Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 20 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Inês Maria defende maior engajamento na política


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:15


 A primeira-dama de Diadema, a assistente social Inês Maria Boffi de Filippi, 45 anos, destoa das demais primeiras-damas do Grande ABC: ela começou a trabalhar na Prefeitura antes do marido, o prefeito José de Filippi Júnior (PT). Inês defende que toda primeira-dama se envolva com política, assim como acredita que todo cidadão também deveria fazê-lo. “Por estar mais próxima de uma pessoa que detém o poder em determinado momento histórico, é importante que a primeira-dama participe.”

Inês Maria explica que a cidade não tem um Fundo Social e que ela é a responsável por orientar as ações das secretarias municipais para a área social com programas como o Fome Zero e o Banco de Alimentos.

A primeira-dama também revela que a paixão por política transformou o tema em assunto corriqueiro na família Filippi. Desde cedo, os filhos do casal, Pedro, 16 anos, e Lucas, 12 anos, “sabem tudo” sobre o cenário político, diz a mãe.

Inês Maria começou na política na década de 80, como militante em movimentos de habitação. “Havia as comunidades eclesiais de base, e comecei a participar das comunidades da igreja católica do meu bairro. Foi aí que passei a tomar contato com os assuntos do país, as reivindicações do bairro em que eu morava”, conta. A primeira-dama e o marido conheceram-se em 1982, em uma comunidade na qual atuavam.

“Foi em uma reunião na igreja de um movimento da região que, naquela época, promoveu uma ocupação de terra em uma área da TV Record. Não me lembro o bairro, mas era na zona Sul de São Paulo. As comunidades começaram a dar apoio a essa ocupação, e o Filippi acabara de chegar lá, contratado pelo movimento comunitário para a construção dos centros comunitários na região. Ele era recém-formado em engenharia, estava chegando no bairro e eu o conheci em uma das primeiras reuniões das quais ele participou. Pode-se dizer que nós nos conhecemos na luta.”

O trabalho comunitário levou Inês a trabalhar na Prefeitura de Diadema antes do marido. “Cheguei a Diadema antes dele, em 1983. Fiz serviço social na PUC e peguei toda a efervescência daquela época (década de 80). Vim para cá quando me formei. Algumas estudantes da PUC foram indicadas pela própria universidade para trabalhar aqui, no serviço social. Havia toda aquela alegria porque era a primeira cidade governada pelo PT, e alguns estudantes do movimento popular diziam que era importante ajudar nessa área do serviço social em Diadema.”

O próprio prefeito ganhou conhecimento na cidade ao trabalhar no movimento de habitação e foi chamado para ser secretário de Obras do então prefeito Gilson Menezes, em 1987. “Eu vim ser assistente social em Diadema numa época em que não existiam secretarias. A cidade tinha um movimento popular pela habitação tão forte que eu tinha de trabalhar durante a semana e, muitas vezes, vir a reuniões nos fins de semana. Em muitas dessas ocasiões, eu trouxe o Filippi comigo, e acabou que ele conheceu muitas pessoas da cidade”, explica . 

Apesar de toda a participação na vida política do município, a primeira-dama não planeja concorrer a nenhum cargo eletivo. “Adoro política, minha vida toda foi voltada para isso, mas não tenho como projeto pessoal uma candidatura”, declara.

Na avaliação de Inês Maria, as primeiras-damas devem ter papel político ativo na sociedade, “assim como cada cidadão deve ter um projeto político”. “E a primeira-dama, talvez por estar mais próxima de quem detém o poder em determinado momento histórico, deve ser ativa”, frisa.

Por isso, ela vê positivamente a articulação das mulheres dos prefeitos da região. “Existe interesse comum também do Grande ABC”, entende. Ao contrário das primeiras-damas das outras cidades, a de Diadema não participa diretamente da Campanha Regional do Agasalho – que fica a cargo da Secretaria de Defesa Social. Apesar disso, Inês acredita que a mobilização chama a atenção pelo caráter de convocação. “Quando a cidade se envolve nas campanhas de forma isolada, tem visibilidade “X” na imprensa. Em conjunto (com os demais municípios), dá mais visibilidade.”



