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Centro automotivo ganha espaço


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:52


Lojas especializadas em serviços automotivos proliferam no Grande ABC. Somente nos últimos três anos, Santo André e São Bernardo – as duas cidades com maior frota entre os sete municípios da região, com pouco mais de 480 mil veículos em circulação – ganharam sete novos centros automotivos. Desses, quatro estão instalados em shoppings e estacionamentos de hipermercados.

O segmento se expande como alternativa aos altos preços das concessionárias e os perigos escondidos em pequenas mecânicas, segundo consumidores. “Os centros automotivos são opção para quem já não se engana pela grandiosidade das concessionárias, mas também tem medo de enfrentar curiosos”, avalia o arquiteto Jorge Lobatto, de São Bernardo. Ele diz que costuma deixar o carro para revisões enquanto faz compras de supermercado.

Embora o ritmo de expansão seja motivo de comemoração para as novas empresas do setor, o aumento da oferta de serviços automotivos provoca certo receio. Empresários do ramo temem a saturação a longo prazo, em conseqüência da concorrência excessiva e da participação em peso de grandes redes de hipermercados. A disputa acirrada, no entanto, desponta como um dos principais fatores responsáveis pela queda nos preços dos serviços.

O temor, porém, pode não passar de cautela. O mercado de serviços automotivos está longe da estagnação, segundo o diretor comercial da rede Oficina Brasil, Marcos Yukio Hamada. Fundada em 1988, em Santo André, a empresa tem três unidades na cidade, três em São Bernardo e uma em Diadema, e planeja inaugurar até dezembro outra em São Caetano. “Vamos cercar a região. O Grande ABC sempre se mostrou muito receptivo a esse tipo de serviço e, por isso, vamos retribuir a fidelidade.”

Hamada aposta que o aumento da produção de carros e a facilidade de compra, resultado do aumento do crédito, vão ampliar os horizontes do mercado de serviços automotivos. “Não podemos imaginar que o mercado não vai crescer. Quando aumenta o número de carros, aumenta nossa demanda. Assim, acompanhamos naturalmente o crescimento do setor.”

Investimento – O empresário Antenor Augusto Souza, proprietário da Oficina Brasil no Carrefour Oratório, em Santo André, confirma o bom momento do setor. Ele investiu há seis meses R$ 700 mil para abrir a unidade, que fica dentro do estacionamento do hipermercado. “Não tenho dúvidas que atualmente há cliente para todos. Nos últimos três meses dobrei o faturamento da loja, e o ritmo não dá sinais de que vai desacelerar.”

Souza destaca o bom desempenho da loja no serviço de conversão do motor para bicombustível. “O cenário nacional favorece a conversão. O preço alto da gasolina e o baixo do álcool, além da consolidação da nossa empresa entre as maiores do ramo, são os principais responsáveis. Afinal, estabelecer uma relação de confiança com os clientes é fundamental para o sucesso do negócio.”

O gerente do Centro Automotivo Ricauto, em Santo André, Armando Carrara, atribui o crescimento da demanda na região à maior confiança do consumidor nas lojas que prestam serviços fora das concessionárias. “O cliente sempre quer preço e qualidade em serviços. A relação custo/benefício dos centros automotivos é sempre superior em relação às revendas. É fato. Assim que os carros zero quilômetro saem da garantia de fábrica – geralmente de um ano – os proprietários buscam alternativas economicamente mais viáveis para manter as revisões do veículo em dia”, avalia o gerente, há seis meses na região.



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Centro automotivo ganha espaço

Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:52


Lojas especializadas em serviços automotivos proliferam no Grande ABC. Somente nos últimos três anos, Santo André e São Bernardo – as duas cidades com maior frota entre os sete municípios da região, com pouco mais de 480 mil veículos em circulação – ganharam sete novos centros automotivos. Desses, quatro estão instalados em shoppings e estacionamentos de hipermercados.

O segmento se expande como alternativa aos altos preços das concessionárias e os perigos escondidos em pequenas mecânicas, segundo consumidores. “Os centros automotivos são opção para quem já não se engana pela grandiosidade das concessionárias, mas também tem medo de enfrentar curiosos”, avalia o arquiteto Jorge Lobatto, de São Bernardo. Ele diz que costuma deixar o carro para revisões enquanto faz compras de supermercado.

Embora o ritmo de expansão seja motivo de comemoração para as novas empresas do setor, o aumento da oferta de serviços automotivos provoca certo receio. Empresários do ramo temem a saturação a longo prazo, em conseqüência da concorrência excessiva e da participação em peso de grandes redes de hipermercados. A disputa acirrada, no entanto, desponta como um dos principais fatores responsáveis pela queda nos preços dos serviços.

O temor, porém, pode não passar de cautela. O mercado de serviços automotivos está longe da estagnação, segundo o diretor comercial da rede Oficina Brasil, Marcos Yukio Hamada. Fundada em 1988, em Santo André, a empresa tem três unidades na cidade, três em São Bernardo e uma em Diadema, e planeja inaugurar até dezembro outra em São Caetano. “Vamos cercar a região. O Grande ABC sempre se mostrou muito receptivo a esse tipo de serviço e, por isso, vamos retribuir a fidelidade.”

Hamada aposta que o aumento da produção de carros e a facilidade de compra, resultado do aumento do crédito, vão ampliar os horizontes do mercado de serviços automotivos. “Não podemos imaginar que o mercado não vai crescer. Quando aumenta o número de carros, aumenta nossa demanda. Assim, acompanhamos naturalmente o crescimento do setor.”

Investimento – O empresário Antenor Augusto Souza, proprietário da Oficina Brasil no Carrefour Oratório, em Santo André, confirma o bom momento do setor. Ele investiu há seis meses R$ 700 mil para abrir a unidade, que fica dentro do estacionamento do hipermercado. “Não tenho dúvidas que atualmente há cliente para todos. Nos últimos três meses dobrei o faturamento da loja, e o ritmo não dá sinais de que vai desacelerar.”

Souza destaca o bom desempenho da loja no serviço de conversão do motor para bicombustível. “O cenário nacional favorece a conversão. O preço alto da gasolina e o baixo do álcool, além da consolidação da nossa empresa entre as maiores do ramo, são os principais responsáveis. Afinal, estabelecer uma relação de confiança com os clientes é fundamental para o sucesso do negócio.”

O gerente do Centro Automotivo Ricauto, em Santo André, Armando Carrara, atribui o crescimento da demanda na região à maior confiança do consumidor nas lojas que prestam serviços fora das concessionárias. “O cliente sempre quer preço e qualidade em serviços. A relação custo/benefício dos centros automotivos é sempre superior em relação às revendas. É fato. Assim que os carros zero quilômetro saem da garantia de fábrica – geralmente de um ano – os proprietários buscam alternativas economicamente mais viáveis para manter as revisões do veículo em dia”, avalia o gerente, há seis meses na região.

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