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Aniversariantes não acreditam em azar

Fernando Nonato/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

13/01/2012 | 07:00


O comprador Victor Piza comemora hoje seu aniversário de 27 anos e não está nem aí para o fato de que é sexta-feira 13. "Essa superstição foi gerada por acontecimentos históricos nesta data. Prefiro acreditar que seja um dia de evolução, pois para mim o número representa o renascimento e a liberdade."

Piza tem razão. A idéia de que a sexta-feira 13 dá azar mistura duas superstições: a do número 13 e a da sexta-feira. Para os católicos, 13 eram os apóstolos da Última Ceia - e o 13º era Judas, que, de acordo com o Evangelho, traiu Jesus. Sexta-feira foi o dia da crucificação de Cristo, e há teólogos que afirmam que o dilúvio começou na sexta-feira.

Na Idade Média, outro acontecimento serviu para reforçar a crença: em 13 de outubro de 1307 os cavaleiros templários - exército ligado à Igreja Católica - foram traídos pelo rei da França Filipe, o Belo, que os submeteu a torturas antes de matá-los.

Mesmo assim, João Vitor Carmello não liga muito para as superstições. Hoje celebra 15 anos de vida. Os amigos, porém, fazem brincadeiras com a data. "Eles falam que dá azar, mas é um dia comum. Só não é tão comum porque é meu aniversário." O adolescente prepara um churrasco com os amigos. "Mas vai ser no sábado ou domingo, que é para ninguém fazer brincadeiras", diverte-se.

O estudante Gabriel Marques irá comemorar 10 anos numa sexta-feira 13 pela primeira vez. Ele nasceu em abril. Segundo a mãe, a artesã Lucilene Marques, 41, Gabriel adora o número. "Ele sempre quer as coisas relacionadas ao 13." Exemplo disso é a camisa do time do coração, o Corinthians, que ostenta seu nome e, claro, o número 13. "Acho a data legal. Os amigos brincam, mas é diferente fazer aniversário nesse dia."

CASAMENTO

A professora Denise Mathias, 55, é outra que não vê problemas na data. Em 1984, casou-se numa sexta-feira 13. "Precisava ser um dia que batesse com as férias, então escolhemos essa data de julho. Nunca dei muita importância para isso porque não acredito nessa coisa de azar."

Denise afirma que amigos e familiares ficavam espantados ao ver o convite. "Eles falavam que era um dia ruim pra casar." A professora acabou se separando do marido após 23 anos de casamento, mas não acredita que a data da celebração tenha influenciado. "Foi coisa da vida, mas ainda somos amigos. O azar está na cabeça das pessoas. Na minha não estava."

Para a contabilista Fabiana Bonfim, 31 anos, a data, inclusive, é sinônimo de sorte. Ela se casa hoje. "Há mais ou menos cinco meses resolvemos mudar o salão onde seria feita a festa. A princípio queria casar no sábado, mas a única data disponível era a sexta-feira 13, acho que exatamente por conta das superstições. Para nós foi bom, porque conseguimos mudar o salão mesmo em cima da hora."

Em 2012, três sextas-feiras cairão no fatídico dia 13

Além de hoje, 2012 terá mais duas sextas-feiras 13: em abril e julho. Para a psicóloga, terapeuta holística e numeróloga Maria Paula Rizzo, a verdadeira data do ano é a do mês de abril. Isso porque a soma dos números que compõem a data resulta em 13. "Esse é o dia que concentra a energia do número em sua totalidade."

Segundo Maria Paula, o número representa dificuldade em aceitar rotinas, medo do trabalho e da morte, perdas no plano material, indiferença, descontentamento e más atitudes, preguiça, negatividade e ineficiência. "Porém, para quem nasceu ou faz aniversário nesta data, não existe azar. Basta que se canalize energias positivas", destaca.

A numeróloga acredita também que é possível encarar o número por sua somatória, ou seja, 1 mais 3 é igual a 4, que é o número da ordem, construção, esforço e trabalho.

As dicas de Maria Paula para ter uma sexta-feira 13 tranquila passam longe de evitar cruzar com gatos pretos, quebrar espelhos ou passar debaixo de escadas. "É preciso aplicar-se na realização de sua tarefa, cuidando dos menores detalhes. A palavra-chave para isso é trabalho no plano material. Você deve dominar o medo da morte, encarando-a como mudança de conscientização, deve desenvolver os seus talentos e habilidades e se motivar para a vida."

GATOS

Por incrível que pareça, gatos pretos ainda sofrem com a superstição ligada à sexta-feira 13. A crença surgiu na Idade Média, quando acreditava-se que eram bruxas transformadas em animais.

A estudante Janaina Arrais, 18 anos, é dona do esperto Edgar, que já foi vítima do preconceito causado pela superstição. Certa vez, a jovem passeava com ele pela rua quando uma criança apontou para o bichano e disse "olha, um gatinho", ao que a outra respondeu "ai, mas é preto, credo".

"Isso é uma bobeira. Não importa a cor, é uma terapia ter um gatinho em casa. Infelizmente as pessoas têm preconceito com gato preto por causa dessa superstição."



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