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Cais de Diadema completa 21 anos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Espaço promove convivência e inclusão de deficientes auditivos, visuais, intelectuais e físicos


Renata Rocha
Especial para o Diário

26/11/2014 | 07:00


Aos 22 anos, a massoterapeuta Jiuvanete Rocha, hoje com 23, sentia um incômodo nos olhos, que provocava lacrimejamento excessivo. Depois de procurar diversos médicos, a moradora de Diadema recebeu o diagnóstico de retinose pigmentar, doença que causa degeneração da retina, podendo resultar em perda total de visão. Na época, o médico deu o prazo de dois anos para que ela ficasse completamente cega, mas isso ocorreu apenas em 2009, depois de um acidente de carro.

Como muitos deficientes visuais que perdem a visão depois de adulto, a fase de adaptação de Jiuvanete não foi fácil. A negação da deficiência e a forte depressão tomaram conta de sua vida. A situação começou a mudar depois que ela conheceu o Cais (Centro de Atenção à Inclusão Social), que completa 21 anos na semana que vem.

“Minha irmã também tem retinose em um grau menor e conheceu o Cais. Depois de alguma insistência da parte da minha família eu comecei a frequentar. Foi uma das melhores coisas que me aconteceram. Aqui que eu aprendi a trabalhar com massagem e hoje tenho um emprego bom”, disse Jiuvanete.

No local, são desenvolvidas diversas atividades de inclusão, como aulas de educação física, Braile, dança e mobilidade urbana. Uma das oficinas frequentadas por Jiuvanete é a de dança. Nesta semana, o ritmo aprendido pelos alunos é o merengue. Nas aulas, é estimulado o aperfeiçoamento da noção de espaço.

A professora Sueli Ribeiro dos Santos acrescenta que o ganho de autoestima é outra vantagem. “Muitos deles chegam aqui deprimidos, sem querer participar das atividades e desmotivados. Mas, de repente, eles redescobrem todo o potencial que têm para praticar diversas atividades.”

Um desses alunos da aula de dança é o aposentado Aparecido Donizete de Oliveira, 59, que tem a mesma doença que Jiuvanete e, assim como ela, teve depressão após ficar cego. Hoje ele se considera hábil nas funções domésticas. “Dizem que eu sou um dos fundadores do Cais, já que frequento aqui há 12 anos. E faço a aula de dança porque é gostoso aprender algo novo, conversar e bater um papo com os companheiros. A gente se reúne e sai para dançar na noite.”

“Eu faço Braile, dança e ginástica. É muito bom poder passar esse tempo aqui, fazer novos amigos, aprender coisas novas, além de me divertir com os colegas. Também houve melhora da noção e percepção do espaço”, disse a aposentada Maria Elza Araújo Brandão, 60.

Na próxima semana, será celebrada a Semana da Pessoa com Deficiência. O Cais oferecerá diversas atividades que envolvem o debate sobre a inclusão. Mais informações podem ser obtidas na secretaria do espaço, que fica na Rua São Luiz, 81, Centro, Diadema. 



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Cais de Diadema completa 21 anos

Espaço promove convivência e inclusão de deficientes auditivos, visuais, intelectuais e físicos

Renata Rocha
Especial para o Diário

26/11/2014 | 07:00


Aos 22 anos, a massoterapeuta Jiuvanete Rocha, hoje com 23, sentia um incômodo nos olhos, que provocava lacrimejamento excessivo. Depois de procurar diversos médicos, a moradora de Diadema recebeu o diagnóstico de retinose pigmentar, doença que causa degeneração da retina, podendo resultar em perda total de visão. Na época, o médico deu o prazo de dois anos para que ela ficasse completamente cega, mas isso ocorreu apenas em 2009, depois de um acidente de carro.

Como muitos deficientes visuais que perdem a visão depois de adulto, a fase de adaptação de Jiuvanete não foi fácil. A negação da deficiência e a forte depressão tomaram conta de sua vida. A situação começou a mudar depois que ela conheceu o Cais (Centro de Atenção à Inclusão Social), que completa 21 anos na semana que vem.

“Minha irmã também tem retinose em um grau menor e conheceu o Cais. Depois de alguma insistência da parte da minha família eu comecei a frequentar. Foi uma das melhores coisas que me aconteceram. Aqui que eu aprendi a trabalhar com massagem e hoje tenho um emprego bom”, disse Jiuvanete.

No local, são desenvolvidas diversas atividades de inclusão, como aulas de educação física, Braile, dança e mobilidade urbana. Uma das oficinas frequentadas por Jiuvanete é a de dança. Nesta semana, o ritmo aprendido pelos alunos é o merengue. Nas aulas, é estimulado o aperfeiçoamento da noção de espaço.

A professora Sueli Ribeiro dos Santos acrescenta que o ganho de autoestima é outra vantagem. “Muitos deles chegam aqui deprimidos, sem querer participar das atividades e desmotivados. Mas, de repente, eles redescobrem todo o potencial que têm para praticar diversas atividades.”

Um desses alunos da aula de dança é o aposentado Aparecido Donizete de Oliveira, 59, que tem a mesma doença que Jiuvanete e, assim como ela, teve depressão após ficar cego. Hoje ele se considera hábil nas funções domésticas. “Dizem que eu sou um dos fundadores do Cais, já que frequento aqui há 12 anos. E faço a aula de dança porque é gostoso aprender algo novo, conversar e bater um papo com os companheiros. A gente se reúne e sai para dançar na noite.”

“Eu faço Braile, dança e ginástica. É muito bom poder passar esse tempo aqui, fazer novos amigos, aprender coisas novas, além de me divertir com os colegas. Também houve melhora da noção e percepção do espaço”, disse a aposentada Maria Elza Araújo Brandão, 60.

Na próxima semana, será celebrada a Semana da Pessoa com Deficiência. O Cais oferecerá diversas atividades que envolvem o debate sobre a inclusão. Mais informações podem ser obtidas na secretaria do espaço, que fica na Rua São Luiz, 81, Centro, Diadema. 

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