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Homenagem a Méliès

Habituado aos temas adultos, cineasta mostra que não existe
limitação para um grande artista; prova disso é seu novo filme


Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

17/02/2012 | 07:02


Martin Scorsese é especialista em contar histórias, seja sobre pessoas reais (como em 'O Aviador') ou para revelar a complexidade das relações humanas (como em 'Os Infiltrados', pelo qual ganhou o Oscar de melhor diretor e filme em 2007).

Habituado aos temas adultos, o cineasta mostra que não existe limitação para um grande artista. Prova disso é 'A Invenção de Hugo Cabret', que estreia hoje nos cinemas. Este é seu primeiro longa infantojuvenil e em 3D.

Mais do que ousadia, Scorsese teve cuidado ao criar universo cheio de detalhes que resgata o sonho perdido do homem que mudou a história do início do cinema: o ilusionista francês George Méliès. Todos esses ingredientes contribuem para que o filme se transforme em um dos favoritos ao Oscar, premiação que acontece dia 26 e na qual briga em 11 categorias.

Baseado no romance homônimo de Brian Selznick, de 2007, o longa se passa nos anos 1930 em Paris, na França. Hugo (Asa Butterfield, que ficou conhecido em 'O Menino do Pijama Listrado'), é um garoto órfão que mora na estação de trem. Sem que ninguém o veja, ele cuida dos relógios do local.

Entre um descanso e outro, o protagonista se concentra na leitura do caderno que pertencia ao pai, morto em incêndio. Nele contém instruções que o ajudam a consertar o autômato, boneco mecânico em forma de menino que escreve e faz desenhos. Certo dia, é pego de surpresa por Méliès, dono da loja de brinquedos, que encontra o caderno do garoto. É nessa hora que a trama se mostra mais do que simples aventura.

Para ser fiel a todos os detalhes do livro, o diretor não mediu esforços. Na recriação do cenário da época, a equipe de arte assistiu a cerca de 180 filmes de Méliès (responsável por 'Viagem à Lua'), além de obras dos irmãos Lumière e do cinema mudo da década de 1920. Outro cuidado especial ocorreu na construção da réplica do estúdio de vidro, que foi baseado em projetos antigos e fotos da construção original.



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Homenagem a Méliès

Habituado aos temas adultos, cineasta mostra que não existe
limitação para um grande artista; prova disso é seu novo filme

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

17/02/2012 | 07:02


Martin Scorsese é especialista em contar histórias, seja sobre pessoas reais (como em 'O Aviador') ou para revelar a complexidade das relações humanas (como em 'Os Infiltrados', pelo qual ganhou o Oscar de melhor diretor e filme em 2007).

Habituado aos temas adultos, o cineasta mostra que não existe limitação para um grande artista. Prova disso é 'A Invenção de Hugo Cabret', que estreia hoje nos cinemas. Este é seu primeiro longa infantojuvenil e em 3D.

Mais do que ousadia, Scorsese teve cuidado ao criar universo cheio de detalhes que resgata o sonho perdido do homem que mudou a história do início do cinema: o ilusionista francês George Méliès. Todos esses ingredientes contribuem para que o filme se transforme em um dos favoritos ao Oscar, premiação que acontece dia 26 e na qual briga em 11 categorias.

Baseado no romance homônimo de Brian Selznick, de 2007, o longa se passa nos anos 1930 em Paris, na França. Hugo (Asa Butterfield, que ficou conhecido em 'O Menino do Pijama Listrado'), é um garoto órfão que mora na estação de trem. Sem que ninguém o veja, ele cuida dos relógios do local.

Entre um descanso e outro, o protagonista se concentra na leitura do caderno que pertencia ao pai, morto em incêndio. Nele contém instruções que o ajudam a consertar o autômato, boneco mecânico em forma de menino que escreve e faz desenhos. Certo dia, é pego de surpresa por Méliès, dono da loja de brinquedos, que encontra o caderno do garoto. É nessa hora que a trama se mostra mais do que simples aventura.

Para ser fiel a todos os detalhes do livro, o diretor não mediu esforços. Na recriação do cenário da época, a equipe de arte assistiu a cerca de 180 filmes de Méliès (responsável por 'Viagem à Lua'), além de obras dos irmãos Lumière e do cinema mudo da década de 1920. Outro cuidado especial ocorreu na construção da réplica do estúdio de vidro, que foi baseado em projetos antigos e fotos da construção original.

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