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Falta transparência aos bancos brasileiros


Idec

26/06/2015 | 07:00


Em 16 de junho, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) lança o estudo Transparência e Responsabilização do Setor Financeiro que avaliou 47 bancos em sete países sob dois grandes aspectos: Transparência e Prestação de Contas e Impostos e Corrupção. No Brasil, os bancos pesquisados foram Itaú, Santander, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e HSBC. Instituições financeiras da Bélgica, França, Indonésia, Japão, Holanda e Suécia também foram avaliadas e compõem o relatório de mais de 120 páginas.

A pesquisa brasileira foi realizada pelo Idec e classificou os bancos em três categorias: líderes, seguidores e retardatários. Nos outros seis países, o estudo foi feito por organizações que compõem a rede Fair Finance Guide International. A análise brasileira concluiu que, embora nenhuma das instituições pesquisadas tenha avançado em suas políticas de transparência e prestação de contas ao ponto de serem consideradas líderes neste quesito, há uma tendência de melhoria, visto que Itaú, Santander, Banco do Brasil e Bradesco obtiveram pontuação que os coloca na categoria de seguidores, enquanto que apenas duas, Caixa Econômica Federal e HSBC, permaneceram como retardatárias.

Por outro lado, no quesito Impostos e Corrupção, o achado foi o inverso: com exceção do Santander, que atingiu o patamar dos seguidores, todos os demais pontuaram dentro da escala dos retardatários.

Dos bancos atuantes no Brasil, apenas o Itaú está no pelotão dos dez primeiros, no tema Transparência e Prestação de Contas. Após o Itaú, o Santander é o banco com atuação no Brasil que aparece na lista, mas em 11º no assunto impostos e corrupção.

O HSBC, banco que recentemente se viu envolvido em denúncias relativas a contas secretas de milhares de correntistas na Suíça, inclusive mais de 8.000 pertencentes a brasileiros, ficou na pior colocação entre os bancos do país nos dois grandes temas, o que reforça, em certa parte, essas recentes denúncias. O banco britânico também foi mal avaliado na Indonésia, demonstrando que a falta de boas políticas em transparência é um desafio global para o banco.

“A tendência dos bancos que seguem diretrizes internacionais, principalmente europeias, é de terem um melhor desempenho na pesquisa. O processo de internacionalização também pode contribuir para melhores políticas, desde que o ambiente regulatório destes países seja mais rígido e imponha uma pressão mais forte”, explica o consultor do projeto pelo Idec, Lucas Salgado.

Comparando os resultados detalhados dos bancos brasileiros com os do outros países que participaram da pesquisa, nota-se um desempenho semelhante em todos os países, sem que haja prevalência positiva ou negativa. Mas esta não é uma boa notícia, já que quase 60% das instituições pesquisadas marcaram menos de quatro pontos em 10 possíveis no quesito transparência, por exemplo. Os destaques positivos ficaram nas mãos de apenas três bancos, que obtiveram mais de 6 pontos: o holandês ASN Bank (8,1), a filial indonésia do Citibank (6,8) e o Van Lanschot, que opera na Holanda e na Bélgica (6,1).


O conteúdo desta coluna é elaborado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Direito ao Consumidor) e publicado todas as sextas-feiras. Mais informações no site www.idec.org.br. 



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Falta transparência aos bancos brasileiros

Idec

26/06/2015 | 07:00


Em 16 de junho, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) lança o estudo Transparência e Responsabilização do Setor Financeiro que avaliou 47 bancos em sete países sob dois grandes aspectos: Transparência e Prestação de Contas e Impostos e Corrupção. No Brasil, os bancos pesquisados foram Itaú, Santander, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e HSBC. Instituições financeiras da Bélgica, França, Indonésia, Japão, Holanda e Suécia também foram avaliadas e compõem o relatório de mais de 120 páginas.

A pesquisa brasileira foi realizada pelo Idec e classificou os bancos em três categorias: líderes, seguidores e retardatários. Nos outros seis países, o estudo foi feito por organizações que compõem a rede Fair Finance Guide International. A análise brasileira concluiu que, embora nenhuma das instituições pesquisadas tenha avançado em suas políticas de transparência e prestação de contas ao ponto de serem consideradas líderes neste quesito, há uma tendência de melhoria, visto que Itaú, Santander, Banco do Brasil e Bradesco obtiveram pontuação que os coloca na categoria de seguidores, enquanto que apenas duas, Caixa Econômica Federal e HSBC, permaneceram como retardatárias.

Por outro lado, no quesito Impostos e Corrupção, o achado foi o inverso: com exceção do Santander, que atingiu o patamar dos seguidores, todos os demais pontuaram dentro da escala dos retardatários.

Dos bancos atuantes no Brasil, apenas o Itaú está no pelotão dos dez primeiros, no tema Transparência e Prestação de Contas. Após o Itaú, o Santander é o banco com atuação no Brasil que aparece na lista, mas em 11º no assunto impostos e corrupção.

O HSBC, banco que recentemente se viu envolvido em denúncias relativas a contas secretas de milhares de correntistas na Suíça, inclusive mais de 8.000 pertencentes a brasileiros, ficou na pior colocação entre os bancos do país nos dois grandes temas, o que reforça, em certa parte, essas recentes denúncias. O banco britânico também foi mal avaliado na Indonésia, demonstrando que a falta de boas políticas em transparência é um desafio global para o banco.

“A tendência dos bancos que seguem diretrizes internacionais, principalmente europeias, é de terem um melhor desempenho na pesquisa. O processo de internacionalização também pode contribuir para melhores políticas, desde que o ambiente regulatório destes países seja mais rígido e imponha uma pressão mais forte”, explica o consultor do projeto pelo Idec, Lucas Salgado.

Comparando os resultados detalhados dos bancos brasileiros com os do outros países que participaram da pesquisa, nota-se um desempenho semelhante em todos os países, sem que haja prevalência positiva ou negativa. Mas esta não é uma boa notícia, já que quase 60% das instituições pesquisadas marcaram menos de quatro pontos em 10 possíveis no quesito transparência, por exemplo. Os destaques positivos ficaram nas mãos de apenas três bancos, que obtiveram mais de 6 pontos: o holandês ASN Bank (8,1), a filial indonésia do Citibank (6,8) e o Van Lanschot, que opera na Holanda e na Bélgica (6,1).


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