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Cresce o faturamento das autopeças


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

14/04/2005 | 13:18


Embaladas pelo forte ritmo de produção e exportações de veículos no início do ano, as indústrias brasileiras de autopeças tiveram no primeiro bimestre crescimento de 11,3% no faturamento real (descontada a inflação) em relação a mesmo período de 2004. A boa performance já garantiu aumento nas encomendas para as indústrias de autopeças para os próximos meses. Empresas do Grande ABC informam que a produção de itens para abastecer a linha de montagem de veículos será até 25% maior no segundo trimestre, na comparação com igual período do ano passado.

Com a demanda aquecida, as perspectivas das empresas de peças e componentes automotores instaladas na região são de manutenção de fortes vendas até o final do primeiro semestre deste ano. O setor automotivo responde por mais de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) do Grande ABC, que concentra 89 das 540 indústrias de autopeças filiadas ao Sindipeças (Sindicato da Indústria de Peças e Componentes Automotores).

Os bons números de encomendas resultaram em expansão do nível de emprego do setor de autopeças no país. Houve 800 contratações em fevereiro, de acordo com o Sindipeças, com as quais o segmento passou de 189,6 mil postos de trabalho em janeiro para 190,4 mil no mês seguinte.

No primeiro trimestre, as montadoras produziram 565,4 mil veículos, 14,8% a mais do que em igual período de 2004, principalmente por conta do impulso nas vendas ao exterior. Foi o maior volume fabricado para os primeiros três meses do ano na história do setor automobilístico no Brasil.

“A tendência no curto prazo é positiva. A carteira (de pedidos) está estável em quase 10 mil veículos na média diária”, afirma o diretor da TRW Automotive, Wilson Rocha. A TRW, que tem filiais em Diadema e Santo André, tem pedidos em carteira para atender 590 mil veículos no segundo trimestre. Comparado aos 537 mil veículos de mesmo período de 2004, o volume é 10% superior. Para Rocha, os números mostram um setor que se mantém em patamar elevado. Nos primeiros três meses de 2005, a carteira era de 565 mil veículos.

A fabricante de autopeças Dana, que tem três fábricas na região, também registra a manutenção de forte volume de pedidos desde o final do ano passado. Segundo o vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Dana América do Sul, Paulo Nunes, os pedidos para abril, maio e julho são 25% maiores na comparação com mesmos três meses do ano passado. “Tivemos um primeiro trimestre importante em volumes e as montadoras mantiveram programas firmes (de encomendas) para o segundo trimestre, que refletem a excelente parcela de exportações”, afirmou o executivo.

Mais vagas – Nunes acrescentou que a demanda elevada levou a empresa a contratar 600 pessoas desde novembro até fevereiro último. Destas vagas, 300 foram para a fábrica de suspensão Dana Nakata, de Diadema, que já opera no limite da capacidade produtiva. “Vai chegar um momento em que teremos de investir. Temos plano nesse sentido mas que ainda depende de algumas variáveis”, afirma.

Já a fábrica de relaminados da Mangels, de São Bernardo, receberá R$ 70 milhões em investimentos para expandir em 30% a capacidade produtiva. O diretor superintendente da empresa, Ronalde Pinna, observa que o atendimento à indústria automobilística compensa retração no atendimento para outras áreas (ferramentas, eletroeletrônicos e construção civil) neste início de ano. No ano passado, a empresa se beneficiou da alta na produção de veículos e alcançou o melhor resultado dos últimos 20 anos. Teve fa-turamento bruto (R$ 633 mi-lhões) 33% maior do que em 2003.

A indústria de peças forjadas Uniforja, de Diadema, registrou queda na produção de peças da ordem de 15% no início do ano por conta da retração na área de máquinas agrícolas. O atendimento a empresas desse mercado corresponde a 10% a 15% da produção de peças automotivas da companhia.

“Mas ainda está melhor que no ano passado, já que crescemos 30% em 2004. De maneira bem genérica, mesmo caindo 15%, ainda sobram outros 15%”, afirma o presidente da Uniforja, José Domingos Peres dos Santos.   Ele acrescenta que a fábrica, que possui 508 trabalhadores, aguarda aprovação de R$ 12 milhões em financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para investir na ampliação da capacidade produtiva.


