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Sala virtual incrementa produção de veículos


Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:48


Reduzir o tempo entre a concepção e a produção de um veículo é uma maneira para permanecer competitivo no acirrado setor automotivo. Para isso, as montadoras têm investido no uso de salas de realidade virtual como meio de auxiliar os processos internos de tomada de decisão.

De acordo com Marcelo Zuffo, professor e coordenador da área de meios interativos do LSI (Laboratório de Sistemas Integráveis) da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), existem cerca de 30 salas de realidade virtual no país, das quais três a quatro estão em montadoras. Uma das salas é da General Motors, em funcionamento há seis meses, segundo a empresa, que não revela a unidade na qual está instalada.

“Por uma questão de sigilo industrial, as empresas não gostam de divulgar que usam a realidade virtual”, diz Zuffo. De acordo com o profissional, o uso de visualização imersiva é a principal proposta da realidade virtual e a tecnologia é empregada para a análise espacial de formas, além de questões de manufatura e viabilidade econômica. A tecnologia auxilia no aprimoramento do AutoCAD (programa de computador empregado na criação do design de automóveis) e na redução do uso de maquetes.

As expectativas de ganho de tempo com a tecnologia hoje são da ordem de 100%. “Há cinco anos, produzia-se um carro em 36 meses. Hoje, a meta é 18 meses, entre a idéia e o produto manufaturado. Acredita-se que a realidade virtual seja um fator determinante para se conseguir esse ganho de tempo na indústria automotiva.”

As montadoras foram pioneiras na utilização da realidade virtual e começaram a incorporar a tecnologia em 1993 na Europa, principalmente na indústria alemã. “Marcas como Volkswagen, Audi, BMW, Mercedes-Benz já deixaram claro que a realidade virtual é um caminho sem volta. A Volkswagen, na Alemanha, tem mais de uma centena de estúdios de realidade virtual”, afirma. No Brasil, a tecnologia chegou em 1998 para as indústrias automotiva, aeronáutica e petrolífera.

De acordo com Zuffo, em um típico projeto de um novo automóvel são envolvidos cerca de 5 mil engenheiros. “Imagine como é você tomar decisões e como é este processo dentro da empresa. A realidade virtual nada mais é do que um lubrificante tecnológico para todo este processo de tomada de decisão”, diz.

Além das montadoras, as salas de realidade virtual no Brasil estão localizadas na Petrobras, Embraer e em universidades. A USP mantém a Caverna Digital, infra-estrutura de realidade virtual voltada para aplicações científicas e tecnológicas inaugurada em abril de 2001.

Segundo Zuffo, a indústria petroquímica tem grande potencial para utilização da realidade virtual em questões como mapeamento de riscos ambientais, construção de plantas e concepção espacial de conexões e tubulações. “Desconheço que a realidade virtual seja usada na indústria petroquímica brasileira. Mas existem relatos da utilização no Japão, Estados Unidos e em países da Europa”, diz.



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Sala virtual incrementa produção de veículos

Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:48


Reduzir o tempo entre a concepção e a produção de um veículo é uma maneira para permanecer competitivo no acirrado setor automotivo. Para isso, as montadoras têm investido no uso de salas de realidade virtual como meio de auxiliar os processos internos de tomada de decisão.

De acordo com Marcelo Zuffo, professor e coordenador da área de meios interativos do LSI (Laboratório de Sistemas Integráveis) da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), existem cerca de 30 salas de realidade virtual no país, das quais três a quatro estão em montadoras. Uma das salas é da General Motors, em funcionamento há seis meses, segundo a empresa, que não revela a unidade na qual está instalada.

“Por uma questão de sigilo industrial, as empresas não gostam de divulgar que usam a realidade virtual”, diz Zuffo. De acordo com o profissional, o uso de visualização imersiva é a principal proposta da realidade virtual e a tecnologia é empregada para a análise espacial de formas, além de questões de manufatura e viabilidade econômica. A tecnologia auxilia no aprimoramento do AutoCAD (programa de computador empregado na criação do design de automóveis) e na redução do uso de maquetes.

As expectativas de ganho de tempo com a tecnologia hoje são da ordem de 100%. “Há cinco anos, produzia-se um carro em 36 meses. Hoje, a meta é 18 meses, entre a idéia e o produto manufaturado. Acredita-se que a realidade virtual seja um fator determinante para se conseguir esse ganho de tempo na indústria automotiva.”

As montadoras foram pioneiras na utilização da realidade virtual e começaram a incorporar a tecnologia em 1993 na Europa, principalmente na indústria alemã. “Marcas como Volkswagen, Audi, BMW, Mercedes-Benz já deixaram claro que a realidade virtual é um caminho sem volta. A Volkswagen, na Alemanha, tem mais de uma centena de estúdios de realidade virtual”, afirma. No Brasil, a tecnologia chegou em 1998 para as indústrias automotiva, aeronáutica e petrolífera.

De acordo com Zuffo, em um típico projeto de um novo automóvel são envolvidos cerca de 5 mil engenheiros. “Imagine como é você tomar decisões e como é este processo dentro da empresa. A realidade virtual nada mais é do que um lubrificante tecnológico para todo este processo de tomada de decisão”, diz.

Além das montadoras, as salas de realidade virtual no Brasil estão localizadas na Petrobras, Embraer e em universidades. A USP mantém a Caverna Digital, infra-estrutura de realidade virtual voltada para aplicações científicas e tecnológicas inaugurada em abril de 2001.

Segundo Zuffo, a indústria petroquímica tem grande potencial para utilização da realidade virtual em questões como mapeamento de riscos ambientais, construção de plantas e concepção espacial de conexões e tubulações. “Desconheço que a realidade virtual seja usada na indústria petroquímica brasileira. Mas existem relatos da utilização no Japão, Estados Unidos e em países da Europa”, diz.

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