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Kiev analisa ordem dos EUA para expulsão de ex-nazista


Da AFP

29/12/2005 | 16:40


Kiev vai estudar a decisão americana de extraditar para a Ucrânia John Demjanjuk, um ex-guarda de um campo de concentração nazista, antes de aceitar ou recusar a volta de Demjanjuk a seu país natal, anunciaram as autoridades ucranianas nesta quinta-feira.

"De acordo com a lei ucraniana, a decisão tomada pelo tribunal americano será submetida ao exame das autoridades ucranianas competentes, entre elas o ministério publico", disse à AFP o porta-voz da chancelaria Vassyl Filiptchouk.

A justiça americana confirmou na quarta-feira a ordem de expulsão de Demjanjuk, 85 anos, para a Ucrânia. Porém, ele poderá seguir para a Alemanha ou a Polônia se a Ucrânia rejeitá-lo.

Uma fonte próxima ao ministério ucraniano afirmou que Demjanjuk não tinha nacionalidade ucraniana. "É um motivo 100% válido para rejeitá-lo", considerou.

Segundo essa fonte o procedimento jurídico para aceitar ou não a volta de Demjanjuk à Ucrânia poderá demorar "anos". Até agora, a Ucrânia não recebeu uma demanda oficial dos Estados Unidos sobre o assunto.

John Demjanjuk tinha se instalado depois da guerra em Cleveland, no Estado de Ohio, para trabalhar como mecânico.

Em 1981, os Estados Unidos tinham retirado dele uma primeira vez sua nacionalidade americana antes de extraditá-lo, cinco anos depois, para Israel para ser julgado nesse país por "crimes contra a humanidade".

Era acusado de ter sido "Ivã o terrível", um dos piores carrascos do campo de exterminação de Treblinka na Polônia. Demjanjuk foi então condenado à morte, e absolvido em julho de 1993 após seis anos de prisão, já que a acusação não obteve provas.

Quando voltou aos Estados Unidos, onde obteve novamente a nacionalidade americana em 1998.


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Kiev analisa ordem dos EUA para expulsão de ex-nazista

Da AFP

29/12/2005 | 16:40


Kiev vai estudar a decisão americana de extraditar para a Ucrânia John Demjanjuk, um ex-guarda de um campo de concentração nazista, antes de aceitar ou recusar a volta de Demjanjuk a seu país natal, anunciaram as autoridades ucranianas nesta quinta-feira.

"De acordo com a lei ucraniana, a decisão tomada pelo tribunal americano será submetida ao exame das autoridades ucranianas competentes, entre elas o ministério publico", disse à AFP o porta-voz da chancelaria Vassyl Filiptchouk.

A justiça americana confirmou na quarta-feira a ordem de expulsão de Demjanjuk, 85 anos, para a Ucrânia. Porém, ele poderá seguir para a Alemanha ou a Polônia se a Ucrânia rejeitá-lo.

Uma fonte próxima ao ministério ucraniano afirmou que Demjanjuk não tinha nacionalidade ucraniana. "É um motivo 100% válido para rejeitá-lo", considerou.

Segundo essa fonte o procedimento jurídico para aceitar ou não a volta de Demjanjuk à Ucrânia poderá demorar "anos". Até agora, a Ucrânia não recebeu uma demanda oficial dos Estados Unidos sobre o assunto.

John Demjanjuk tinha se instalado depois da guerra em Cleveland, no Estado de Ohio, para trabalhar como mecânico.

Em 1981, os Estados Unidos tinham retirado dele uma primeira vez sua nacionalidade americana antes de extraditá-lo, cinco anos depois, para Israel para ser julgado nesse país por "crimes contra a humanidade".

Era acusado de ter sido "Ivã o terrível", um dos piores carrascos do campo de exterminação de Treblinka na Polônia. Demjanjuk foi então condenado à morte, e absolvido em julho de 1993 após seis anos de prisão, já que a acusação não obteve provas.

Quando voltou aos Estados Unidos, onde obteve novamente a nacionalidade americana em 1998.

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