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Menina Júlia completaria 4 anos dia 19

Menina foi primeira vítima a ser encontrada, ainda na noite de segunda-feira


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

08/02/2012 | 07:00


O corpo da pequena Julia Moraes, que morreu após o desabamento das 14 lajes do Edifício Senador, no Centro de São Bernardo, foi enterrado ontem no Cemitério Jardim da Colina, Jardim Petroni, às 16h45. Ela completaria 4 anos no dia 19 e a família já preparava homenagem à menina, que era filha única. Antes da estudante ser identificada, os bombeiros divulgaram que a vítima tinha 6 anos.

"Sempre fizeram grandes festas para ela, mas neste ano estavam programando algo mais simples, só para os familiares", afirmou Eduardo Moraes, tio da estudante, durante o velório realizado na Igreja Batista da Borda do Campo, no bairro Nova Petrópolis.

A tragédia acabou com o espírito de alegria que a família vivia recentemente. "Eles estavam vivendo momentos de muita felicidade. Passaram o Réveillon em Natal (Rio Grande do Norte) e visitaram nossa cidade (Várzea Alegre) no Ceará. Todo mundo se divertiu. Tinham acabado de chegar de viagem e nem tiveram tempo para ver as fotos do passeio", relatou Eduardo.

Cerca de 250 pessoas estiveram presentes no enterro e fizeram homenagens a Júlia com extensa salva de palmas no momento em que o caixão foi coberto. "Ela era uma menina ótima. Gostava de cantar, dançar, fazia aula de balé e brincava de teatro. A gente nunca espera que vá acontecer um desastre desses. Pensamos que é só com os outros", desabafou o tio da garota.

"É difícil falar dela neste momento. Uma garota mais que alegre. Era especial. Mesmo com pouco tempo na escola, tinha amizade com todos. Chegava e fazia questão de beijar um por um", declarou Marinez Terron, funcionária do Colégio Ribeiro Maia, onde a menina estudava há poucos meses. "Ela adorava dançar. Inclusive, no dia do acidente, passou a tarde toda sambando na aula de dança", completou.

ACIDENTE

O pai da menina, José Fabrício, 37 anos, também atingido pelo desabamento, segue internado no Hospital São Bernardo, contou ao irmão Eduardo que a mulher Francisca Kelly, 31, iria passar por médico no sexto andar do Edifício Senador. Júlia aguardava com o pai a mãe sair do consultório, na sala de espera da clínica, quando o local desabou. "Ela tinha acabado de sair da escola e era rotina levarem a menina junto quando a mãe tinha consulta", disse o tio. Francisca Kelly sofreu apenas ferimentos leves.



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Menina Júlia completaria 4 anos dia 19

Menina foi primeira vítima a ser encontrada, ainda na noite de segunda-feira

Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

08/02/2012 | 07:00


O corpo da pequena Julia Moraes, que morreu após o desabamento das 14 lajes do Edifício Senador, no Centro de São Bernardo, foi enterrado ontem no Cemitério Jardim da Colina, Jardim Petroni, às 16h45. Ela completaria 4 anos no dia 19 e a família já preparava homenagem à menina, que era filha única. Antes da estudante ser identificada, os bombeiros divulgaram que a vítima tinha 6 anos.

"Sempre fizeram grandes festas para ela, mas neste ano estavam programando algo mais simples, só para os familiares", afirmou Eduardo Moraes, tio da estudante, durante o velório realizado na Igreja Batista da Borda do Campo, no bairro Nova Petrópolis.

A tragédia acabou com o espírito de alegria que a família vivia recentemente. "Eles estavam vivendo momentos de muita felicidade. Passaram o Réveillon em Natal (Rio Grande do Norte) e visitaram nossa cidade (Várzea Alegre) no Ceará. Todo mundo se divertiu. Tinham acabado de chegar de viagem e nem tiveram tempo para ver as fotos do passeio", relatou Eduardo.

Cerca de 250 pessoas estiveram presentes no enterro e fizeram homenagens a Júlia com extensa salva de palmas no momento em que o caixão foi coberto. "Ela era uma menina ótima. Gostava de cantar, dançar, fazia aula de balé e brincava de teatro. A gente nunca espera que vá acontecer um desastre desses. Pensamos que é só com os outros", desabafou o tio da garota.

"É difícil falar dela neste momento. Uma garota mais que alegre. Era especial. Mesmo com pouco tempo na escola, tinha amizade com todos. Chegava e fazia questão de beijar um por um", declarou Marinez Terron, funcionária do Colégio Ribeiro Maia, onde a menina estudava há poucos meses. "Ela adorava dançar. Inclusive, no dia do acidente, passou a tarde toda sambando na aula de dança", completou.

ACIDENTE

O pai da menina, José Fabrício, 37 anos, também atingido pelo desabamento, segue internado no Hospital São Bernardo, contou ao irmão Eduardo que a mulher Francisca Kelly, 31, iria passar por médico no sexto andar do Edifício Senador. Júlia aguardava com o pai a mãe sair do consultório, na sala de espera da clínica, quando o local desabou. "Ela tinha acabado de sair da escola e era rotina levarem a menina junto quando a mãe tinha consulta", disse o tio. Francisca Kelly sofreu apenas ferimentos leves.

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