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Raja Casablanca vem com sede de vitória


Do Diário do Grande ABC

02/01/2000 | 16:11


O Raja Casablanca foi a última equipe a garantir vaga para o Mundial de Clubes. Os marroquinos conquistaram o título da Copa dos Campeoes da Africa no dia 12 de dezembro, quando derrotaram o Esperance da Tunísia por 4 a 3, nos pênaltis, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal. O Raja, treinado pelo argentino Luis Fullone (que pode nao vir ao Brasil por motivo de doença), é o primeiro adversário do Corinthians, no dia 5. Os africanos querem provar que nao vieram ao Brasil para passear. A vontade é tanta que os atletas foram liberados de cumprir as obrigaçoes do Ramada, o nono mês do ano muçulmano, considerado sagrado, durante o qual os praticantes ficam em jejum do nascer ao pôr-do-sol.

Vários torcedores foram ao Aeroporto de Casablanca se despedir da equipe, no domingo, dia 26. O presidente do clube, Ahmed Amor, falou aos torcedores: "Enfrentaremos nossos adversários sem nenhum complexo de inferioridade", disse Ahmed Amor, presidente do Raja. E depois, com orgulho, lembrando dos estrangeiros que fazem parte do elenco de Real Madrid, Manchester United e Necaxa, completou: "Nossa equipe é uma das poucas neste Mundial que nao se reforçou com jogadores estrangeiros. Todos sao marroquinos. Vamos fazer uma boa campanha mantendo a nossa base."

O Raja foi uma das primeiras equipes a chegar no Brasil - desembarcou terça-feira passada no Rio de Janeiro e, no dia seguinte, fez um amistoso contra o Vasco sofrendo uma goleada de 4 a 1. "A nossa intençao era familiarizar os jogadores com o clima e com os gramados brasileiros", disse Fullone.

A importância do torneio é tao grande para os marroquinos que a delegaçao foi autorizada a romper o jejum do Ramada durante o período em que os atletas estiverem no Brasil. Neste mês, os muçulmanos nao podem se alimentar, tomar líquido, fumar, comer nem fazer sexo durante o dia. A Diretoria do Raja solicitou a um teólogo que se pronunciasse sobre o assunto e ele mediante um fatwa (resoluçao religiosa), liberou os atletas do jejum. Só sao permitidas exceçoes em casos de enfermidades, viagens, guerra ou missoes importantes relacionadas com os interesses nacionais. "Representaremos nosso país e todo o continente africano no Mundial. É justo que sejamos preservados para que possamos render o máximo", disse Amor. Quanto voltarem a Casablanca, os marroquinos terao outra data especial para cumprir o Ramada.

Uma grande vantagem do Raja em relaçao aos adversários europeus é que seus jogadores já estao acostumados a jogar sob forte calor. O técnico Oswaldo Oliveira falou sobre os africanos: "Eles com certeza nao sofrerao tanto com o nosso verao quanto o Manchester e o Real Madrid. É uma equipe aguerrida, que corre muito e com certeza nos dará trabalho."

O Raja foi fundado em 1949 e conquistou cinco títulos marroquinos, quatro Copas nacionais, três Copas da Africa e uma Copa Africa-Asia.

Time-base: Chadili, El Karkouri, Jrindou, Kharbouch e Misbah; Safri, Aboub, Miki e Mustaoudia; Koubbache e Armoumen.



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Raja Casablanca vem com sede de vitória

Do Diário do Grande ABC

02/01/2000 | 16:11


O Raja Casablanca foi a última equipe a garantir vaga para o Mundial de Clubes. Os marroquinos conquistaram o título da Copa dos Campeoes da Africa no dia 12 de dezembro, quando derrotaram o Esperance da Tunísia por 4 a 3, nos pênaltis, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal. O Raja, treinado pelo argentino Luis Fullone (que pode nao vir ao Brasil por motivo de doença), é o primeiro adversário do Corinthians, no dia 5. Os africanos querem provar que nao vieram ao Brasil para passear. A vontade é tanta que os atletas foram liberados de cumprir as obrigaçoes do Ramada, o nono mês do ano muçulmano, considerado sagrado, durante o qual os praticantes ficam em jejum do nascer ao pôr-do-sol.

Vários torcedores foram ao Aeroporto de Casablanca se despedir da equipe, no domingo, dia 26. O presidente do clube, Ahmed Amor, falou aos torcedores: "Enfrentaremos nossos adversários sem nenhum complexo de inferioridade", disse Ahmed Amor, presidente do Raja. E depois, com orgulho, lembrando dos estrangeiros que fazem parte do elenco de Real Madrid, Manchester United e Necaxa, completou: "Nossa equipe é uma das poucas neste Mundial que nao se reforçou com jogadores estrangeiros. Todos sao marroquinos. Vamos fazer uma boa campanha mantendo a nossa base."

O Raja foi uma das primeiras equipes a chegar no Brasil - desembarcou terça-feira passada no Rio de Janeiro e, no dia seguinte, fez um amistoso contra o Vasco sofrendo uma goleada de 4 a 1. "A nossa intençao era familiarizar os jogadores com o clima e com os gramados brasileiros", disse Fullone.

A importância do torneio é tao grande para os marroquinos que a delegaçao foi autorizada a romper o jejum do Ramada durante o período em que os atletas estiverem no Brasil. Neste mês, os muçulmanos nao podem se alimentar, tomar líquido, fumar, comer nem fazer sexo durante o dia. A Diretoria do Raja solicitou a um teólogo que se pronunciasse sobre o assunto e ele mediante um fatwa (resoluçao religiosa), liberou os atletas do jejum. Só sao permitidas exceçoes em casos de enfermidades, viagens, guerra ou missoes importantes relacionadas com os interesses nacionais. "Representaremos nosso país e todo o continente africano no Mundial. É justo que sejamos preservados para que possamos render o máximo", disse Amor. Quanto voltarem a Casablanca, os marroquinos terao outra data especial para cumprir o Ramada.

Uma grande vantagem do Raja em relaçao aos adversários europeus é que seus jogadores já estao acostumados a jogar sob forte calor. O técnico Oswaldo Oliveira falou sobre os africanos: "Eles com certeza nao sofrerao tanto com o nosso verao quanto o Manchester e o Real Madrid. É uma equipe aguerrida, que corre muito e com certeza nos dará trabalho."

O Raja foi fundado em 1949 e conquistou cinco títulos marroquinos, quatro Copas nacionais, três Copas da Africa e uma Copa Africa-Asia.

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