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Fim da redução do IPI afeta produção industrial


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/05/2010 | 07:00


A retirada da medida de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a venda de automóveis e eletrodomésticos influiu de forma decisiva para o desempenho mais fraco da indústria em abril, segundo especialistas.

Depois de apresentar forte aceleração em março, a produção industrial ficou praticamente estável no mês passado, apontam duas pesquisas divulgadas ontem.

Um dos estudos apresentados ontem foi o INA (Indicador do Nível de Atividade), da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que registrou queda de 0,4% em abril frente a março.

Outro foi a sondagem industrial, apurada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O índice que mede a fabricação também ficou estável. Somou 51 pontos (numa escala que vai zero a 100), na linha divisória entre aumento (acima de 50) e queda da produção (abaixo desse número). No mês anterior, o indicador da CNI estava em 62,9 pontos, que mostrava forte alta.

Apesar de o setor industrial não ter crescido no mês, analistas avaliam que não há, por enquanto, motivo de preocupação. "Mostra mais que é uma acomodação. Não é reversão do ciclo (de expansão)", afirma o gerente do departamento de Economia da Fiesp, André Rebello.

Ele cita que, outro estudo, o sensor Fiesp (que aponta a percepção do empresariado em relação aos negócios) confirma a expectativa. Enquanto em março, o indicador ficou em 57 pontos, em abril caiu para 55,9 e em maio retoma o crescimento, chegando a 57,6.

O economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), Rogério César de Souza, tem visão semelhante. "Os números mostram pequeno ajuste, mas isso não pode ser considerado inflexão. A perspectiva ainda é de um ano muito bom", avalia.

A expectativa registrada na sondagem da CNI para os próximos seis meses mostra que o empresariado segue otimista, tanto em relação às exportações quanto em compras de matérias-primas. No entanto, está um pouco menos confiante quanto à demanda.

A Fiesp projeta que a indústria paulista crescerá na ordem de dois dígitos, de 10% a 13%, neste ano em comparação com 2009.

EUROPA - Apesar de algum otimismo, há números que mostram que a atividade industrial brasileira não ficou imune às dificuldades das finanças em países europeus. "O investimento estrangeiro direto no primeiro quadrimestre foi pequeno. Com a crise, os investidores ficaram mais cautelosos", afirma Souza.

Por sua vez, o vice-diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Diadema, Donizete Duarte da Silva, avalia que é ainda preciso aguardar para ver como o mercado se comporta sem os incentivos.



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Fim da redução do IPI afeta produção industrial

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/05/2010 | 07:00


A retirada da medida de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a venda de automóveis e eletrodomésticos influiu de forma decisiva para o desempenho mais fraco da indústria em abril, segundo especialistas.

Depois de apresentar forte aceleração em março, a produção industrial ficou praticamente estável no mês passado, apontam duas pesquisas divulgadas ontem.

Um dos estudos apresentados ontem foi o INA (Indicador do Nível de Atividade), da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que registrou queda de 0,4% em abril frente a março.

Outro foi a sondagem industrial, apurada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O índice que mede a fabricação também ficou estável. Somou 51 pontos (numa escala que vai zero a 100), na linha divisória entre aumento (acima de 50) e queda da produção (abaixo desse número). No mês anterior, o indicador da CNI estava em 62,9 pontos, que mostrava forte alta.

Apesar de o setor industrial não ter crescido no mês, analistas avaliam que não há, por enquanto, motivo de preocupação. "Mostra mais que é uma acomodação. Não é reversão do ciclo (de expansão)", afirma o gerente do departamento de Economia da Fiesp, André Rebello.

Ele cita que, outro estudo, o sensor Fiesp (que aponta a percepção do empresariado em relação aos negócios) confirma a expectativa. Enquanto em março, o indicador ficou em 57 pontos, em abril caiu para 55,9 e em maio retoma o crescimento, chegando a 57,6.

O economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), Rogério César de Souza, tem visão semelhante. "Os números mostram pequeno ajuste, mas isso não pode ser considerado inflexão. A perspectiva ainda é de um ano muito bom", avalia.

A expectativa registrada na sondagem da CNI para os próximos seis meses mostra que o empresariado segue otimista, tanto em relação às exportações quanto em compras de matérias-primas. No entanto, está um pouco menos confiante quanto à demanda.

A Fiesp projeta que a indústria paulista crescerá na ordem de dois dígitos, de 10% a 13%, neste ano em comparação com 2009.

EUROPA - Apesar de algum otimismo, há números que mostram que a atividade industrial brasileira não ficou imune às dificuldades das finanças em países europeus. "O investimento estrangeiro direto no primeiro quadrimestre foi pequeno. Com a crise, os investidores ficaram mais cautelosos", afirma Souza.

Por sua vez, o vice-diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Diadema, Donizete Duarte da Silva, avalia que é ainda preciso aguardar para ver como o mercado se comporta sem os incentivos.

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