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Piva reprova utilizaçao dos recursos da privatizacao


Do Diário do Grande ABC

22/01/2000 | 13:04


O presidente da Federaçao das Indústrias do Estado de Sao Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, afirmou que, embora pareça razoável destinar recursos da privatizaçao para abater a dívida pública, o governo deveria aplicar parte do dinheiro arrecadado nos leiloes na área social e em projetos que estimulem a produçao e as exportaçoes do país. "Considerando que a economia volta a se aquecer no Brasil e no mundo, o governo pode aplicar os recursos onde o retorno do investimento é melhor", afirmou.

Segundo Piva, nao é razoável que o país se obrigue a vincular 100% dos recursos originários das privatizaçoes das estatais ao pagamento da dívida pública, quando o governo pode aproveitar o momento econômico para investir em áreas que elevem o potencial do Brasil ao de grandes países. "Nao podemos seguir linha dogmática. O Brasil deve pagar suas dívidas, mas nao pode deixar de investir", avaliou. "Quando da desvalorizaçao do real, no início de 1999, todos pensaram que o mundo ia acabar. No entanto, o Brasil provou sua capacidade de recuperaçao", disse Piva.

Para o presidente da Fiesp, nao se pode dizer que existe algum confronto entre o ministro Alcides Tápias, do Desenvolvimento, e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, defensor do resgate da dívida pública com recursos dos leiloes. "O papel do ministro Tápias é de defensor do desenvolvimento com justiça social. Acredito, entao, que Alcides Tápias e Pedro Malan chegarao a um acordo sobre quanto deverá ser investido no país e quanto será reservado para pagar dívida", disse.

Horácio Piva reconhece que a realizaçao das privatizaçoes era inevitável, porque o governo nao tinha mais condiçoes de manter as empresas e nem de investir mais naqueles setores. Ele concordou com a opiniao do coordenador do Grupo de Política Industrial da federaçao, Roberto Jeha, de que, financeiramente, as privatizaçoes foram mal formuladas. Mas reitera: "Nao adianta, agora, chorar pelo que já aconteceu. Temos que fazer com que, daqui para frente, as privatizaçoes sejam mais bem negociadas", afirmou.



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Piva reprova utilizaçao dos recursos da privatizacao

Do Diário do Grande ABC

22/01/2000 | 13:04


O presidente da Federaçao das Indústrias do Estado de Sao Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, afirmou que, embora pareça razoável destinar recursos da privatizaçao para abater a dívida pública, o governo deveria aplicar parte do dinheiro arrecadado nos leiloes na área social e em projetos que estimulem a produçao e as exportaçoes do país. "Considerando que a economia volta a se aquecer no Brasil e no mundo, o governo pode aplicar os recursos onde o retorno do investimento é melhor", afirmou.

Segundo Piva, nao é razoável que o país se obrigue a vincular 100% dos recursos originários das privatizaçoes das estatais ao pagamento da dívida pública, quando o governo pode aproveitar o momento econômico para investir em áreas que elevem o potencial do Brasil ao de grandes países. "Nao podemos seguir linha dogmática. O Brasil deve pagar suas dívidas, mas nao pode deixar de investir", avaliou. "Quando da desvalorizaçao do real, no início de 1999, todos pensaram que o mundo ia acabar. No entanto, o Brasil provou sua capacidade de recuperaçao", disse Piva.

Para o presidente da Fiesp, nao se pode dizer que existe algum confronto entre o ministro Alcides Tápias, do Desenvolvimento, e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, defensor do resgate da dívida pública com recursos dos leiloes. "O papel do ministro Tápias é de defensor do desenvolvimento com justiça social. Acredito, entao, que Alcides Tápias e Pedro Malan chegarao a um acordo sobre quanto deverá ser investido no país e quanto será reservado para pagar dívida", disse.

Horácio Piva reconhece que a realizaçao das privatizaçoes era inevitável, porque o governo nao tinha mais condiçoes de manter as empresas e nem de investir mais naqueles setores. Ele concordou com a opiniao do coordenador do Grupo de Política Industrial da federaçao, Roberto Jeha, de que, financeiramente, as privatizaçoes foram mal formuladas. Mas reitera: "Nao adianta, agora, chorar pelo que já aconteceu. Temos que fazer com que, daqui para frente, as privatizaçoes sejam mais bem negociadas", afirmou.

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