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Ponte do Rodoanel sobre a Represa Billings está 90% pronta


André Vieira
Do Diário do Grande ABC

31/08/2009 | 07:04


Uma das duas pontes do Rodoanel Mário Covas que passarão sobre a Represa Billings, em São Bernardo, estará completamente pronta até o fim do ano. O tráfego de veículos, contudo, só será liberado em março de 2010, quando a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário) promete entregar todo o Trecho do Sul, que atravessará também Santo André e Mauá.

Cerca de 90% dos trabalhos para edificação da ponte interna estão concluídos. A ponte externa tem 80% da obra terminada. Cada uma das ligações tem 1.750 metros de extensão. Apesar de relativamente curta, se comparada aos quase 62 quilômetros do Trecho Sul, a ponte é emblemática porque pode servir como exemplo da grandeza, para o sistema de transporte, e do impacto, sobre o meio ambiente, de todo o Rodoanel.

Vista de longe, ou de perto, como fez o Diário em viagem de barco pela represa, a "Rio-Niterói paulista" impressiona pela imponência.

A interferência no ecossistema é intensa. Em uma das extremidades, a Dersa fez um aterro com cerca de 800 metros de extensão sobre a represa, intervenção necessária para fabricar as imensas peças de concreto da estrutura.

Para o gerente de infraestrutura da ABCP (Associação Brasileira de Cimentos Portland), entidade que prestou consultoria para a Dersa, Ronaldo Vizzoni, a escolha do pavimento de concreto nas pistas da ponte foi acertada. "O concreto tem vida útil de mais de 30 anos, exige pouca manutenção e não consome muita energia elétrica para iluminação, pois reflete melhor a luz."

A previsão de inaugurar o Trecho Sul do Rodoanel em março do ano que vem não é o primeiro prazo que o governo do Estado oferece para liberar o empreendimento para o tráfego de veículos, o que já foi cogitado para novembro deste ano ou fevereiro de 2010.

Lei da Billings ainda aguarda regulamentação do Estado

Se por um lado as obras do Trecho Sul do Rodoanel que passarão pela represa Billings estão próximas do fim, ainda não estão nem no começo o conjunto de mudanças pelo qual deverá ser submetido o manancial a partir de sua Lei Específica, promulgada em julho. A promessa do documento é nortear as políticas públicas de regularização da situação fundiária da população que se estabeleceu no entorno da represa e de recuperação do ecossistema.

A pretensão do Estado é diminuir em 73%, até 2015, a poluição do manancial, que perdeu ao longo dos anos mais de 20% da sua capacidade de armazenamento e 50% do seu poder de produção de água.

Apesar do discurso para alcançar a sustentabilidade, na prática, para que os benefícios deixem de ser apenas boas intenções, ainda é preciso que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente regulamente a Lei Específica, definindo como ela será aplicada.

Em 13 de julho, quando a lei foi assinada, em Rio Grande da Serra, o secretário do Meio Ambiente Xico Graziano prometeu reduzir pela metade o período de regulamentação das normas, e entregar o documento pronto em 90 dias. O prazo se encerra em outubro.

Além disso, os seis municípios banhados pelas águas da Billings precisam ainda adaptar o novo código ao seu próprio conjunto de leis.



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