer curso voltado para o atendimento público. Estamos elaborando os projetos pedagógicos para que possamos iniciar as aulas já em 2015.

Uma das promessas de campanha do prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) era dar bolsas de estudos a todos os moradores de São Caetano na USCS. Essa questão avançou?

Tivemos reuniões e vamos formatar projeto em conjunto com a Prefeitura para viabilizar essa ampliação na concessão de bolsas. Acredito que, para o ano que vem, tenhamos novidades. Apostamos na ideia de que o aluno contemplado com a bolsa integral apresente contrapartida para o município, como a prestação de serviços, por exemplo. Essa nova proposta se somaria ao que já é realizado tanto pela Prefeitura – que repassa à USCS R$ 3 milhões em bolsas concedidas a estudantes de baixa renda – quanto pela universidade, que também dá descontos. Hoje, dos 6.000 graduandos, cerca de 2.500 contam com algum tipo de desconto para estudar, seja parcial ou total.

Como a USCS tem lidado com o sistema nacional de avaliação dos cursos, como o Enade? Que influência isso tem na grade curricular?

Estamos mal nessas avaliações, nossas notas no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) são baixas. Não estamos adequados ao que estão pedindo. O Enade pode, sim, ser melhorado, mas é uma prova importante. Quantificar é fundamentar para saber se estamos melhorando ou não. A participação da USCS não é obrigatória, porque somos uma instituição municipal. Mas temos que aprender a ser avaliados. E por isso estamos fazendo ajustes na grade e fazendo pesquisas qualitativas com os alunos. Há quem boicote esse exame, e isso também é algo relevante para nós. Se o estudante boicota é porque está insatisfeito com a escola, e temos que mudar isso.

Como é a relação das USCS com as outras instituições que têm o mesmo perfil – constituídas pelo poder público municipal, mas que sobrevivem das mensalidades?

Fundamos a Associação dos Institutos Municipais de Ensino Superior do Estado de São Paulo, com cerca de 40 integrantes de todo o Estado, incluindo a FSA (Fundação Santo André), a Unitau (Universidade de Taubaté). Nossa ideia é cobrar mais incentivo por parte do governo estadual, no sentindo de nos tornarmos parceiros na ampliação do Ensino Superior gratuito. Podemos ser uma alternativa, oferecer vagas gratuitas em parceria com o Estado, por exemplo. Essa associação é importante porque queremos ser mais ouvidos. Muitas dessas instituições municipais estão à míngua por falta de recursos e queremos reverter esse quadro.

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