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Produtoras trocam casas de espetáculo por clubes na região


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:49


Os clubes e agremiações já ocupam o lugar das casas de shows do Grande ABC na preferência das produtoras de eventos. Segundo empresas do ramo consultadas, apenas 10% dos shows e festas musicais da região são realizados em estabelecimentos como Status Music Hall, de Santo André, Victoria Hall, de São Caetano, e Espaço Lux, de São Bernardo – únicas casas de shows da região.

“Isso acontece porque as locações nos clubes são mais baratas e as agremiações têm poder para atrair mais público, visto que um clube agrega grande número de sócios”, afirma José Severiano, diretor regional para o Grande ABC do Sindiclube (Sindicatos dos Clubes do Estado de São Paulo). Os produtores destacam também o fato de os clubes serem mais atrativos para patrocinadores, que atualmente são os grandes responsáveis pela realização dos shows.

Segundo Severiano, a grande maioria dos eventos realizados por produtoras ocorre no Clube Atlético Aramaçan, de Santo André, Associação Atlética Industrial, de Mauá, ADC (Associação Desportiva Classista) Volkswagen, em São Bernardo, e ADC General Motors, de São Caetano. Uma das casas com maior capacidade para shows da região, a Estância Alto da Serra, tem departamento de produção de eventos próprio, e não trabalha com produtoras independentes.

Na Espaço Lux, de São Bernardo, apenas 10% dos eventos realizados são shows ou festas musicais. O relações públicas do espaço, Nelson Sargiani, afirmou que as produtoras preferem os clubes devido ao custo operacional ser mais baixo. “As casas de shows hoje fazem, em sua maioria, eventos sociais, como casamentos e formaturas.”

Segundo o sócio-proprietário da TCR Eventos, Carlos Alessandro Prozo – que atua no ramo há 25 anos –, os eventos musicais em casas de espetáculos não dão mais certo na região, e representam 10% dos shows realizados. “O grande problema é conseguir patrocínio para eventos nas casas. Nos clubes, não temos esse problema, porque eles já têm tradição de levar muita gente para os shows.” O produtor enfatiza que já produziu espetáculos de artistas importantes da MPB para os clubes da região como Ana Carolina, Maria Rita, Djavan e Roberto Carlos, além de bandas internacionais, como Faith no More, Deep Purple e Ramones.

“Logo que o Status Music Hall abriu, realizei diversos shows. No começo as coisas foram boas, mas depois morreu. Não sei explicar o porquê de as casas de shows da região não darem certo para eventos musicais com grandes artistas. O fato é que estamos deixando de lado esses lugares e optando pelos clubes.”

“As casas de shows desapareceram do mercado. Tentei levar o show da banda Capital Inicial recentemente para o Status Music Hall, e os ingressos não foram vendidos. Se fosse em algum dos clubes, isso não aconteceria”, conta Soraia Souza Santos, da Alternativa Produções, de Santo André. Ela afirma que quase 100% dos eventos que produz são realizados em clubes ou associações da região.

A Maxxy Produções, de Santo André, voltada para o segmento de forró (leia texto nesta página), realiza shows musicais na Associação Recreativa Ford, mais conhecida como Clube da Ford, e no Aramaçan. Para o empresário Serginho Maxxy, a dificuldade de utilizar as casas de shows é a pequena capacidade de clientes que comportam. “Os clubes são maiores e temos de pensar nisso ao produzirmos shows de artistas de peso.”



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Produtoras trocam casas de espetáculo por clubes na região

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:49


Os clubes e agremiações já ocupam o lugar das casas de shows do Grande ABC na preferência das produtoras de eventos. Segundo empresas do ramo consultadas, apenas 10% dos shows e festas musicais da região são realizados em estabelecimentos como Status Music Hall, de Santo André, Victoria Hall, de São Caetano, e Espaço Lux, de São Bernardo – únicas casas de shows da região.

“Isso acontece porque as locações nos clubes são mais baratas e as agremiações têm poder para atrair mais público, visto que um clube agrega grande número de sócios”, afirma José Severiano, diretor regional para o Grande ABC do Sindiclube (Sindicatos dos Clubes do Estado de São Paulo). Os produtores destacam também o fato de os clubes serem mais atrativos para patrocinadores, que atualmente são os grandes responsáveis pela realização dos shows.

Segundo Severiano, a grande maioria dos eventos realizados por produtoras ocorre no Clube Atlético Aramaçan, de Santo André, Associação Atlética Industrial, de Mauá, ADC (Associação Desportiva Classista) Volkswagen, em São Bernardo, e ADC General Motors, de São Caetano. Uma das casas com maior capacidade para shows da região, a Estância Alto da Serra, tem departamento de produção de eventos próprio, e não trabalha com produtoras independentes.

Na Espaço Lux, de São Bernardo, apenas 10% dos eventos realizados são shows ou festas musicais. O relações públicas do espaço, Nelson Sargiani, afirmou que as produtoras preferem os clubes devido ao custo operacional ser mais baixo. “As casas de shows hoje fazem, em sua maioria, eventos sociais, como casamentos e formaturas.”

Segundo o sócio-proprietário da TCR Eventos, Carlos Alessandro Prozo – que atua no ramo há 25 anos –, os eventos musicais em casas de espetáculos não dão mais certo na região, e representam 10% dos shows realizados. “O grande problema é conseguir patrocínio para eventos nas casas. Nos clubes, não temos esse problema, porque eles já têm tradição de levar muita gente para os shows.” O produtor enfatiza que já produziu espetáculos de artistas importantes da MPB para os clubes da região como Ana Carolina, Maria Rita, Djavan e Roberto Carlos, além de bandas internacionais, como Faith no More, Deep Purple e Ramones.

“Logo que o Status Music Hall abriu, realizei diversos shows. No começo as coisas foram boas, mas depois morreu. Não sei explicar o porquê de as casas de shows da região não darem certo para eventos musicais com grandes artistas. O fato é que estamos deixando de lado esses lugares e optando pelos clubes.”

“As casas de shows desapareceram do mercado. Tentei levar o show da banda Capital Inicial recentemente para o Status Music Hall, e os ingressos não foram vendidos. Se fosse em algum dos clubes, isso não aconteceria”, conta Soraia Souza Santos, da Alternativa Produções, de Santo André. Ela afirma que quase 100% dos eventos que produz são realizados em clubes ou associações da região.

A Maxxy Produções, de Santo André, voltada para o segmento de forró (leia texto nesta página), realiza shows musicais na Associação Recreativa Ford, mais conhecida como Clube da Ford, e no Aramaçan. Para o empresário Serginho Maxxy, a dificuldade de utilizar as casas de shows é a pequena capacidade de clientes que comportam. “Os clubes são maiores e temos de pensar nisso ao produzirmos shows de artistas de peso.”

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