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Rafael Marques assume Sindicato dos Metalúrgicos

Novo presidente pretende ampliar o diálogo com as empresas


Pedro Souza

29/11/2012 | 07:00


Como novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o ex-vice-presidente Rafael Marques assume a posição com o objetivo de trazer mudanças para o sistema sindical nacional. Ele afirma que o modelo atual está vencido e pretende ampliar a atuação da entidade, especialmente em relação às negociações com as empresas. Sua intenção é a de ajudar as companhias, e não somente os trabalhadores, reforçando uma das lutas iniciadas pela entidade ainda sob o comando do ex-presidente Sérgio Nobre: o entendimento de que empresas saudáveis e em expansão resultam em maior geração de emprego.

Marques assume a posição após Nobre renunciá-la para atuar exclusivamente como secretário-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores), no qual está eleito desde julho.

O atual presidente do sindicato iniciou sua vida profissional em 1979 e, hoje, aos 48 anos, carrega no currículo sindical as funções de cipeiro, representante de comissão de fábrica, diretor de base e secretário-geral do sindicato. Marques, que é funcionário da Ford, disse que ainda não houve festa ou anúncio formal da sua posse, porque espera a agenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Depende se o Lula vai dar uma data para nós."

Acompanhe abaixo a entrevista que Marques concedeu com exclusividade à equipe do Diário.

DIÁRIO - Você ficará por quanto tempo no comando do sindicato?

RAFAEL MARQUES -Vou ficar como presidente até julho de 2014, quando haverá nova eleição.

DIÁRIO ­- Nesta data você vai se candidatar para novo mandato?

MARQUES ­­- Se eu for bem (no comando atual) até lá, pode ser.

DIÁRIO - Pela sua atuação como vice, você não é um pré-candidato?

MARQUES - Acredito que vou para reeleição, mas depende de como será essa nova fase (na presidência da entidade).

DIÁRIO ­­- Quais serão as principais dificuldades no comando do sindicato em 2013?

MARQUES­ ­- Bom, pretendo continuar acompanhando o cenário econômico, o que é muito importante. Sabemos de empresas da região que apresentaram resultados melhores no segundo semestre do que primeiro semestre deste ano. Outras já declararam resultados iguais aos dos primeiros seis meses. Então, o nosso desafio é olhar atentamente ao cenário econômico para defender o emprego da nossa categoria, principalmente o desafio da Mercedes-Benz.

DIÁRIO - Haverá um grande desafio em março ­- quando o sindicato negociará com a Mercedes para garantir a manutenção do emprego de 500 funcionários contratados por período determinado?

MARQUES - Sim, em março teremos um desafio. Então, ali (negociações com a Mercedes) é prioridade do sindicato. Vamos continuar discutindo com a empresa alternativas para manter o emprego dos companheiros e continuar reforçando o trabalho de base.

DIÁRIO - O que é o trabalho de base?

MARQUES - É um desafio. É minha meta. Quero dizer reforçar o trabalho de base nas empresas, com diretores (do sindicato) dentro das fábricas muito bem informados (sobre o cenário econômico) para fazer, realmente, o trabalho do sindicato no chão de fábrica. Queremos construir um modelo sindical novo. Eu acho que o modelo do sindicato vigente já está vencendo. Na minha opinião, já venceu o prazo.

DIÁRIO - Quais são as características do novo movimento sindical?

MARQUES -  É um movimento em que você reforça a organização do local de trabalho, mas também prioriza o ambiente de negociação coletiva como um grande canal para avançar em direitos e conquistas. Tudo isso contribuindo para fortalecer o nosso segmento, ou seja, a indústria nacional, que considero como desafio nosso também.

DIÁRIO - Você quer dizer que o sindicato deve defender tanto trabalhador, quanto empresa?

MARQUES - Temos que pensar em um todo. Isso porque um empresário enfraquecido é também um trabalhador enfraquecido. Sem contar que devemos avançar esse conceito para além do Grande ABC. Vamos tentar trabalhar muito forte essa questão no âmbito nacional. Queremos, junto à nossa confederação dos metalúrgicos trabalhar a contratação coletiva nacional por setores, como ocorre hoje no setor automotivo e siderúrgico. E, com isso, vencer as diferenças de condições entre regiões mais antigas (em atuação sindical), como a do Grande ABC e de outras do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, com o resto do País.

DIÁRIO ­- Hoje (ontem) você já é presidente, ou ainda haverá a posse?

MARQUES ­- Hoje já sou presidente. Talvez não tenha festa ou data da posse. Depende se o Lula (ex-presidente da República e também do sindicato, Luiz Inácio Lula da Silva, PT) vai dar uma data (para formalizar a nomeação) para nós.

