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Ciúme faz açougueiro matar ex a marteladas

Jovem não aceitava fim de relacionamento com doméstica


Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

29/11/2012 | 07:00


O açougueiro Gustavo de Andrade Gouvêa, 22 anos, foi preso em flagrante na tarde de ontem por policiais civis do 8º DP (Alvarenga) de São Bernardo acusado de matar a marteladas a ex-namorada, a empregada doméstica Marlene dos Santos, 37, no início da manhã, em um sítio na Estrada Galvão Bueno, no Jardim Represa.

O rapaz não aceitava o fim do relacionamento de um ano e meio com Marlene. Cansada das crises de ciúmes, ela decidiu se separar há cinco meses e, desde então, Gouvêa a procurava, inconformado com o término. Chegou a passar trotes para a casa dos parentes dela, que alegaram ser contra o romance, e tentar forçá-la a pular de um viaduto com ele no Jardim Las Vegas, onde mora.

O estopim para o assassinato foi o anúncio do relacionamento dela com um padeiro do bairro Rudge Ramos. O açougueiro disse que se descontrolou ao ouvir Marlene dizer que o atual companheiro poderia lhe comprar carros e roupas de luxo. Ele abriu a mochila, tirou o martelo e deu sete golpes nela. A brutalidade foi tão grande que o objeto se quebrou com o impacto.

A família de Marlene é caseira do sítio e não teve dificuldades em reconhecer o autor. Gouvêa confessou o crime, disse que após matá-la, por volta das 6h30, pegou um ônibus e foi até o açougue onde trabalha, no Centro. Seu uniforme estava sujo com sangue da vítima.

No depoimento à polícia, disse que passou a tomar medicamentos desde o fim do relacionamento. A doméstica foi sua primeira namorada. "O que fiz não merece perdão. Quero ficar preso o tempo que for necessário para pagar o preço", afirmou.

"Meus remédios acabaram e começou a passar várias coisas pela minha cabeça. Não aceitei o fim do nosso namoro. Ela me marcou. E quando ela me humilhou, perdi de vez a razão. Nem desculpas tenho coragem de pedir", disse, chorando.

Marlene deixa uma filha de 4 anos, fruto de outro relacionamento que teve antes do açougueiro. Chocados, seus familiares não quiseram falar com a equipe do Diário. Apenas revelaram que Gouvêa jamais foi violento, apesar das discussões por ciúmes. O rapaz foi autuado por homicídio qualificado.



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Ciúme faz açougueiro matar ex a marteladas

Jovem não aceitava fim de relacionamento com doméstica

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

29/11/2012 | 07:00


O açougueiro Gustavo de Andrade Gouvêa, 22 anos, foi preso em flagrante na tarde de ontem por policiais civis do 8º DP (Alvarenga) de São Bernardo acusado de matar a marteladas a ex-namorada, a empregada doméstica Marlene dos Santos, 37, no início da manhã, em um sítio na Estrada Galvão Bueno, no Jardim Represa.

O rapaz não aceitava o fim do relacionamento de um ano e meio com Marlene. Cansada das crises de ciúmes, ela decidiu se separar há cinco meses e, desde então, Gouvêa a procurava, inconformado com o término. Chegou a passar trotes para a casa dos parentes dela, que alegaram ser contra o romance, e tentar forçá-la a pular de um viaduto com ele no Jardim Las Vegas, onde mora.

O estopim para o assassinato foi o anúncio do relacionamento dela com um padeiro do bairro Rudge Ramos. O açougueiro disse que se descontrolou ao ouvir Marlene dizer que o atual companheiro poderia lhe comprar carros e roupas de luxo. Ele abriu a mochila, tirou o martelo e deu sete golpes nela. A brutalidade foi tão grande que o objeto se quebrou com o impacto.

A família de Marlene é caseira do sítio e não teve dificuldades em reconhecer o autor. Gouvêa confessou o crime, disse que após matá-la, por volta das 6h30, pegou um ônibus e foi até o açougue onde trabalha, no Centro. Seu uniforme estava sujo com sangue da vítima.

No depoimento à polícia, disse que passou a tomar medicamentos desde o fim do relacionamento. A doméstica foi sua primeira namorada. "O que fiz não merece perdão. Quero ficar preso o tempo que for necessário para pagar o preço", afirmou.

"Meus remédios acabaram e começou a passar várias coisas pela minha cabeça. Não aceitei o fim do nosso namoro. Ela me marcou. E quando ela me humilhou, perdi de vez a razão. Nem desculpas tenho coragem de pedir", disse, chorando.

Marlene deixa uma filha de 4 anos, fruto de outro relacionamento que teve antes do açougueiro. Chocados, seus familiares não quiseram falar com a equipe do Diário. Apenas revelaram que Gouvêa jamais foi violento, apesar das discussões por ciúmes. O rapaz foi autuado por homicídio qualificado.

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