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Cresce o faturamento das autopeças

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

14/04/2005 | 13:18


Embaladas pelo forte ritmo de produção e exportações de veículos no início do ano, as indústrias brasileiras de autopeças tiveram no primeiro bimestre crescimento de 11,3% no faturamento real (descontada a inflação) em relação a mesmo período de 2004. A boa performance já garantiu aumento nas encomendas para as indústrias de autopeças para os próximos meses. Empresas do Grande ABC informam que a produção de itens para abastecer a linha de montagem de veículos será até 25% maior no segundo trimestre, na comparação com igual período do ano passado.

Com a demanda aquecida, as perspectivas das empresas de peças e componentes automotores instaladas na região são de manutenção de fortes vendas até o final do primeiro semestre deste ano. O setor automotivo responde por mais de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) do Grande ABC, que concentra 89 das 540 indústrias de autopeças filiadas ao Sindipeças (Sindicato da Indústria de Peças e Componentes Automotores).

Os bons números de encomendas resultaram em expansão do nível de emprego do setor de autopeças no país. Houve 800 contratações em fevereiro, de acordo com o Sindipeças, com as quais o segmento passou de 189,6 mil postos de trabalho em janeiro para 190,4 mil no mês seguinte.

No primeiro trimestre, as montadoras produziram 565,4 mil veículos, 14,8% a mais do que em igual período de 2004, principalmente por conta do impulso nas vendas ao exterior. Foi o maior volume fabricado para os primeiros três meses do ano na história do setor automobilístico no Brasil.

“A tendência no curto prazo é positiva. A carteira (de pedidos) está estável em quase 10 mil veículos na média diária”, afirma o diretor da TRW Automotive, Wilson Rocha. A TRW, que tem filiais em Diadema e Santo André, tem pedidos em carteira para atender 590 mil veículos no segundo trimestre. Comparado aos 537 mil veículos de mesmo período de 2004, o volume é 10% superior. Para Rocha, os números mostram um setor que se mantém em patamar elevado. Nos primeiros três meses de 2005, a carteira era de 565 mil veículos.

A fabricante de autopeças Dana, que tem três fábricas na região, também registra a manutenção de forte volume de pedidos desde o final do ano passado. Segundo o vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Dana América do Sul, Paulo Nunes, os pedidos para abril, maio e julho são 25% maiores na comparação com mesmos três meses do ano passado. “Tivemos um primeiro trimestre importante em volumes e as montadoras mantiveram programas firmes (de encomendas) para o segundo trimestre, que refletem a excelente parcela de exportações”, afirmou o executivo.

Mais vagas – Nunes acrescentou que a demanda elevada levou a empresa a contratar 600 pessoas desde novembro até fevereiro último. Destas vagas, 300 foram para a fábrica de suspensão Dana Nakata, de Diadema, que já opera no limite da capacidade produtiva. “Vai chegar um momento em que teremos de investir. Temos plano nesse sentido mas que ainda depende de algumas variáveis”, afirma.

Já a fábrica de relaminados da Mangels, de São Bernardo, receberá R$ 70 milhões em investimentos para expandir em 30% a capacidade produtiva. O diretor superintendente da empresa, Ronalde Pinna, observa que o atendimento à indústria automobilística compensa retração no atendimento para outras áreas (ferramentas, eletroeletrônicos e construção civil) neste início de ano. No ano passado, a empresa se beneficiou da alta na produção de veículos e alcançou o melhor resultado dos últimos 20 anos. Teve fa-turamento bruto (R$ 633 mi-lhões) 33% maior do que em 2003.

A indústria de peças forjadas Uniforja, de Diadema, registrou queda na produção de peças da ordem de 15% no início do ano por conta da retração na área de máquinas agrícolas. O atendimento a empresas desse mercado corresponde a 10% a 15% da produção de peças automotivas da companhia.

“Mas ainda está melhor que no ano passado, já que crescemos 30% em 2004. De maneira bem genérica, mesmo caindo 15%, ainda sobram outros 15%”, afirma o presidente da Uniforja, José Domingos Peres dos Santos.   Ele acrescenta que a fábrica, que possui 508 trabalhadores, aguarda aprovação de R$ 12 milhões em financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) para investir na ampliação da capacidade produtiva.

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