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Inês Maria defende maior engajamento na política

Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

12/06/2005 | 09:15


 A primeira-dama de Diadema, a assistente social Inês Maria Boffi de Filippi, 45 anos, destoa das demais primeiras-damas do Grande ABC: ela começou a trabalhar na Prefeitura antes do marido, o prefeito José de Filippi Júnior (PT). Inês defende que toda primeira-dama se envolva com política, assim como acredita que todo cidadão também deveria fazê-lo. “Por estar mais próxima de uma pessoa que detém o poder em determinado momento histórico, é importante que a primeira-dama participe.”

Inês Maria explica que a cidade não tem um Fundo Social e que ela é a responsável por orientar as ações das secretarias municipais para a área social com programas como o Fome Zero e o Banco de Alimentos.

A primeira-dama também revela que a paixão por política transformou o tema em assunto corriqueiro na família Filippi. Desde cedo, os filhos do casal, Pedro, 16 anos, e Lucas, 12 anos, “sabem tudo” sobre o cenário político, diz a mãe.

Inês Maria começou na política na década de 80, como militante em movimentos de habitação. “Havia as comunidades eclesiais de base, e comecei a participar das comunidades da igreja católica do meu bairro. Foi aí que passei a tomar contato com os assuntos do país, as reivindicações do bairro em que eu morava”, conta. A primeira-dama e o marido conheceram-se em 1982, em uma comunidade na qual atuavam.

“Foi em uma reunião na igreja de um movimento da região que, naquela época, promoveu uma ocupação de terra em uma área da TV Record. Não me lembro o bairro, mas era na zona Sul de São Paulo. As comunidades começaram a dar apoio a essa ocupação, e o Filippi acabara de chegar lá, contratado pelo movimento comunitário para a construção dos centros comunitários na região. Ele era recém-formado em engenharia, estava chegando no bairro e eu o conheci em uma das primeiras reuniões das quais ele participou. Pode-se dizer que nós nos conhecemos na luta.”

O trabalho comunitário levou Inês a trabalhar na Prefeitura de Diadema antes do marido. “Cheguei a Diadema antes dele, em 1983. Fiz serviço social na PUC e peguei toda a efervescência daquela época (década de 80). Vim para cá quando me formei. Algumas estudantes da PUC foram indicadas pela própria universidade para trabalhar aqui, no serviço social. Havia toda aquela alegria porque era a primeira cidade governada pelo PT, e alguns estudantes do movimento popular diziam que era importante ajudar nessa área do serviço social em Diadema.”

O próprio prefeito ganhou conhecimento na cidade ao trabalhar no movimento de habitação e foi chamado para ser secretário de Obras do então prefeito Gilson Menezes, em 1987. “Eu vim ser assistente social em Diadema numa época em que não existiam secretarias. A cidade tinha um movimento popular pela habitação tão forte que eu tinha de trabalhar durante a semana e, muitas vezes, vir a reuniões nos fins de semana. Em muitas dessas ocasiões, eu trouxe o Filippi comigo, e acabou que ele conheceu muitas pessoas da cidade”, explica . 

Apesar de toda a participação na vida política do município, a primeira-dama não planeja concorrer a nenhum cargo eletivo. “Adoro política, minha vida toda foi voltada para isso, mas não tenho como projeto pessoal uma candidatura”, declara.

Na avaliação de Inês Maria, as primeiras-damas devem ter papel político ativo na sociedade, “assim como cada cidadão deve ter um projeto político”. “E a primeira-dama, talvez por estar mais próxima de quem detém o poder em determinado momento histórico, deve ser ativa”, frisa.

Por isso, ela vê positivamente a articulação das mulheres dos prefeitos da região. “Existe interesse comum também do Grande ABC”, entende. Ao contrário das primeiras-damas das outras cidades, a de Diadema não participa diretamente da Campanha Regional do Agasalho – que fica a cargo da Secretaria de Defesa Social. Apesar disso, Inês acredita que a mobilização chama a atenção pelo caráter de convocação. “Quando a cidade se envolve nas campanhas de forma isolada, tem visibilidade “X” na imprensa. Em conjunto (com os demais municípios), dá mais visibilidade.”

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;