 



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Rafael Marques assume Sindicato dos Metalúrgicos

Novo presidente pretende ampliar o diálogo com as empresas

Pedro Souza

29/11/2012 | 07:00


Como novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o ex-vice-presidente Rafael Marques assume a posição com o objetivo de trazer mudanças para o sistema sindical nacional. Ele afirma que o modelo atual está vencido e pretende ampliar a atuação da entidade, especialmente em relação às negociações com as empresas. Sua intenção é a de ajudar as companhias, e não somente os trabalhadores, reforçando uma das lutas iniciadas pela entidade ainda sob o comando do ex-presidente Sérgio Nobre: o entendimento de que empresas saudáveis e em expansão resultam em maior geração de emprego.

Marques assume a posição após Nobre renunciá-la para atuar exclusivamente como secretário-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores), no qual está eleito desde julho.

O atual presidente do sindicato iniciou sua vida profissional em 1979 e, hoje, aos 48 anos, carrega no currículo sindical as funções de cipeiro, representante de comissão de fábrica, diretor de base e secretário-geral do sindicato. Marques, que é funcionário da Ford, disse que ainda não houve festa ou anúncio formal da sua posse, porque espera a agenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Depende se o Lula vai dar uma data para nós."

Acompanhe abaixo a entrevista que Marques concedeu com exclusividade à equipe do Diário.

DIÁRIO - Você ficará por quanto tempo no comando do sindicato?

RAFAEL MARQUES -Vou ficar como presidente até julho de 2014, quando haverá nova eleição.

DIÁRIO ­- Nesta data você vai se candidatar para novo mandato?

MARQUES ­­- Se eu for bem (no comando atual) até lá, pode ser.

DIÁRIO - Pela sua atuação como vice, você não é um pré-candidato?

MARQUES - Acredito que vou para reeleição, mas depende de como será essa nova fase (na presidência da entidade).

DIÁRIO ­­- Quais serão as principais dificuldades no comando do sindicato em 2013?

MARQUES­ ­- Bom, pretendo continuar acompanhando o cenário econômico, o que é muito importante. Sabemos de empresas da região que apresentaram resultados melhores no segundo semestre do que primeiro semestre deste ano. Outras já declararam resultados iguais aos dos primeiros seis meses. Então, o nosso desafio é olhar atentamente ao cenário econômico para defender o emprego da nossa categoria, principalmente o desafio da Mercedes-Benz.

DIÁRIO - Haverá um grande desafio em março ­- quando o sindicato negociará com a Mercedes para garantir a manutenção do emprego de 500 funcionários contratados por período determinado?

MARQUES - Sim, em março teremos um desafio. Então, ali (negociações com a Mercedes) é prioridade do sindicato. Vamos continuar discutindo com a empresa alternativas para manter o emprego dos companheiros e continuar reforçando o trabalho de base.

DIÁRIO - O que é o trabalho de base?

MARQUES - É um desafio. É minha meta. Quero dizer reforçar o trabalho de base nas empresas, com diretores (do sindicato) dentro das fábricas muito bem informados (sobre o cenário econômico) para fazer, realmente, o trabalho do sindicato no chão de fábrica. Queremos construir um modelo sindical novo. Eu acho que o modelo do sindicato vigente já está vencendo. Na minha opinião, já venceu o prazo.

DIÁRIO - Quais são as características do novo movimento sindical?

MARQUES -  É um movimento em que você reforça a organização do local de trabalho, mas também prioriza o ambiente de negociação coletiva como um grande canal para avançar em direitos e conquistas. Tudo isso contribuindo para fortalecer o nosso segmento, ou seja, a indústria nacional, que considero como desafio nosso também.

DIÁRIO - Você quer dizer que o sindicato deve defender tanto trabalhador, quanto empresa?

MARQUES - Temos que pensar em um todo. Isso porque um empresário enfraquecido é também um trabalhador enfraquecido. Sem contar que devemos avançar esse conceito para além do Grande ABC. Vamos tentar trabalhar muito forte essa questão no âmbito nacional. Queremos, junto à nossa confederação dos metalúrgicos trabalhar a contratação coletiva nacional por setores, como ocorre hoje no setor automotivo e siderúrgico. E, com isso, vencer as diferenças de condições entre regiões mais antigas (em atuação sindical), como a do Grande ABC e de outras do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, com o resto do País.

DIÁRIO ­- Hoje (ontem) você já é presidente, ou ainda haverá a posse?

MARQUES ­- Hoje já sou presidente. Talvez não tenha festa ou data da posse. Depende se o Lula (ex-presidente da República e também do sindicato, Luiz Inácio Lula da Silva, PT) vai dar uma data (para formalizar a nomeação) para nós.

 

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