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Professor fala em ação fascista no assassinato de Celso


Do Diário do Grande ABC

21/01/2002 | 01:19


  Agressão ao estado de direito e ação fascista são algumas opiniões de intelectuais ligados ao pensamento político nacional sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT). O sentimento entre eles mistura indignação e apreensão. “A questão da sucessão presidencial e como ficaria o quadro político é secundária neste momento. O caso é sério, grave e importante. Tudo indica se tratar de um crime político grave”, diz Gabriel Cohn, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP.

Assim que soube da notícia da morte do prefeito, Cohn dirigiu-se ao Paço andreense para participar do ato público contra a violência. “A sociedade precisa dar uma resposta rápida para isso”, afirma.

Para o sociólogo, a operação que seqüestrou e matou Celso Daniel foi de alta sofisticação, justamente para dar uma advertência. “Trata-se de uma advertência terrorista do tipo 'somos capazes e ninguém pode nos deter'. Achar que é só uma agressão ao PT ou à esquerda é um erro: a agressão é ao estado de direito e a todas as instituições”.

Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia política da USP, não pensa diferente. “Quando a polícia quer encontrar, ela acha, como no caso do navegador neozelandês Peter Blake, morto no Amapá. E o assassinato de Celso é um caso para a polícia apurar muito bem”, diz.

Janine acredita também em crime político. “Está mais do que na hora de o governo parar de atribuir crimes políticos a causas comuns. Primeiro foi o conto da carochinha de que PC Farias matou a namorada e depois se suicidou; depois, veio o assassinato de Toninho do PT, ainda não solucionado; agora foi o Celso. Isso tudo deixa claro que existe uma organização fascista por trás. Depois do PT, eles podem atacar o próprio PSDB”, afirma.

O filósofo político sentiu bastante a morte de Celso Daniel. “Celso foi meu aluno em filosofia, na disciplina Teoria das Ciências Humanas, no fim dos anos 70. Na época, estudamos o livro Psicologia de Massa do Fascismo, do autor alemão Wilhelm Reich. Coincidência ele ter sido vítima de uma causa fascista”, diz.



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Professor fala em ação fascista no assassinato de Celso

Do Diário do Grande ABC

21/01/2002 | 01:19


  Agressão ao estado de direito e ação fascista são algumas opiniões de intelectuais ligados ao pensamento político nacional sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel (PT). O sentimento entre eles mistura indignação e apreensão. “A questão da sucessão presidencial e como ficaria o quadro político é secundária neste momento. O caso é sério, grave e importante. Tudo indica se tratar de um crime político grave”, diz Gabriel Cohn, professor titular do Departamento de Ciência Política da USP.

Assim que soube da notícia da morte do prefeito, Cohn dirigiu-se ao Paço andreense para participar do ato público contra a violência. “A sociedade precisa dar uma resposta rápida para isso”, afirma.

Para o sociólogo, a operação que seqüestrou e matou Celso Daniel foi de alta sofisticação, justamente para dar uma advertência. “Trata-se de uma advertência terrorista do tipo 'somos capazes e ninguém pode nos deter'. Achar que é só uma agressão ao PT ou à esquerda é um erro: a agressão é ao estado de direito e a todas as instituições”.

Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia política da USP, não pensa diferente. “Quando a polícia quer encontrar, ela acha, como no caso do navegador neozelandês Peter Blake, morto no Amapá. E o assassinato de Celso é um caso para a polícia apurar muito bem”, diz.

Janine acredita também em crime político. “Está mais do que na hora de o governo parar de atribuir crimes políticos a causas comuns. Primeiro foi o conto da carochinha de que PC Farias matou a namorada e depois se suicidou; depois, veio o assassinato de Toninho do PT, ainda não solucionado; agora foi o Celso. Isso tudo deixa claro que existe uma organização fascista por trás. Depois do PT, eles podem atacar o próprio PSDB”, afirma.

O filósofo político sentiu bastante a morte de Celso Daniel. “Celso foi meu aluno em filosofia, na disciplina Teoria das Ciências Humanas, no fim dos anos 70. Na época, estudamos o livro Psicologia de Massa do Fascismo, do autor alemão Wilhelm Reich. Coincidência ele ter sido vítima de uma causa fascista”, diz.

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