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Morre em Israel viúva de Ythzak Rabin


Do Diário do Grande ABC

13/11/2000 | 13:51


Lea Rabin, viúva do ex-premier israelense Yithzak Rabin, assassinado há cinco anos em Tel Aviv, morreu neste domingo aos 72 anos em um hospital de Jerusalém, devido a um câncer de pulmao, anunciou o hospital.

"Morreu depois de ter lutado até o final contra a doença", afirmou à rádio militar o ex-premier israelense trabalhista Shimon Peres, que dividiu com Yithzak Rabin e o líder palestino, Yasser Arafat, o Prêmio Nobel da Paz em 1994, pelos acordos de Oslo do ano anterior relativos à autonomia palestina.

O premier israelense, Ehud Barak, afirmou este domingo que "todo o povo de Israel está de luto por Lea Rabin", numa declaraçao à rádio militar feita no aviao que o leva aos Estados Unidos.

O líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, poderá assistir ao funeral de Lea Rabin. Para Arafat, a morte de Lea é uma "catástrofe para os que trabalham no processo de Paz".

Lea Rabin morreu no hospital Beillinson-Yitzhak Rabin de Petaj Tikva, na periferia de Tel Aviv, onde estava hospitalizada desde 3 de novembro, indicou o hospital em um comunicado, acrescentanto que também sofria do coraçao. Ela morreu às 13h55 locais (9h55 Brasília), acompanhada por toda sua família.

Seu estado de saúde lhe havia impedido de participar a 4 de novembro passado do encontro tradicional anual organizado em Tel Aviv em memória de seu marido, assassinado a 4 de novembro de 1995 por um extremista de direita.

Lea, que tinha nascido em Konigsberg, Alemanha, imigrou para a Palestina aos cinco anos, quando era um protetorado britânico. Em 1944 conheceu Yitzhak Rabin, com quem se casaria quatro anos mais tarde.

Desde a morte de seu marido, Lea Rabin se ocupou ativamente de um centro dedicado à memória do ex-chefe de governo israelense e nao hesitava em intervir publicamente para defender o processo de paz que seu marido havia lançado com Peres e Arafat em 1993.

Assim, criticou duramente o ex-premier israelense de direita, Benjamin Netanyahu, a quem acusou de nao ter se afastado da campanha de ódio lançada contra seu marido pelos colonos judeus e pela extrema-direita nos meses anteriores ao seu assassinato.

Lea Rabin, que se reivindicava como guardia da herança política de seu marido, se havia declarado recentemente "decepcionada" por Barak, que no entanto se apresentou como o herdeiro de Rabin.

Em particular o criticou por ter querido ir muito rápido na cúpula israelense-palestina de Camp David (de 11 a 25 de julho passados) ao tentar concluir um acordo de paz final com Arafat no momento em que nao existia confiança entre os dois dirigentes.

Durante uma série de intervençoes públicas, Lea Rabin afirmou a 28 de outubro numa entrevista a Rádio França, um mês depois que começou a Intifada nos territórios palestinos, que "o único sócio (de Israel) era Yasser Arafat". "É o dirigente incontestável" dos palestinos, disse Lea Rabin. "Todos os dirigentes atravessam dificuldades com seu próprio povo".

Interrogada sobre a maneira pela qual o "sucessor espiritual" de seu marido, isto é Barak, assumia seu papel, ela respondeu: "nao creio que seja o homem ideal para enfrentar a situaçao". "Está no poder há um ano e meio e é uma decepçao total", afirmou Lea Rabin.



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Morre em Israel viúva de Ythzak Rabin

Do Diário do Grande ABC

13/11/2000 | 13:51


Lea Rabin, viúva do ex-premier israelense Yithzak Rabin, assassinado há cinco anos em Tel Aviv, morreu neste domingo aos 72 anos em um hospital de Jerusalém, devido a um câncer de pulmao, anunciou o hospital.

"Morreu depois de ter lutado até o final contra a doença", afirmou à rádio militar o ex-premier israelense trabalhista Shimon Peres, que dividiu com Yithzak Rabin e o líder palestino, Yasser Arafat, o Prêmio Nobel da Paz em 1994, pelos acordos de Oslo do ano anterior relativos à autonomia palestina.

O premier israelense, Ehud Barak, afirmou este domingo que "todo o povo de Israel está de luto por Lea Rabin", numa declaraçao à rádio militar feita no aviao que o leva aos Estados Unidos.

O líder da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, poderá assistir ao funeral de Lea Rabin. Para Arafat, a morte de Lea é uma "catástrofe para os que trabalham no processo de Paz".

Lea Rabin morreu no hospital Beillinson-Yitzhak Rabin de Petaj Tikva, na periferia de Tel Aviv, onde estava hospitalizada desde 3 de novembro, indicou o hospital em um comunicado, acrescentanto que também sofria do coraçao. Ela morreu às 13h55 locais (9h55 Brasília), acompanhada por toda sua família.

Seu estado de saúde lhe havia impedido de participar a 4 de novembro passado do encontro tradicional anual organizado em Tel Aviv em memória de seu marido, assassinado a 4 de novembro de 1995 por um extremista de direita.

Lea, que tinha nascido em Konigsberg, Alemanha, imigrou para a Palestina aos cinco anos, quando era um protetorado britânico. Em 1944 conheceu Yitzhak Rabin, com quem se casaria quatro anos mais tarde.

Desde a morte de seu marido, Lea Rabin se ocupou ativamente de um centro dedicado à memória do ex-chefe de governo israelense e nao hesitava em intervir publicamente para defender o processo de paz que seu marido havia lançado com Peres e Arafat em 1993.

Assim, criticou duramente o ex-premier israelense de direita, Benjamin Netanyahu, a quem acusou de nao ter se afastado da campanha de ódio lançada contra seu marido pelos colonos judeus e pela extrema-direita nos meses anteriores ao seu assassinato.

Lea Rabin, que se reivindicava como guardia da herança política de seu marido, se havia declarado recentemente "decepcionada" por Barak, que no entanto se apresentou como o herdeiro de Rabin.

Em particular o criticou por ter querido ir muito rápido na cúpula israelense-palestina de Camp David (de 11 a 25 de julho passados) ao tentar concluir um acordo de paz final com Arafat no momento em que nao existia confiança entre os dois dirigentes.

Durante uma série de intervençoes públicas, Lea Rabin afirmou a 28 de outubro numa entrevista a Rádio França, um mês depois que começou a Intifada nos territórios palestinos, que "o único sócio (de Israel) era Yasser Arafat". "É o dirigente incontestável" dos palestinos, disse Lea Rabin. "Todos os dirigentes atravessam dificuldades com seu próprio povo".

Interrogada sobre a maneira pela qual o "sucessor espiritual" de seu marido, isto é Barak, assumia seu papel, ela respondeu: "nao creio que seja o homem ideal para enfrentar a situaçao". "Está no poder há um ano e meio e é uma decepçao total", afirmou Lea Rabin.

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