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Mérito Municipalista faz competição entre apoiadores


Felipe Siqueira
Especial para o Diário

22/01/2017 | 06:55


Compra de fichas, acúmulo de pontos e bônus por meta alcançada dentro da competição. O Partido do Mérito Municipalista, criado em 2014 e que tenta ser a 36ª legenda instituída no País, criou método baseado em jogos de computador para conseguir o número necessários de apoiadores para ser homologado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A estratégia da sigla é atrair qualquer tipo de interessado – seus dirigentes já avisaram que não há ideologia na agremiação. Cada ficha de aval à criação é vendida por R$ 3 pela direção nacional. O cidadão que conseguir 200 assinaturas automaticamente vira presidente da comissão municipal do PMM. Porém, se outra pessoa apresentar lista com 201 rubricas, passa a comandar o diretório local.

Caso uma pessoa indique um nome que traga mais adeptos, o “recrutador” ganha uma comissão em cima do número de pessoas que foram trazidas de 10%. Ou seja, se uma pessoa puxar 200 apoiadores e, dentre este número, alguém influenciar mais 200 a preencherem fichas, 20 inscrições vão para o indicador original. De acordo com o presidente nacional interino, Célio Reis – que também acumula função de secretário de comunicação – o partido vira uma corrente. “É uma corrente do bem”.

Outro ponto interessante para atrair nomes é utilizar um escritório recrutador de emprego. Ao preencher a ficha, a pessoa pode, além de contribuir com a criação do PMM, deixar os dados pessoais, caso esteja desempregada, que o partido vai distribuir as informações para agências de emprego, associações comerciais, entre outras instituições semelhantes.

De acordo com Célio, já existem aliados no Brasil inteiro. No Centro de São Paulo há um local em que podem ser depositadas inscrições – feitas no atacado junto à agência de emprego. Neste lugar, é possível comprar estas fichas, cada uma custa R$ 3, sendo que, um terço vai para sede nacional, outro terço vai para quem mais trabalha em determinado Estado, e o último vai para custear a própria ficha.

De acordo com o TSE, para se criar um partido político no Brasil, é necessária a comprovação de obtenção de 486,6 mil assinaturas no prazo de até dois anos contados da fundação e registro do partido no cartório civil. Também é preciso apresentar rubricas de ao menos 101 eleitores em nove Estados diferentes. Além dos 35 partidos registrados, outros 56 buscam aval da Justiça Eleitoral.

IDEOLOGIA
“Nós temos recebido perguntas se somos de direita ou de esquerda. (Não somos) Nem um, nem outro. Temos gente de direita, de esquerda e de centro (no partido). Essa vai ser a nossa maior missão, pensamentos diferentes se harmonizarem”, afirmou o presidente interino.

Administrar conflitos de ideias, par Célio Reis, será difícil. Como a independência dos municípios é o principal mote do partido, cada cidade terá o seu presidente como principal comandante, sem muita interferência externa, seja do Estado ou da esfera federal. “O presidente manda na cidade (com o pensamento dele)”, disse.



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Mérito Municipalista faz competição entre apoiadores

Felipe Siqueira
Especial para o Diário

22/01/2017 | 06:55


Compra de fichas, acúmulo de pontos e bônus por meta alcançada dentro da competição. O Partido do Mérito Municipalista, criado em 2014 e que tenta ser a 36ª legenda instituída no País, criou método baseado em jogos de computador para conseguir o número necessários de apoiadores para ser homologado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A estratégia da sigla é atrair qualquer tipo de interessado – seus dirigentes já avisaram que não há ideologia na agremiação. Cada ficha de aval à criação é vendida por R$ 3 pela direção nacional. O cidadão que conseguir 200 assinaturas automaticamente vira presidente da comissão municipal do PMM. Porém, se outra pessoa apresentar lista com 201 rubricas, passa a comandar o diretório local.

Caso uma pessoa indique um nome que traga mais adeptos, o “recrutador” ganha uma comissão em cima do número de pessoas que foram trazidas de 10%. Ou seja, se uma pessoa puxar 200 apoiadores e, dentre este número, alguém influenciar mais 200 a preencherem fichas, 20 inscrições vão para o indicador original. De acordo com o presidente nacional interino, Célio Reis – que também acumula função de secretário de comunicação – o partido vira uma corrente. “É uma corrente do bem”.

Outro ponto interessante para atrair nomes é utilizar um escritório recrutador de emprego. Ao preencher a ficha, a pessoa pode, além de contribuir com a criação do PMM, deixar os dados pessoais, caso esteja desempregada, que o partido vai distribuir as informações para agências de emprego, associações comerciais, entre outras instituições semelhantes.

De acordo com Célio, já existem aliados no Brasil inteiro. No Centro de São Paulo há um local em que podem ser depositadas inscrições – feitas no atacado junto à agência de emprego. Neste lugar, é possível comprar estas fichas, cada uma custa R$ 3, sendo que, um terço vai para sede nacional, outro terço vai para quem mais trabalha em determinado Estado, e o último vai para custear a própria ficha.

De acordo com o TSE, para se criar um partido político no Brasil, é necessária a comprovação de obtenção de 486,6 mil assinaturas no prazo de até dois anos contados da fundação e registro do partido no cartório civil. Também é preciso apresentar rubricas de ao menos 101 eleitores em nove Estados diferentes. Além dos 35 partidos registrados, outros 56 buscam aval da Justiça Eleitoral.

IDEOLOGIA
“Nós temos recebido perguntas se somos de direita ou de esquerda. (Não somos) Nem um, nem outro. Temos gente de direita, de esquerda e de centro (no partido). Essa vai ser a nossa maior missão, pensamentos diferentes se harmonizarem”, afirmou o presidente interino.

Administrar conflitos de ideias, par Célio Reis, será difícil. Como a independência dos municípios é o principal mote do partido, cada cidade terá o seu presidente como principal comandante, sem muita interferência externa, seja do Estado ou da esfera federal. “O presidente manda na cidade (com o pensamento dele)”, disse.

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