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Máfia do caça-níquel no ABC terá CPI


Alexandre Hisayasu
Da Redaçao

29/01/2000 | 15:56


A CPI do Narcotráfico investigará a máfia das máquinas caça-níqueis no Grande ABC. O sub-relator da comissao em Sao Paulo, deputado federal Celso Russomanno (PPB), afirmou que, na próxima sexta-feira, irá se reunir com o procurador geral de Justiça, Luis Antonio Guimaraes Marrey, e com os promotores de Justiça das cidades da regiao para definir quais as primeiras açoes que serao tomadas. "As denúncias do Diário sao muito sérias e nós vamos apurar os fatos, se houver a constataçao do envolvimento de qualquer autoridade municipal, estadual ou federal, esses serao responsabilizados criminalmente", disse Russomanno.

O deputado explicou que a CPI do Narcotráfico trabalha de duas maneiras. "Na maioria dos casos, as diligências sao feitas pelo relator acompanhado de mais dois membros da comissao. Só em ocasioes extraordinárias, como o crime organizado em Campinas, que a comissao trabalha com todos os seus membros e faz as investigaçoes in loco".

No Grande ABC, a CPI poderá ouvir testemunhas e suspeitos na cidade que for conveniente, sem a necessidade de tomar os depoimentos em Brasília. As audiências poderao acontecer no próprio Ministério Público de Santo André - cidade em que há indícios de ligaçao da máfia dos caça-níqueis com o narcotráfico - ou em outros locais, como a Câmara dos Vereadores. Tudo será definido a partir da reuniao com os promotores e a Procuradoria Geral de Justiça.

Em Santo André, o promotor José Reinaldo Carneiro, porém, admitiu que toda a investigaçao sobre a máfia dos caça-níqueis do Ministério Público nao conta com a ajuda da Polícia Civil, pois há suspeitas que alguns policiais receberiam propina para nao apreender máquinas. "É uma investigaçao isolada". Carneiro afirma que as apuraçoes avançaram e o esquema está começando a ser entendido. "Ainda é cedo para divulgar qualquer tipo de conclusao", acrescentou.

Denúncia - A Promotoria Pública de Sao Bernardo instala nesta segunda-feira um disque-denúncia para receber informaçoes, mesmo anônimas, sobre a máfia dos caça-níqueis. O número do telefone é 4332-3322. "Tudo indica que a açao desses grupos se dá em toda a regiao", disse o promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior, prometendo entrar nas investigaçoes.



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Máfia do caça-níquel no ABC terá CPI

Alexandre Hisayasu
Da Redaçao

29/01/2000 | 15:56


A CPI do Narcotráfico investigará a máfia das máquinas caça-níqueis no Grande ABC. O sub-relator da comissao em Sao Paulo, deputado federal Celso Russomanno (PPB), afirmou que, na próxima sexta-feira, irá se reunir com o procurador geral de Justiça, Luis Antonio Guimaraes Marrey, e com os promotores de Justiça das cidades da regiao para definir quais as primeiras açoes que serao tomadas. "As denúncias do Diário sao muito sérias e nós vamos apurar os fatos, se houver a constataçao do envolvimento de qualquer autoridade municipal, estadual ou federal, esses serao responsabilizados criminalmente", disse Russomanno.

O deputado explicou que a CPI do Narcotráfico trabalha de duas maneiras. "Na maioria dos casos, as diligências sao feitas pelo relator acompanhado de mais dois membros da comissao. Só em ocasioes extraordinárias, como o crime organizado em Campinas, que a comissao trabalha com todos os seus membros e faz as investigaçoes in loco".

No Grande ABC, a CPI poderá ouvir testemunhas e suspeitos na cidade que for conveniente, sem a necessidade de tomar os depoimentos em Brasília. As audiências poderao acontecer no próprio Ministério Público de Santo André - cidade em que há indícios de ligaçao da máfia dos caça-níqueis com o narcotráfico - ou em outros locais, como a Câmara dos Vereadores. Tudo será definido a partir da reuniao com os promotores e a Procuradoria Geral de Justiça.

Em Santo André, o promotor José Reinaldo Carneiro, porém, admitiu que toda a investigaçao sobre a máfia dos caça-níqueis do Ministério Público nao conta com a ajuda da Polícia Civil, pois há suspeitas que alguns policiais receberiam propina para nao apreender máquinas. "É uma investigaçao isolada". Carneiro afirma que as apuraçoes avançaram e o esquema está começando a ser entendido. "Ainda é cedo para divulgar qualquer tipo de conclusao", acrescentou.

Denúncia - A Promotoria Pública de Sao Bernardo instala nesta segunda-feira um disque-denúncia para receber informaçoes, mesmo anônimas, sobre a máfia dos caça-níqueis. O número do telefone é 4332-3322. "Tudo indica que a açao desses grupos se dá em toda a regiao", disse o promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior, prometendo entrar nas investigaçoes.

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