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Região está no Festival Internacional de Inverno


Nelson Albuquerque
Do Diário do Grande ABC

01/06/2004 | 18:42


O Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão entra em uma nova fase nesta sua 35ª edição, marcada para o período de 3 a 25 de julho. A direção artística é assumida pelo maestro Roberto Minczuk, que optou por concentrar esforços no caráter pedagógico do evento e em atrações de qualidade e exclusivamente da música clássica. Nesta terça, foi divulgado o programa geral e, nele, consta mais uma vez a Orquestra Sinfônica de Santo André, que participa do evento de forma ininterrupta desde 1990.

“A orquestra de Santo André tem um trabalho sério e uma história com o Festival”, diz Minczuk. Sob regência de Flavio Florence, 47 anos, a Sinfônica apresentará aberturas e árias de óperas na Praça do Capivari, ao lado do tenor Fernando Portari e da soprano Rosana Lamosa. “É um programa que eles (da orquestra andreense) executam muito bem, além de já terem trabalhado com estes solistas”, afirma Minczuk.

Florence fala que “todo o meio musical vê com bons olhos” a entrada de Minczuk na direção do evento. “É a pessoa ideal para resgatar aquilo que Eleazar de Carvalho projetou no início dos anos 70, que é oferecer atividades pedagógicas de alto nível e fazer de Campos do Jordão uma vitrine da música”, diz o titular do grupo andreense.

Minczuk foi bolsista do Festival de Inverno de 1978, quando tinha 11 anos. “Campos é um ponto de encontro onde se cria relacionamentos. Não adianta o jovem ser talentoso, ele precisa de meios para viabilizar sua carreira”, afirma Minczuk, que hoje é regente associado da Orquestra Filarmônica de Nova York e da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo).

Este ano houve quebra de recorde de inscrições dos candidatos a bolsista: 1.171 contra uma média de 300 dos anos anteriores. “Os artistas acreditam em nossa proposta e colaboram. John Neschling (titular da Osesp), por exemplo, dará aulas de graça”, ressalta Minczuk.

Atrações – Grandes nomes da música clássica estão na agenda: Neschling, Antonio Meneses (violoncelo) e Nelson Freire (piano), além de conjuntos como Osesp, Quinteto de Metais da Filarmônica de Nova York, Quarteto Amazônia e Sinfônica de Campinas. Há espaço ainda para jovens promissores: o pianista brasileiro Pablo Rossi e o violinista russo Eugene Ugorsky, ambos de 15 anos.

Entre os compositores, atenção especial para Joseph Haydn (1732-1809). “Sua obra é vital para a formação do músico”, afirma o diretor. Destaque também para o brasileiro Marlos Nobre, que terá uma peça em primeira audição mundial, no dia 23.

A Orquestra Filarmônica de São Caetano, dirigida por Antônio Carlos Neves Pinto e que tocou em Campos pela primeira vez no ano passado, não aparece na programação de 2004. “Infelizmente não podemos contemplar todos, por isso optamos por uma alternância para dar oportunidade a outros grupos”, diz o coordenador pedagógico do evento, Arcadio Minczuk (é irmão de Roberto). A programação completa está na internet, no site.

O orçamento do Festival é de R$ 2,5 milhões. As empresas patrocinadoras são Tim e Sabesp. O evento está registrado na Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.



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