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Ribeirão Pires tem a maior taxa de letalidade da Covid na região

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Coronavírus matou 7,1% dos infectados na cidade; índice reflete volume de testes e qualidade do sistema de saúde


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

25/09/2020 | 00:01


A letalidade indica o percentual de pessoas com determinada doença que morreram. Em relação à Covid-19, o município com o maior índice da região é Ribeirão Pires, onde 7,1% dos pacientes evoluíram a óbito – 79 entre 1.107 casos. Considerando todo o Grande ABC, 2.438 das 62.476 pessoas diagnosticadas faleceram, ou seja, 3,9%, percentual pouco maior do que o observado no Estado (3,6%), no Brasil (3%) e no mundo (3%). Os dados consideram os boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras até quarta-feira.

Nas demais cidades, a letalidade é de 6,9% em Mauá, 5,3% em Diadema, 5,3% em São Caetano, 4,2% em Rio Grande da Serra, 3,2 em Santo André e 3,1% em São Bernardo. A taxa reflete o volume de testagem, já que quanto menos pacientes são testados, menor o número de pessoas contaminadas e maior a diferença entre os mortos e os infectados.

Ainda em março, primeiro mês da pandemia, as prefeituras do Grande ABC anunciaram programas de testagem em massa e priorizaram profissionais da saúde e da segurança. Posteriormente, ampliaram para outros grupos, como idosos, gestantes e comerciantes. Pelo menos 249.243 foram testadas. Balanço do TCE (Tribunal de Contas do Estado) mostrou que, até julho, a cidade que menos testou foi Mauá, com média de três exames a cada 1.000 habitantes.

Segundo Renato Grinbaum, infectologista e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), o percentual também indica a qualidade do sistema de saúde de determinada localidade, uma vez que reflete a capacidade da rede de saúde lidar com os casos de Covid. “A letalidade é usada para ver a consequência social da doença e, principalmente, a qualidade do serviço de saúde”, completou.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em agosto, que a letalidade real da Covid é de 0,6%. Apesar de parecer baixo, o número é considerado alto em razão da grande capacidade de transmissão do vírus. Para se ter ideia, na última pandemia declarada, a da gripe A, em 2009, a letalidade foi de 0,01% – isso significa que uma pessoa morreu a cada 10 mil infectados –, enquanto a projeção é que seis a cada 1.000 diagnosticados com o novo coronavírus faleceram.
MORTALIDADE

Já a mortalidade indica a proporção de mortes causadas por determinada doença em relação a 100 mil habitantes. No Grande ABC, são 86,5 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes – 115,5 em São Caetano, 102,9 em São Bernardo, 101,5 em Diadema, 76,8 em Santo André, 61,1 em Mauá, 57,9 em Ribeirão Pires e 46,6 em Rio Grande da Serra. No Estado, a taxa é de 75,8 e, no Brasil, é de 66,3. 



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Ribeirão Pires tem a maior taxa de letalidade da Covid na região

Coronavírus matou 7,1% dos infectados na cidade; índice reflete volume de testes e qualidade do sistema de saúde

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

25/09/2020 | 00:01


A letalidade indica o percentual de pessoas com determinada doença que morreram. Em relação à Covid-19, o município com o maior índice da região é Ribeirão Pires, onde 7,1% dos pacientes evoluíram a óbito – 79 entre 1.107 casos. Considerando todo o Grande ABC, 2.438 das 62.476 pessoas diagnosticadas faleceram, ou seja, 3,9%, percentual pouco maior do que o observado no Estado (3,6%), no Brasil (3%) e no mundo (3%). Os dados consideram os boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras até quarta-feira.

Nas demais cidades, a letalidade é de 6,9% em Mauá, 5,3% em Diadema, 5,3% em São Caetano, 4,2% em Rio Grande da Serra, 3,2 em Santo André e 3,1% em São Bernardo. A taxa reflete o volume de testagem, já que quanto menos pacientes são testados, menor o número de pessoas contaminadas e maior a diferença entre os mortos e os infectados.

Ainda em março, primeiro mês da pandemia, as prefeituras do Grande ABC anunciaram programas de testagem em massa e priorizaram profissionais da saúde e da segurança. Posteriormente, ampliaram para outros grupos, como idosos, gestantes e comerciantes. Pelo menos 249.243 foram testadas. Balanço do TCE (Tribunal de Contas do Estado) mostrou que, até julho, a cidade que menos testou foi Mauá, com média de três exames a cada 1.000 habitantes.

Segundo Renato Grinbaum, infectologista e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), o percentual também indica a qualidade do sistema de saúde de determinada localidade, uma vez que reflete a capacidade da rede de saúde lidar com os casos de Covid. “A letalidade é usada para ver a consequência social da doença e, principalmente, a qualidade do serviço de saúde”, completou.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou, em agosto, que a letalidade real da Covid é de 0,6%. Apesar de parecer baixo, o número é considerado alto em razão da grande capacidade de transmissão do vírus. Para se ter ideia, na última pandemia declarada, a da gripe A, em 2009, a letalidade foi de 0,01% – isso significa que uma pessoa morreu a cada 10 mil infectados –, enquanto a projeção é que seis a cada 1.000 diagnosticados com o novo coronavírus faleceram.
MORTALIDADE

Já a mortalidade indica a proporção de mortes causadas por determinada doença em relação a 100 mil habitantes. No Grande ABC, são 86,5 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes – 115,5 em São Caetano, 102,9 em São Bernardo, 101,5 em Diadema, 76,8 em Santo André, 61,1 em Mauá, 57,9 em Ribeirão Pires e 46,6 em Rio Grande da Serra. No Estado, a taxa é de 75,8 e, no Brasil, é de 66,3. 

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